Mulheres no Samba: Nas esquinas de Santa Rosa, um novo compasso desponta. Um coro de vozes femininas se levanta para celebrar a cidade com ritmo, poesia e resistência.
Mulheres no Samba: a nova batida de Niterói
6/11/2025 :: redação Samba Carioca.com.br
A partir de 7 de novembro, o coletivo Mulheres no Samba de Niterói inaugura uma roda fixa no Bar do Alex, sempre às sextas-feiras, às 18h. A entrada é gratuita, e o convite é aberto — o samba se faz em comunidade, com vozes, batuques e corações em sintonia.
A proposta é simples e poderosa: valorizar o protagonismo feminino no samba, revelar novas intérpretes e abrir espaço para instrumentistas formadas em projetos sociais e culturais. isto é, como a Oficina das Minas, reconhecida por ampliar oportunidades e promover a equidade de gênero na música.
Nesse sentido, entre risos, tambores e acordes, nasce uma roda que é celebração e resistência. O público participa com contribuição voluntária, reforçando o sentido coletivo do encontro — um samba que se sustenta no afeto, na partilha e na fé na arte.
Dia Nacional do Choro: a data é celebrada em 23 de abril, em homenagem ao nascimento de Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, um dos maiores nomes da música brasileira. Esse dia comemora um dos gêneros musicais mais autênticos do Brasil, reconhecido por sua riqueza melódica, harmônica e rítmica.
Dia Nacional do Choro
Patápio Silva (1880-1907)
O Choro, ou simplesmente “Chorinho”, surgiu no Rio de Janeiro no século XIX. É considerada a primeira música urbana tipicamente brasileira, nascendo da fusão de influências europeias, como polcas e valsas, com ritmos afro-brasileiros. O estilo se caracteriza pela improvisação, virtuosismo e expressividade de seus músicos.
Isto é samba: Evento acontecerá no Parque Villa Lobos, no dia 12 de abril (sábado) e conta com grandes atrações como Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Leci Brandão, além de um reencontro inédito de ex integrantes do Fundo de Quintal.
Isto é samba!
No dia 12 de abril (sábado), São Paulo se transforma na capital do samba e o Parque Villa Lobos será palco de um evento inédito, onde a grandiosidade desse estilo musical tão amado será celebrada em mais de 10 horas ininterruptas de música, tradição e emoção. Os gigantes do gênero estarão juntos em um festival histórico: Jorge Aragão, Diogo Nogueira, Leci Brandão, Marquinhos Sensação, Samba do Tatu, Pagode da 27, Thiago Bispo, Grupo Façanha e, para coroar essa grande festa, uma celebração especial dos 45 anos do Fundo de Quintal – com um reencontro inédito entre os ex-integrantes Sombrinha, Cleber Augusto e Ronaldinho.
Diogo Nogueira
“Isso É Samba” nasce como um movimento de valorização da cultura e do entretenimento ao vivo. Um convite para celebrar as raízes do samba. Já imaginou poder presenciar Mestres do Samba cantando grandes clássicos?
Pixinguinha: O Mestre do Choro: Mais de cinquenta anos desde a morte do mestre do choro, Pixinguinha, sua música está viva para os amantes do melhor da música instrumental brasileira.
Pixinguinha: O Mestre do Choro Brasileiro
Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, foi um dos maiores músicos e compositores da história da música brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1897, Pixinguinha revolucionou o gênero do choro, introduzindo harmonias sofisticadas, contrapontos inovadores e instrumentação diferenciada.
Desde cedo, mostrou talento para a música. Criado em um ambiente musical, aprendeu a tocar flauta e, posteriormente, saxofone. Aos 13 anos, já se apresentava em grupos musicais e, na década de 1910, começou a compor e gravar suas primeiras músicas. Seu estilo único logo chamou atenção, e ele se tornou uma das figuras centrais da música instrumental brasileira.
Pixinguinha e os Oito Batutas
Pixinguinha integrou diversos grupos musicais, sendo um dos mais famosos o “Oito Batutas”, formado em 1919. O grupo inovou ao levar o choro para além das fronteiras do Brasil, apresentando-se na França e popularizando a música brasileira no exterior. A influência do jazz e da música africana nos arranjos de Pixinguinha se tornou um de seus traços mais marcantes.
Donga, Pixinguinha e João da Baiana
O grupo inovou ao levar o choro a novos públicos, incorporando influências africanas, do jazz e da música popular brasileira. Em 1922, fizeram uma histórica turnê na França, apresentando a riqueza da música brasileira ao mundo. A instrumentação variada e os arranjos sofisticados de Pixinguinha ajudaram a modernizar o choro. Os Oito Batutas foram essenciais para a consolidação de Pixinguinha como um dos maiores nomes da música brasileira.
A sofisticação e a transformação do choro com Pixinguinha
Na década de 1920, o choro passou por uma transformação significativa com a contribuição de Pixinguinha. Ele incorporou novos instrumentos, como o saxofone e a percussão, enriquecendo os arranjos e tornando o gênero mais sofisticado. Sua parceria com Donga e João Pernambuco foi fundamental para a consolidação do choro como um dos principais estilos musicais do Brasil.
Uma das composições mais conhecidas de Pixinguinha é “Carinhoso”, composta por volta de 1917, mas que só ganhou letra anos depois, escrita por João de Barro. A canção se tornou um dos maiores clássicos da música popular brasileira e continua sendo interpretada por artistas de diversas gerações.
Outrossim, obras marcantes incluem “Lamentos”, “Rosa”, “Sofres Porque Queres” e “Ingênuo”. Cada uma dessas peças demonstra a genialidade de Pixinguinha na criação de melodias ricas e harmonias inovadoras. Sua música influenciou não apenas o choro, mas também o samba e outros gêneros da MPB.
Em 1932, Carmen e Aurora Miranda (sentadas) e segurando a flauta, Pixinguinha.
Além de compositor e instrumentista, Pixinguinha também foi um grande arranjador. Nos anos 1940 e 1950, trabalhou em rádios e estúdios de gravação, criando arranjos para diversos artistas e modernizando a sonoridade da música brasileira. Seu trabalho ajudou a consolidar a estrutura orquestral em gravações populares da época.
Foto: arquivo Folhapress/Folhapress
Uma vida dedicada à música
Enfrentando desafios ao longo da carreira, como dificuldades financeiras e mudanças no mercado musical, Pixinguinha nunca deixou de criar e contribuir para a cultura nacional. Sua importância foi reconhecida em vida, mas seu legado cresceu ainda mais após sua morte, em 17 de fevereiro de 1973.
Hoje, Pixinguinha é celebrado como um dos maiores nomes da música brasileira. O Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril, foi criado em sua homenagem, reforçando a relevância de sua obra para a identidade musical do Brasil.
Finalmente, podemos dizer que seu impacto transcende gerações, influenciando músicos contemporâneos e mantendo viva a tradição do choro. Seu nome permanece sinônimo de inovação, genialidade e brasilidade, garantindo-lhe um lugar eterno na história da música.
20 anos sem Bezerra da Silva: Em homenagem ao legado deixado por Bezerra da Silva para o samba brasileiro, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) preparou um levantamento sobre as canções que o artista gravou ao longo da carreira.
20 anos sem Bezerra da Silva
Há 20 anos, o cantor e compositor Bezerra da Silva partia no dia 17 de janeiro de 2005, após uma internação para tratar um enfisema pulmonar.
Das músicas que o sambista gravou como intérprete, “A semente” foi a mais tocada no Brasil nos últimos cinco anos nos principais segmentos de execução pública. O segundo lugar ficou com “Malandragem dá um tempo” e a canção “Defunto caguete” fechou o top 3 do ranking.
Bezerra da Silva deixou 83 obras musicais e 489 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva no Brasil. Como determina a Lei dos Direitos Autorais (9.610/98), as suas canções estarão protegidas por 70 anos após a sua morte (ou do último autor, em caso de parcerias) e os seus herdeiros receberão os seus rendimentos.
Mas esses valores em direitos autorais só podem ser recolhidos e repassados a compositores e artistas, que fazem parte da gestão coletiva no país, se o pagamento referente ao licenciamento musical concedido pelo Ecad for efetuado por pessoas e empresas que utilizam música em seus negócios e nos diversos canais e espaços públicos.
Ranking das músicas gravadas por Bezerra de Silva como intérprete mais tocadas nos últimos cinco anos no Brasil nos segmentos de execução pública Rádio, Sonorização Ambiental, Casas de Festa e Diversão
As mais tocadas: Bezerra da Silva
Música
Autores
1
A semente
Felipão / Roxinho / Tião Miranda / Valmir da Purificação
2
Malandragem dá um tempo
Adelzonilton / Popular P / Moacyr Bombeiro
3
Defunto caguete
Adelzonilton / Franco Teixeira / Ubirajara Lucio Rocha da Silva
Cartola erudito: Obra de Cartola ganha inusitada releitura, em única sessão, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, sexta-feira, 13/5.
Cartola erudito
No ano em que a cidade do Rio foi palco de dois carnavais, o samba deixa a Avenida e invade o Theatro Municipal do Rio (Anexo Sala Mario Tavares), no dia 13 de maio, sexta-feira, com o espetáculo “Pérola na Cartola, as mais lindas canções”.
A proeza de aproximar a genialidade do compositor popular com a estética erudita é realizada por músicos de excelência: a cantora Georgia Szpilman, idealizadora do projeto, é acompanhada pelo violonista, arranjador e diretor musical do espetáculo Fábio Nin, além do clarinetista Moisés Santos e o contrabaixista Tony Botelho.
No repertório, a apresentação dos maiores sucessos do consagrado sambista, entremeada pela história da vida e obra desse que é considerado, por muitos, um dos maiores nomes da MPB.
Idealizado por Georgia Szpilman e com direção musical de Fábio Nin, “Pérola na Cartola” destaca a poesia e lirismo das canções do consagrado sambista em formato camerístico incomum
“Há anos venho sonhando em fazer Cartola. As poesias e suas músicas, sempre me fascinaram. Porem tudo já havia sido cantado e ¨recantado¨. Por este motivo, pela beleza das composições e pelo meu ouvido apurado vindo do trabalho com a música erudita, me levaram a fazer um Cartola com uma formação quase camerística, criando assim uma abordagem bastante diferenciada”, afirma Georgia Szpilman.
ousada releitura
foto: Arthur Moura
O encontro do samba com o formato violão, clarinete, baixo acústico e voz acabou dando samba. Propositadamente sem a inclusão de uma percussão, a ousada releitura “fez com que ressaltassem ainda mais a poesia, deixando aparente o preciosismo das composições de Cartola”, complementa a idealizadora.
O programa abre com a fantasia sobre o tema “Alvorada”, composta e tocada pelo violonista concertista Fábio Nin, já dando o tom do espetáculo e preparando a entrada do canto. A sofisticação segue envolvendo a plateia com “As rosas não falam”, apenas voz e clarinete, com uma introdução surpreendente e um canto quase falado, realçando ao máximo a poesia de Cartola.
Já “A vida é um moinho” traz o solo de clarinete de Moises, apoiado pelo violão e contrabaixo acústico, uma sonoridade totalmente nova desta composição. Em “Divina Dama”, com o uso do clarone – instrumento de sonoridade bastante grave e aveludada – Moises faz um contraponto com o violão e a voz. A falta da percussão, tão característica neste estilo musical, porém passa desapercebida em “Verde que te quero verde”, quando o samba fala mais alto, canção na qual Cartola enaltece a sua escola de samba Mangueira, assim como as belezas da natureza e do corpo das mulatas, encerrando com louvor a homenagem.
“O que buscamos em todas as músicas foi, literalmente, apontar as pérolas deste grande gênio que foi Cartola, músico e poeta de primeira linha, elogiado pelo grande poeta Manoel Bandeira”, sintetiza Szpilman e destaca: “por sorte ainda conseguimos uma data especial: 13 de maio, dia da Abolição da Escravatura. Afinal estaremos homenageando neste dia um afrodescendente que foi apreciado e homenageado diversas vezes, por uma elite branca e europeia. Para nós, músicos, é um orgulho poder reverencia-lo como ele merece, dentro do Theatro Municipal”.
“Pérola na Cartola: as mais lindas canções”
Sexta feira, 13 de maio de 2022 às 18h. Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sala Mário Tavares Almirante Barroso 14/16 Centro – Rio de Janeiro – RJ. R$30 (inteira) e R$15 (meia). Classificação Indicativa Livre para todos os públicos. Tempo de Duração: 60 minutos
REPERTÓRIO
Acontece – Cartola
Alvorada – Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Belo de Carvalho. As Rosas Não falam – Cartola Disfarça e Chora – Cartola e Dalmo Castello O Mundo é um moinho – Cartola O sol nascera – Cartola e Elton Medeiros Quem me vê sorrindo – Cartola Verde que te quero Rosa – Cartola e Dalmo Castello Tive sim – Cartola Ensaboa Mulata – Cartola Divina Dama – Cartola Cordas de Aço – Cartola Não posso viver sem ela – Cartola, Bide e Ataulfo Alves.
Eu sou Cacique: Últimas semanas da exposição “Eu sou Cacique” do artista plástico Alexandre Palma, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.
Eu sou Cacique
A té sábado, 02/04, público poderá conferir, gratuitamente, pinturas em homenagem ao Bloco Cacique de Ramos, na Galeria Modernistas. Debate sobre o carnaval e apresentação musical estão programados para o encerramento
Cacique de Ramos
A exposição “Eu Sou Cacique” encerra no sábado, dia 2 de abril, na Galeria Modernistas em Santa Teresa.
A exposição de pinturas recebeu um grande público e visitas importantes como Ricardo Cravo Albin e o músico Dauá Puri. Aberta em fevereiro com a performance “Vermelho 22”, a individual de Alexandre Palma apresenta um conjunto de 25 trabalhos a óleo, com texto de apresentação de Carlos Alberto Medeiros.(mais…)
Áurea Martins: A cantora Áurea Martins comemora 81 anos com show inédito no Teatro Rival Refit, no dia 13 de Junho, a partir das 19h30, com transmissão pelo canal do teatro no YouTube..
Áurea Martins 81 anos
A cantora estará acompanhada pelo Trio Júlio, formado por três irmãos que, apesar de jovens, já têm 24 anos de carreira: Magno Júlio (percussão) e os gêmeos Marlon Júlio (violão 7 cordas) e Maycon Júlio (bandolim).
O repertório terá canções, sambas e choros.
Por causa da pandemia, Áurea não poderá com muitos convidados, como sempre faz em suas comemorações.
Nascida no bairro de Campo Grande, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, Áurea nasceu em uma família de artistas musicais: o pai tocava violão, a avó banjo; a mãe era cantora amadora e dois de seus tios tocavam saxofone e clarinete. Quando criança cantava no coral da Igreja de Nossa Senhora do Desterro.
Ganhou seu nome artístico de Paulo Gracindo quando atuava em programas de auditório da Rádio Nacional, na década de 1960.
Mangueira quer desfile virtual em 2021: O desfile virtual terá realização 100% através de computação gráfica e animação 3D, proporcionando uma experiência inédita ao público.
Mangueira quer desfile virtual em 2021
A Estação Primeira de Mangueira pretende fazer seu carnaval ainda em 2021.
O presidente da escola, Elias Riche, acaba de assinar uma carta de intenção com a Capivara Filmes, através do empresário Dio Trotta, para a realização de um desfile virtual em novembro deste ano.
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