Autor: pozzana

  • Sururu na Roda, Samba, Lapa, Brasil

    Sururu na Roda, Samba, Lapa, Brasil

    Sururu na Roda, Samba, Lapa, Brasil: Um dos mais conhecidos grupos de samba da Lapa, O Sururu na Roda este ano completa 15 anos de trajetória com reconhecida atuação nos cenários nacional e internacional.

    Foi eleito melhor grupo de samba pelo 25º Prêmio da Música Brasileira em 2014. 

    Sururu na Roda, Samba, Lapa, Brasil

    Com a proposta de resgatar o cancioneiro popular, o grupo mistura composições próprias a releituras de clássicos da MPB.

    No show, traçam um panorama de suas várias fases, apresentando desde o samba de roda, descontraído e bem humorado, até músicas de grandes nomes, como Monarco, Baden Powell, Ary Barroso, Gilberto Gil, Nei Lopes, entre outros.

     

    Sururu na Roda

    Sururu na Roda
    Sururu na Roda

    Eleito melhor grupo de samba pelo 25º Prêmio da Música Brasileira em 2014, com notória atuação no cenário nacional e internacional e performances ao lado de ícones da MPB, o Sururu na Roda desponta como um dos mais importantes grupos da nova geração do samba.

    Uma das marcas do grupo é sua sonoridade que expressa diferentes nuances de timbres, característica que mescla novidade, qualidade e tradição. Isso se deve ao fato de seus integrantes serem cantores e instrumentistas, cada um proveniente de um contexto musical diferente, trazendo para o grupo sua bagagem e suas influências.

    Foi em 2000, na informalidade dos encontros nos jardins da UNIRIO, que surgiu a idéia de formar o grupo Sururu na Roda. A então  estudante Nilze Carvalho – voz, cavaquinho e bandolim – uniu-se a Fabiano Salek e Sílvio Carvalho – respectivamente voz e percussão, e voz, percussão e cavaquinho, transformando a parceria num dos mais badalados grupos de samba que revitalizaram a Lapa, bairro ícone da boemia do Rio de Janeiro.

    Mais sobre o grupo em www.sururunaroda.com.br

    QUINTAS NO BNDES

    04.08.2016 – 19H

    Saiba como funciona a reserva de ingressos

  • MPB – Alma do Brasil

    MPB – Alma do Brasil

    MPB – Alma do Brasil: Com João Bosco, Zelia Duncan, Claudete Soares, Mart’nália, Zezé Motta, Lenny Andrade, Danilo Caymmi, e Fagner.

    O Espaço Cultural BNDES apresenta nas próximas segunda-feira, 1º, e terça, 2, às 19h, o espetáculo “MPB – Alma do Brasil”, idealizado e produzido por Ricardo Cravo Albin, que fará a apresentação junto com a atriz Fernanda Montenegro.

    MPB – Alma do Brasil

    Os dois shows terão um roteiro diferente a cada dia, contando a história da música brasileira através de canções que marcaram época no País.

    Nomes consagrados como João Bosco, Zelia Duncan, Claudete Soares, Mart’nália, Zezé Motta, Lenny Andrade, Danilo Caymmi, João Bosco e Fagner irão interpretar composições, que vão de Chiquinha Gonzaga e Donga a Gonzaguinha e Tom Jobim.

    Roteiro do show de 1° de Agosto

    MPB – Alma do Brasil
    MPB – Alma do Brasil. by Pedro França/MinC

    1. Flor Amorosa (Joaquim Callado) – Instrumental
    2. Marcio Gomes canta Luar do Sertão (Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco)
    3. Zezé Motta canta Abre Alas (Chiquinha Gonzaga)
    4. João Carlos Assis Brasil apresenta Odeon e Apanhei-te cavaquinho – Ernesto Nazareth
    5. Marcos Sacramento canta Jura (Sinhô) e Se você jurar (Ismael Silva)
    6. Mart’nália canta Pelo telefone (Donga)
    7. Marcos Sacramento canta Benguele (Pixinguinha)
    8. Zezé Motta canta Carinho (Pixinguinha)
    9. Dóris Monteiro canta Conversa de botequim (Noel Rosa)
    10. Mart’nália canta Último desejo e Com que roupa (Noel Rosa)
    11. Márcio Gomes canta Eu sonhei que tu estavas tão linda (Lamartine Babo)
    12. Ellen de Lima, Luciene Franco e Dóris Monteiro cantam Carnaval (Lamartine Babo)
    13. Ellen de Lima canta Risque (Ary Barroso) e Luciene Franco canta Baixa do Sapateiro com introdução de Aquarela do Brasil (Ary Barroso)
    14. Danilo Caymmi canta Maracangalha, O que é que a baiana tem e Minha Jangada (Dorival Caymmi)
    15. Ataulfo Alves Jr. canta Atire a primeira pedra, Leva meu samba e Amélia (Ataulfo Alves)
    16. Márcio Gomes canta Ave Maria no Morro (Herivelto Martins)
    17. Zezé Motta canta Caminhemos (Herivelto Martins)
    18. Fagner canta Canteiros e Mucuripe (Fagner)
    19. Fagner canta Asa Branca (Luiz Gonzaga)

    Roteiro do show de 2 de Agosto

    1. Claudette Soares canta Copacabana (Braguinha)
    2. Simone Mazzer canta Nunca (Lupicínio Rodrigues)
    3. Márcio Gomes canta um Pot-pourri [Cadeira Vazia + Esses Moços + Nervos de Aço] de Lupicínio Rodrigues
    4. Leny Andrade canta Manhã de Carnaval (Antônio Maria e Luiz Bonfá)
    5. Claudette Soares canta Por causa de você (Dolores Duran)
    6. Simone Mazzer canta Noite do meu bem (Dolores Duran)
    7. Leny Andrade canta um Pot-pourri [Garota de Ipanema + Samba do avião + Chega de saudade + Se todos fossem iguais a você] de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
    8. Marcos Sacramento canta Noite dos mascarados, Alfredo Del-Penho canta Vai passar e Márcio Gomes canta Bastidores (Chico Buarque)
    9. Claudette Soares canta Como é grande o meu amor por você e De tanto amor (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
    10. Marcos Sacramento canta Maria, Maria (Milton Nascimento)
    11. Luciene Franco canta Força estranha (Caetano Veloso)
    12. Alfredo Del-Penho canta Aquele abraço (Gilberto Gil)
    13. Leny Andrade canta As rosas não falam (Cartola) e Tire o seu sorriso do caminho (Nelson Cavaquinho)
    14. Imyra canta Cavaleiro da esperança e Universo do teu corpo (Taiguara)
    15. Claudette Soares canta Hoje (Taiguara)
    16. João Bosco canta Dois pra Lá, Dois pra Cá e Papel Maché (João Bosco)
    17. Simone canta Sangrando (Gonzaguinha)
    18. Zélia Duncan e todo elenco cantam O que é, o que é (Gonzaguinha)

    MPB – Alma do Brasil no Espaço Cultural BNDES

    Endereço: Avenida Chile 100, subsolo 1
    Data: segunda-feira, 1°, e terça, 2 de Agosto
    Hora: 19h

  • O Samba de Breque

    O Samba de Breque

    O Samba de Breque: Samba-de-breque é o nome de um sub-gênero musical derivado do samba. A principal característica do estilo é a pausa no acompanhamento acentuadamente sincopado para uma intervenção declamatória do intérprete.

    Estas paradas bruscas são chamadas breques, designação abrasileirada do inglês break, ou seja, para os freios de automóveis.

    O Samba de Breque

    Os “breques” são frases apenas faladas que conferem graça e malandragem.

    Segundo o crítico musical Tárik de Souza, o samba-de-breque é uma variante do picote rítmico do samba-choro.

    principais expoentes do Samba de Breque:

    O cantor Luiz Barbosa foi o primeiro a trabalhar com o samba-de-breque. Notabilizado como intérprete de samba-canção, o músico macaense ficou também conhecido por marcar o ritmo batucando em um chapéu de palha, que introduzia o intervalo que caracterizaria o samba-de-breque. Como por exemplo, em “Rosalina”, (de Haroldo Lobo e Wilson Batista).

    • Onde a coruja dorme

    Moreira da Silva – O Ultimo Malandro
    Moreira da Silva : capa do disco O Ultimo Malandro (1959)

    Mas quem de fato popularizou e consagrou o estilo foi o cantor carioca Moreira da Silva.

    No final da década de 1930, Moreira foi cantar o samba “Jogo Proibido”, de Tancredo Silva, Davi Silva e Ribeiro da Cunha, no Cine-Teatro Méier. Durante a apresentação, o sambista inseriu versos improvisados nos intervalos, e a iniciativa fez sucesso.

    Moreira foi aperfeiçoando o estilo com o passar do tempo.

    O intérprete carioca marcou de vez o estilo ao introduzir um discurso em “Na Subida do Morro”(composta pelo próprio Moreira da Silva e por R.Cunha), e interpretar personagens nos enredos de seus sambas de breque, como o “Kid Morengueira”, presente no enorme sucesso “O Rei do Gatilho”.

    outros expoentes do Samba de Breque:

    Samba de breque

    O compositor Sinhô inseriu três redondilhas menores constituindo um verso de quinze sílabas em “Cansei”, de 1929: (“`Pois lá ouvi de Deus/ A sua voz dizer/ Que eu não vim ao mundo/ Somente com o fito de eterno sofrer”). A canção seria interpretada por Mário Reis.

    Em 1933, foram gravadas duas outras canções que tinham “freiadas”. “Minha Palhoça” (de J. Cascata): “Lá tem troça/ Se faz bossa”; e “O Orvalho Vem Caindo” (de Noel Rosa e Kid Pepe): “…guarda civil/ Que o salário ainda não viu”. Este efeito inspiraria os sambas mais sincopados de Geraldo Pereira.

    Outro destaque no estilo foi Jorge Veiga. Ciro Monteiro, Dilermando Pinheiro e Germano Mathias também gravaram sambas-de-breque.

    fonte: wikipedia.org

     

  • João Nogueira

    João Nogueira

    João Nogueira: João permanece como um dos maiores sambistas da história, por seu talento como cantor, compositor e sua irreverência. Conheça aqui um pouco de sua biografia.

    Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, cedo tomou contato com o mundo musical. Logo, aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã.

    João Nogueira – biografia

    João Nogueira começou a compor aos 15 anos, fazendo sambas para o bloco carnavalesco Labareda, do Méier, através do qual conheceu o músico Moacyr Silva, dirigente da gravadora Copacabana, que o ajudou a gravar o samba Espere, Ó Nega, em 1968. Mas ele apareceu na cena artística nacional quando no início dos anos 70 emplacou o sucesso Das 200 Pra Lá, samba que defendia a política de expansão de nossa fronteira marítima ao longo de 200 milhas da plataforma continental. 

    O samba assumiu as primeiras posições das paradas na voz de Eliana Pittman e mereceu citação em reportagem da revista americana Time, pelo seu tom nacionalista afirmativo. Funcionário da Caixa Econômica, João se viu às voltas com certo patrulhamento, já que a bandeira das 200 milhas havia sido levantada pelo governo militar. “Pensaram que eu tinha virado Dom e Ravel”, brincou ele mais tarde. Seu primeiro disco foi um compacto simples com Alô Madureira e Mulher Valente. Em 1969 Elizeth Cardoso gravou seu Corrente de Aço, no disco Falou e Disse. 

    Mas o primeiro álbum, que levou seu nome no título, só veio em 1972, pela Odeon, selo pelo qual lançaria seus primeiros seis LPs. No disco, um clássico: Beto Navalha, regravado com grande força por Martinho da Vila, em 1973, no LP Origens. Mas a largada para valer de João Nogueira na carreira se deu em 1974, com seu segundo LP, E Lá Vou Eu, disco que chamou a atenção da crítica e do mercado para uma novidade no reino do samba.

    Parcerias, amigos e influências

    A começar pelas parcerias com Paulo César Pinheiro (E Lá Vou Eu, Batendo a Porta, Eu Hein, Rosa (esta regravada por Elis Regina com grande sucesso em 1979), Partido Rico  e o lírico Braço de Boneca), Zé Catimba, o genial compositor da Imperatriz, aparece em Do Jeito Que o Rei Mandou, e a irmã Gisa Nogueira em Meu Canto Sem Paz e Eu Sei Portela. O disco resultou num show intimista em que o carioca se apresentou ao violão no Teatro 13 de Maio, em São Paulo, para uma plateia embevecida com a novidade.

    João era diferente, não vinha do morro nem das escolas de samba, embora frequentasse a Portela desde criança, levado pelo pai, e não era o compositor de apartamento que fazia o ritmo popular, como Carlinhos Lyra, Tom Jobim e tantos outros. Se aproximava mais de Paulinho da Viola, com seu samba de varanda, som de subúrbios de casas avarandadas, de terreno antigo trilhado no choro e na seresta. Seu jeito de cantar era típico dos intérpretes do samba sincopado dos anos 40 e 50, mas com identidade própria.

    Como os velhos cantores, João brincava com a divisão, reinventando a síncopa. “É mais um João que veio diferente no cantar samba e fazer verso. É mais uma reza forte nas quebradas”, disse dele o radialista e produtor Adelzon Alves, um grande impulsionador de seu início de carreira. Estava aberta a porteira pela qual João faria passar sua boiada. Em 1975, lançou Vem Quem Tem, novo grande disco, no qual se destacou a homenagem que fez a Natal, o todo poderoso dirigente da Portela e bicheiro de Madureira, a quem dedicou O Homem de Um Braço Só.

    Outras parcerias e influências – João Nogueira

    Cartola e João Nogueira
    com Cartola

    Se no LP de 1974 ele reservara uma faixa para Noel Rosa, de quem gravou Gago Apaixonado, neste ele gravaria Não Tem Tradução, reverenciando mais uma vez o poeta da Vila, um dos três esteios de sua inspiração, ao lado de Geraldo Pereira e Wilson Batista, dos quais recebeu as influências que explicavam seu estilo de compor e cantar o samba – e aos quais dedicaria um LP inteiro (Wilson, Geraldo e Noel, 1981, Polygram).

    Nos quatro primeiros discos que João lançou estavam dadas as linhas mestras do que seria sua carreira. E está contido o melhor do compositor, que um dia entrou no Portelão cantando “Hoje eu estou cheio de alegria/ E sou até capaz de me embriagar/ Uns amigos bambas neste dia/ Me convidaram a participar/ De uma escola de samba que é todo meu dengo/ De um terreiro de bambas que é todo meu mal/ Vou me livrar da tristeza/ E sambar na beleza do seu Carnaval”, samba de apresentação à ala dos compositores da Águia de Osvaldo Cruz.

    O namoro duraria até meados dos anos 80, quando João abandonou a escola, descontente com os rumos que o presidente Carlinhos Maracanã lhe impôs, e juntou-se a outros sambistas, herdeiros do velho Natal, para fundar, em 1984, a Tradição, escola para a qual compôs em parceria com P. C. Pinheiro os cinco primeiros sambas-enredo, de 1985 a 1989. Diogo, seu filho, é a reconciliação com a Portela, onde foi por quatro vezes vencedor do samba-enredo.

    O Clube do Samba – João Nogueira

    Em 1979, João fundou o Clube do Samba, com Alcione, Martinho da Vila e Beth Carvalho, entidade à qual dedicou o título de seu disco daquele ano, que trouxe novos sucessos, como Súplica e Canto do Trabalhador (com P. C. Pinheiro). O clube, que no início funcionava em sua casa e que mais tarde lançou um bloco carnavalesco para desfilar na Avenida Rio Branco arrastando foliões saudosos dos velhos carnavais, funcionou em vários endereços, inclusive na Barra da Tijuca.

     Pelo seu palco passaram os grandes nomes do samba e compositores das escolas cariocas. Era frequente a programação reunir numa mesma noite gente do naipe de Ivone Lara, João Nogueira e Roberto Ribeiro, que um ano depois de sua morte foi homenageado pelo bloco no Carnaval. O próprio João, morto no ano 2000, seria homenageado no Carnaval seguinte com o tema “Como Diria João”.

    • João Nogueira e o Clube do Samba

    Uma das músicas mais cantadas de João, uma espécie de hino dos compositores, foi o sucesso do disco de 1980, Boca do Povo. Trata-se de Poder da Criação (“Ninguém faz samba só porque prefere/ Força nenhuma no mundo interfere/ Sobre o poder da criação”), novamente com P. C. Pinheiro, seu parceiro mais constante, com quem acabou por lançar o CD Parceria, em 1994, no qual comemoravam 22 anos de composições conjuntas e mais de 50 obras compostas. “A gente senta junto e, quando levanta, está saindo um samba. Até mesmo sem querer”, diria João.

    Nas dezessete faixas do CD, há uma homenagem a Clara Nunes, morta em 1983, nas faixas Um Ser de Luz e As Forças da Natureza, de versos emocionados como As pragas e as ervas daninhas/ As armas e os homens do mal/ Vão desaparecer/ Nas cinzas de um Carnaval.

    https://www.youtube.com/watch?v=OqltPKwJ9tA

    Os últimos anos

     João lançaria outros grandes discos, como o já citado em homenagem aos três grandes do samba, Wilson, Geraldo, Noel, seu nono álbum (1981), só com músicas dos três autores, dando descanso à parceria com P. C. Pinheiro.

    João Nogueira

    Ele seguiria lançando discos de qualidade (18 álbuns-solo no total) e participaria de discos coletivos, como Clara Nunes – Com Vida (1995), no qual dividiu as faixas com gente como Martinho da Vila, Roberto Ribeiro e Nana Caymmi. E Chico Buarque da Mangueira (1998), disco em homenagem ao compositor, que era enredo da escola naquele ano.

    Em 1995, com o maestro e pianista Marinho Boffa, João gravaria um CD só com músicas desse mesmo Chico Buarque de Hollanda, num trabalho de Almir Chediak com catorze canções, dentro da segunda edição do projeto Letra e Música. O disco foi lançado com um show no programa Seis e Meia do Teatro João Caetano. Ele participou também do disco Esquina do Samba, gravado ao vivo em 2000 no botequim Pirajá, em São Paulo, com Ivone Lara, Walter Alfaiate, Beth Carvalho, Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila e outros. No mesmo ano participou de um disco da Velha Guarda da Portela. Em 2009 foi çançado um DVD da participação de João Nogueira no programa Ensaio, da TV Cultura de São Paulo.

    A morte de João Nogueira

    O João Nogueira morreu na madrugada do dia 5 de junho de 2000, aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante, em sua casa no Recreio dos Bandeirantes. João vinha sofrendo de problemas circulatórios que lhe haviam causado uma isquemia cerebral dois anos antes. Esteve internado em estado grave por um bom tempo, mas conseguiu se recuperar. Sofreu nova isquemia de menor impacto no início de 2000 e outra dois meses depois. Mas, sob observação médica, estava confiante, levava uma vida mais regrada, e ensaiava para shows que faria por aqueles dias, nos quais planejava apresentar trabalhos inéditos, além de sucessos de seu último álbum, João de Todos os Sambas, lançado em 1998 na quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha.

    Foi uma perda grande para a cena musical brasileira. “Ele tinha uma forma de frasear muito própria. Não vejo seguidores dele. Creio que essa escola, cuja origem talvez tenha sido Ciro Monteiro, se acaba com a morte de João”, lamentou Hermínio Bello de Carvalho.

     João deixou 4 filhos, entre eles Diogo Nogueira, que tem grande semelhança vocal com o pai.

    Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco João Nogueira, Através do Espelho.

    fonte: Wikipedia.org

  • Qual será o samba da Unidos de Padre Miguel?

    Qual será o samba da Unidos de Padre Miguel?

    Qual será o samba da Unidos de Padre Miguel? A Mocidade apresenta os sambas concorrentes para o próximo carnaval.

    Em uma festa vermelho e branco, a partir do próximo domingo, 24 de julho, a Unidos de Padre Miguel começará a disputa para definir o postulante ao hino que vai ilustrar o enredo “Ossaim – O Poder da Cura”, com o qual vai lutar pelo campeonato para o carnaval de 2017.

    Qual será o samba da Unidos de Padre Miguel?

    O sorteio da ordem das apresentação dos sambas serão definidas no mesmo dia, a partir das 17 horas, seguido do esquenta da  bateria Guerreiros da Unidos, sob a regência de Mestre Dinho.

    Os diretores da ala de passista George Louzada e Elaine prepararam um show para brindar o público com todos os segmentos da escola. 

    • Nelson Cavaquinho Documentário

    Qual será o samba da Unidos de Padre Miguel?
    Qual será o samba da Unidos de Padre Miguel?

    O momento mais esperado da noite ficará a cargo dos compositores e as suas torcidas que vão apresentar as suas obras no início da noite, duas passadas com bateria e duas sem bateria. (mais…)

  • Nelson Cavaquinho Documentário

    Nelson Cavaquinho Documentário

    Nelson Cavaquinho Documentário, 1969, de Leon Hirszman: Filme sobre o lendário sambista da primeira Estação de Mangueira, um dos maiores personagens da história da música popular brasileira.

    A direção e o roteiro é de Leon Hirszman, um gigante do audiovisual, capaz de expor a realidade com uma autenticidade comovente.

    Nelson Cavaquinho Documentário, 1969

    https://www.youtube.com/watch?v=6VTH_T00gnY

    nelson-cavaquinho-documentarioO filme de 1969, premiado como Destaque do Júri no Festival Brasileiro de Curta-Metragem em 1971, retrata mais do que a música ou a biografia de Nelson.

    Em tom crítico, Leon relata o descaso repugnante ao que o Brasil relega seus verdadeiros heróis. Infelizmente, uma constante, mas que não passa despercebida pelo diretor. (mais…)

  • Cabaré do Malandro no Estudantina

    Cabaré do Malandro no Estudantina

    Cabaré do Malandro no Estudantina:  Muito samba e forró para dançar na Praça Tiradentes

    Personagem dos mais tradicionais redutos da boemia carioca, o malandro e toda sua malemolência são a essência do espetáculo que vai ser apresentado no Centro Cultural Estudantina Musical, no próximo dia 29, sexta-feira. 

    Cabaré do Malandro no Estudantina

    Cabaré do Malandro no Estudantina
    Cabaré do Malandro no Estudantina

    É o “Cabaré do malandro”, idealizado e protagonizado por Celynho Show com a cantora Margarete Mendes e sua banda Mojubá.

    Juntos, vão relembrar grandes momentos da música brasileira, começando com o samba, desde o terreiro da Tia Ciata, apresentado pelas baianas Ana Bela e Ana Paula Soeiro numa performance totalmente voltada para os bons tempos da Praça Onze. Não faltarão personagens como as prostitutas da antiga zona do Mangue, as cabrochas da Lapa e, claro, os malandros!

     Onde a coruja dorme

    O espetáculo fecha em grande estilo num forró envolvendo todos os personagens e o próprio público. (mais…)

  • Regional do Silvinho apresenta Clássicos em Choro

    Regional do Silvinho apresenta Clássicos em Choro

    Regional do Silvinho apresenta Clássicos em Choro (SP): Formado pelos músicos Silvinho (cavaquinho), João Francisco (clarinete), Arthur Bernardo (pandeiro) e Zé Garcez (violão de 7 cordas), o Regional do Silvinho, que se formou nas rodas de choro na casa do reconhecido violonista Luizinho 7 Cordas, apresenta o espetáculo “Clássicos em Choro”, na próxima sexta-feira, dia 22 de julho, no Espaço Uirapuru.

    Regional do Silvinho apresenta Clássicos em Choro

    O Show é baseado nos dois álbuns antológicos do flautista Altamiro Carrilho – Clássicos em Choro (1979) e o Clássicos em Choro Vol 2 (1980), que de forma inédita executou-se a música clássica em linguagem de choro e com um conjunto regional de choro.

    O repertório passa por obras de compositores como Bach, Bethoven, Mozart, entre outros.

    Sobre o Espaço Uirapuru

    Pioneiro em São Paulo, o Espaço Uirapuru é um centro cultural e de estudos musicais. Além de oferecer cursos de instrumentos com professores reconhecidos como o violonista Luizinho 7 Cordas e o pianista Albano Sales, conta com sala intimista acusticamente tratada para pequenos shows e audição de discos de vinil. 

    Clássicos em Choro por Regional do Silvinho

    regional-do-SilvinhoData: 22/07/2016 às 21h.

    Local: Espaço Uirapuru (30 lugares).

    Endereço: Comendador Paulo Brancato , 49. Vila Mariana – SP.

    Ingressos somente antecipados: www.espacouirapuru.com.br / tel (11) 2639-9065

    Valor: R$ 30,00

     

  • Onde a coruja dorme

    Onde a coruja dorme

    Onde a coruja dorme (2006): Conheça a essência do samba do cantor Bezerra da Silva, que tornou-se uma estrela nacional nos anos 80, durante a chamada “explosão do pagode”.

     Conhecido como “a voz do morro”, Bezerra da Silva foi um dos mais relevantes sambistas de sua época, retratando de forma direta a realidade do povo em suas canções.

    Onde a coruja dorme

    https://www.youtube.com/watch?v=FW59GxdxDEA&ab_channel=WillianMenezes

    Classificado inicialmente pela crítica como “sambandido”, sua música encantou o público brasileiro com crônicas cáusticas e extremamente bem humoradas sobre o cotidiano das favelas cariocas e da Baixada Fluminense.

     Ao seu lado, um time de compositores de origem simples alimentava sua música com versos e harmonias. Uma frase sua se tornou a marca que sintetiza a ideia de esperteza do brasileiro: “Malandro é malandro e mané é mané”.

    • Bezerra da Silva canta Pai Véio

    Onde a coruja dorme. Bezerra da Silva
    Onde a coruja dorme. Bezerra da Silva

    O fruto dessa história é mostrado no documentário Onde a coruja dorme. Lançado como curta metragem em 2001, ganhou prêmios nos festivais de cinema do Rio e Gramado.

    “Você com o revólver na mão é um bicho feroz. Sem ele anda rebolando e até muda de voz”.

    Compositores: Onde a coruja dorme

    Poucos sabem o segredo do sucesso de Bezerra da Silva: sua equipe de compositores – pedreiros, trocadores de ônibus, carteiros, técnicos de refrigeração e biscateiros em geral. Sambistas genuínos escolhidos a dedo por Bezerra. Trabalhadores anônimos que cantam como ninguém o universo da malandragem carioca.

    Graças a um edital, “Coruja” ficou pronto e foi lançado em 2001, ganhando prêmios no Festival do Rio, em Gramado, e circulando bem por festivais estrangeiros.

    Onde a coruja dorme – ficha técnica

    Direção: Simplício Neto, Márcia Derraik
    produção executiva: Rodrigo Letier, Roberto Berliner e Marcia Derraik
    coordenação de produção: Lorena Bondarovsky
    direção de fotografia: Mauro Pinheiro Jr. ABC
    som: Pedro Moreira / Luis Eduardo “Boom”
    edição: Leonardo Domingues
    edição de som e mixagem: Denilson Campos | Soloaudio

  • Portela de Asas Abertas recebe sambistas de São Paulo

    Portela de Asas Abertas recebe sambistas de São Paulo

    Portela de Asas Abertas recebe sambistas de São Paulo: Grupo Tudo Azul Paulistano vai tocar repertório de discos históricos em roda acústica

    Os músicos e integrantes do Núcleo de Resistência e Pesquisa Tudo Azul Paulistano serão as atrações da próxima edição do projeto ‘Portela de Asas Abertas’, que acontecerá no próximo sábado (16), a partir das 14h, na quadra da Portela.

    Portela de Asas Abertas recebe sambistas de São Paulo

    Na ocasião, o grupo, que foi convidado pelo departamento cultural da agremiação, vai promover uma grande roda de samba acústica em que homenageará três discos clássicos que exaltam a escola e compositores da Velha Guarda. São eles: “Tudo Azul” (2000), que deu origem ao nome do Núcleo; “Portela: Passado de Glória” (1970), produzido por Paulinho da Viola; e “Monarco – Terreiro” (1980).

    “Todos estão muito eufóricos. Será nossa primeira vez na quadra da Portela. Então, não tem outro assunto entre nós nos últimos dias. Todos estão muito ansiosos para este evento”, revela Rodrigo Almeida, um dos cavaquinistas da turma, que também adianta como será a roda de samba: “Depois de tocarmos o repertório destes três discos fundamentais, vamos resgatar obras de compositores como Candeia, Catoni, Chico Santana e outros.”

    Para Rogério Rodrigues, diretor cultural da Portela, a próxima edição do ‘Asas Abertas’ representa mais um capítulo importante na relação entre a Portela e o estado de São Paulo, que é antiga, como ele explica. “Sabemos que os integrantes do Tudo Azul estão muito ansiosos para se apresentar na Portela. Esperamos que todos os portelenses compareçam. Esse nosso intercâmbio é muito importante. E vale lembrar que essa relação da Portela com São Paulo é antiga.

    Natal da Portela nasceu em Queluz, no Vale do Paraíba. Paulo da Portela, Heitor dos Prazeres e Cartola iam com frequência à capital paulista participar de programas de rádio. Outro fato importante é que uma das mais antigas afilhadas da Portela, por exemplo, é a escola Nenê de Vila Matilde.

    Por isso, é natural que o primeiro Consulado da Portela tenha sido fundado em terras bandeirantes, que o primeiro projeto do Portela Cultural fora do Rio seja em São Paulo e que grupos como o Tudo Azul estejam presentes em Madureira. Outro exemplo dessa parceria foi a presença do Tuco Pellegrino, da nova geração do samba de São Paulo, abrindo o show ‘A Noite Veste Azul’ em homenagem aos 115 anos de Paulo da Portela”.

    Tudo Azul Paulistano: Portela de Asas Abertas recebe sambistas de São Paulo

    Tudo Azul Paulistano
    Tudo Azul Paulistano

    Criado por apaixonados por samba de raiz, o Tudo Azul Paulistano tem como objetivo, principalmente, preservar a memória de compositores ligados às escolas de samba do Rio e de São Paulo, bem como cultivar o samba de terreiro de um modo geral. No sábado, a turma promete desembarcar em Madureira com uma caravana de mais de 50 pessoas.

    Além de Rodrigo Almeida no cavaco, o grupo conta com Everton (cavaco), William (cavaco), Serginho Dusete (violão 7 cordas), Bide (repique de anel), Ronaldo (tamborim), Rafael (tamborim), André (tamborim), Léo José (percussão geral), Lao Gomes (surdo e agogô), Cabelo (surdo e agogô), Ademir (cuíca), Feio (pandeiro), Bellini (pandeiro), Maila (canto) e Carla (canto). Vale lembrar que a roda de samba será nos moldes tradicionais (sem microfones), com músicos e cantores no meio da quadra e cercados pelo público, como sempre acontece no ‘Portela de Asas Abertas’. Livretos com as letras dos sambas do repertório serão distribuídos.

    A entrada custa R$ 20 (inteira), e o almoço será macarrão com galinha, vendido a R$ 15, o prato. Sócios-torcedores dos planos Majestade do Samba e Águia Altaneira entram de graça. Sócios do plano Sou Portela pagam valor integral. A quadra da Portela fica na Rua Clara Nunes 81, em Madureira. A classificação é livre. Mais informações: (21) 3256-9411.

    Portela de Asas Abertas – roda de samba acústica com o Tudo Azul Paulistano

    Data: Sábado, dia 16 de julho. Horário: A partir das 14h
    Local: Quadra da Portela: Rua Clara Nunes 81, Madureira
    Informações: 3256-9411. Classificação: Livre
    Ingresso: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira) – à venda na bilheteria da quadra
    Almoço: Macarrão com galinha (prato a R$ 15)
    Combo com ingresso + almoço: R$ 15
    Vendas online ingressocerto.com/portela-de-asas-abertas-p109190