Dia Nacional do Choro: a data é celebrada em 23 de abril, em homenagem ao nascimento de Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, um dos maiores nomes da música brasileira. Esse dia comemora um dos gêneros musicais mais autênticos do Brasil, reconhecido por sua riqueza melódica, harmônica e rítmica.
Dia Nacional do Choro
Patápio Silva (1880-1907)
O Choro, ou simplesmente “Chorinho”, surgiu no Rio de Janeiro no século XIX. É considerada a primeira música urbana tipicamente brasileira, nascendo da fusão de influências europeias, como polcas e valsas, com ritmos afro-brasileiros. O estilo se caracteriza pela improvisação, virtuosismo e expressividade de seus músicos.
Pixinguinha: O Mestre do Choro: Mais de cinquenta anos desde a morte do mestre do choro, Pixinguinha, sua música está viva para os amantes do melhor da música instrumental brasileira.
Pixinguinha: O Mestre do Choro Brasileiro
Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, foi um dos maiores músicos e compositores da história da música brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1897, Pixinguinha revolucionou o gênero do choro, introduzindo harmonias sofisticadas, contrapontos inovadores e instrumentação diferenciada.
Desde cedo, mostrou talento para a música. Criado em um ambiente musical, aprendeu a tocar flauta e, posteriormente, saxofone. Aos 13 anos, já se apresentava em grupos musicais e, na década de 1910, começou a compor e gravar suas primeiras músicas. Seu estilo único logo chamou atenção, e ele se tornou uma das figuras centrais da música instrumental brasileira.
Pixinguinha e os Oito Batutas
Pixinguinha integrou diversos grupos musicais, sendo um dos mais famosos o “Oito Batutas”, formado em 1919. O grupo inovou ao levar o choro para além das fronteiras do Brasil, apresentando-se na França e popularizando a música brasileira no exterior. A influência do jazz e da música africana nos arranjos de Pixinguinha se tornou um de seus traços mais marcantes.
Donga, Pixinguinha e João da Baiana
O grupo inovou ao levar o choro a novos públicos, incorporando influências africanas, do jazz e da música popular brasileira. Em 1922, fizeram uma histórica turnê na França, apresentando a riqueza da música brasileira ao mundo. A instrumentação variada e os arranjos sofisticados de Pixinguinha ajudaram a modernizar o choro. Os Oito Batutas foram essenciais para a consolidação de Pixinguinha como um dos maiores nomes da música brasileira.
A sofisticação e a transformação do choro com Pixinguinha
Na década de 1920, o choro passou por uma transformação significativa com a contribuição de Pixinguinha. Ele incorporou novos instrumentos, como o saxofone e a percussão, enriquecendo os arranjos e tornando o gênero mais sofisticado. Sua parceria com Donga e João Pernambuco foi fundamental para a consolidação do choro como um dos principais estilos musicais do Brasil.
Uma das composições mais conhecidas de Pixinguinha é “Carinhoso”, composta por volta de 1917, mas que só ganhou letra anos depois, escrita por João de Barro. A canção se tornou um dos maiores clássicos da música popular brasileira e continua sendo interpretada por artistas de diversas gerações.
Outrossim, obras marcantes incluem “Lamentos”, “Rosa”, “Sofres Porque Queres” e “Ingênuo”. Cada uma dessas peças demonstra a genialidade de Pixinguinha na criação de melodias ricas e harmonias inovadoras. Sua música influenciou não apenas o choro, mas também o samba e outros gêneros da MPB.
Em 1932, Carmen e Aurora Miranda (sentadas) e segurando a flauta, Pixinguinha.
Além de compositor e instrumentista, Pixinguinha também foi um grande arranjador. Nos anos 1940 e 1950, trabalhou em rádios e estúdios de gravação, criando arranjos para diversos artistas e modernizando a sonoridade da música brasileira. Seu trabalho ajudou a consolidar a estrutura orquestral em gravações populares da época.
Foto: arquivo Folhapress/Folhapress
Uma vida dedicada à música
Enfrentando desafios ao longo da carreira, como dificuldades financeiras e mudanças no mercado musical, Pixinguinha nunca deixou de criar e contribuir para a cultura nacional. Sua importância foi reconhecida em vida, mas seu legado cresceu ainda mais após sua morte, em 17 de fevereiro de 1973.
Hoje, Pixinguinha é celebrado como um dos maiores nomes da música brasileira. O Dia Nacional do Choro, comemorado em 23 de abril, foi criado em sua homenagem, reforçando a relevância de sua obra para a identidade musical do Brasil.
Finalmente, podemos dizer que seu impacto transcende gerações, influenciando músicos contemporâneos e mantendo viva a tradição do choro. Seu nome permanece sinônimo de inovação, genialidade e brasilidade, garantindo-lhe um lugar eterno na história da música.
100 anos de samba no Festival de Inverno: Os 100 anos do Samba serão comemorados com shows pra lá de especiais. Zé da Velha e Silvério Pontes, parceiros há 30 anos, têm muito o que mostrar no trombone e trompete.
Eles sobem ao Palco das Artes no Sesc de Nova Friburgo, às 20h, desta quarta-feira, dia 17. E no sábado, dia 20, é a vez de Monarco e Tuco Pellegrino colocarem todo mundo para sambar. Aos 81 anos, o consagrado compositor da Portela vai lembrar sambas-enredo de sucesso e composições do baluarte.
100 anos de samba no Festival de Inverno
Tuco e Monarcoby Vinicius Terror
As Damas do Samba na Roda (Nilze Carvalho, Ana Costa, Áurea Martins e Luiza Dionizio) animam a festa no Sesc Quitandinha, em Petrópolis, no domingo.
E domingo é o último dia desta edição do Festival Sesc de Inverno, que acontece há 15 anos, simultaneamente em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, região serrana fluminense.
Regional do Silvinho apresenta Clássicos em Choro (SP): Formado pelos músicos Silvinho (cavaquinho), João Francisco (clarinete), Arthur Bernardo (pandeiro) e Zé Garcez (violão de 7 cordas), o Regional do Silvinho, que se formou nas rodas de choro na casa do reconhecido violonista Luizinho 7 Cordas, apresenta o espetáculo “Clássicos em Choro”, na próxima sexta-feira, dia 22 de julho, no Espaço Uirapuru.
Regional do Silvinho apresenta Clássicos em Choro
O Show é baseado nos dois álbuns antológicos do flautista Altamiro Carrilho – Clássicos em Choro (1979) e o Clássicos em Choro Vol 2 (1980), que de forma inédita executou-se a música clássica em linguagem de choro e com um conjunto regional de choro.
O repertório passa por obras de compositores como Bach, Bethoven, Mozart, entre outros.
Sobre o Espaço Uirapuru
Pioneiro em São Paulo, o Espaço Uirapuru é um centro cultural e de estudos musicais. Além de oferecer cursos de instrumentos com professores reconhecidos como o violonista Luizinho 7 Cordas e o pianista Albano Sales, conta com sala intimista acusticamente tratada para pequenos shows e audição de discos de vinil.
Clássicos em Choro por Regional do Silvinho
Data: 22/07/2016 às 21h.
Local: Espaço Uirapuru (30 lugares).
Endereço: Comendador Paulo Brancato , 49. Vila Mariana – SP.
A obra de Villa-Lobos no Theatro Municipal:Paulo Santoro apresenta obra de Villa-Lobos no Theatro Municipal com coral de 100 vozes, segunda, dia 11.
Violoncelista do Duo Santoro vai interpretar “Concerto nº2 para violoncelo e orquestra”, executada pela última vez no local há 35 anos por Antonio Meneses.
A obra de Villa-Lobos no Theatro Municipal
Violoncelista do prestigiado Duo Santoro, Paulo Santoro fará, no próximo dia 11 de julho, segunda-feira, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, um concerto como solista da Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob a regência do maestro Roberto Duarte.
O programa, que terá somente obras de Villa-Lobos, tem como destaque o “Concerto nº 2 para violoncelo e orquestra”, obra em que o compositor, já no final de sua vida, se liberta de qualquer paradigma e mescla com maestria elementos do folclore brasileiro com a música popular, como o samba, choro e bossa-nova.
A última vez que a obra foi tocada no Theatro Municipal foi em 1981, com Antonio Meneses. Fazem parte do programa ainda, o famoso e emblemático “Choros 10”, também chamado de “Rasga o Coração”, que contará com a participação de um coro de mais de 100 vozes, e a 2ª Suíte para orquestra de câmara.
A apresentação faz parte das comemorações dos 71 anos da Academia Brasileira de Música, que tem exatamente Villa-Lobos como fundador e primeiro presidente.
Paulo Santoro II– by André Pinnola
O lançamento do segundo disco de carreira do Duo Santoro está previsto para o final do ano. O CD “Paisagens Cariocas”, novamente com produção de Sergio Roberto de Oliveira (A Casa Discos), reúne composições para duo de violoncelos, dentre elas as estreias das obras “Diálogos” de Ronaldo Miranda, “Seresta” de Edino Krieger e “Aos Santos Oro” de Sergio Roberto de Oliveira, além de composições de Leandro Braga, Adriano Giffoni e Pixinguinha.
11 de julho – segunda-feira – Paulo Santoro é solista de concerto para violoncelo e orquestra de Villa-Lobos no Theatro Municipal, que não é apresentado no Rio de Janeiro há 35 anos.
Paulo Santoro: A obra de Villa-Lobos no Theatro Municipal
Horário: 20h – Endereço: Praça Floriano, S/N – Centro, Rio de Janeiro Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada para estudantes e idosos). Informações: (21) 2332-9191. Classificação: Livre
Gafieira e choro no Rio Scenarium: Esse mês tem a gafieira instrumental da Daniela Spielmann que convida Silvério Pontes na Lapa, Rio de Janeiro. No dia 8 é vez de Nicolas Krassik e convidados, com belos choros para sacudir o salão.
Gafieira e choro no Rio Scenarium
Confira algumas atrações da programação do Rio Scenarium para esse mês:
Dia 6, Quarta Sambando na Gafieira
Zé da Velha. Gafieira e choro no Rio Scenarium.foto: Otávio Nogueira
19h30 – Daniela Spielmann convida Silvério Pontes – Daniela Spielmann – saxes e flauta / Silverio Pontes – trompete e flugelhorn / Domingos Teixeira – violão / Rodrigo Villa – baixo / Xande Figueiredo – bateria.
No repertório de Daniela e Silvério não faltam os compositores Pixinguinha, Severino Araujo, K-ximbinho, Chico e Tom além de algumas composições autorais. A música para a dança de gafieira tem a força viva e espontânea da improvisação momentânea.(mais…)
Brasileirinho – Grandes encontros do Choro:Brasileirinho é um filme documentário de 2005, um tributo ao choro, gênero musical brasileiro.
O filme do cineasta e diretor finlandês Mika Kaurismaki foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim de 2005.
Brasileirinho – Grandes encontros do Choro
Brasileirinho, documentário musical de longa-metragem, mostra a vitalidade atual de um dos mais originais estilos musicais do Brasil, o Choro. Sendo a primeira música instrumental genuinamente brasileira, o Choro tem evoluído nos últimos 130 anos para uma forma fascinante de música tropical contemporânea.
No documentário se apresentam alguns dos mais renomados músicos e intérpretes da atualidade, como Yamandu Costa, Paulo Moura e Guinga, entre outros.
Seus depoimentos, unidos aos belíssimos números musicais remetem à compreensão da história desse gênero e demonstram o jeito autenticamente brasileiro de tocar o Choro.
Faixas: 1. Papo de Anjo 2. Santa Morena 3. Um Chorinho Pra Você 4. Um Calo De Estimação 5. Assanhado 6. Brejeiro 7. Degenerado 8. Falando de Amor 9. Papo De Anjo 10. Foi Uma Pedra Que Rolou 11. Formosa 12. Aguenta Seu Fulgêncio 13. Bole Bole 14. Chorinho De Gafieira 15. O Bom Filho à Casa Torna 16. Sonoroso 17. Carinhoso 18. Barração
Data de lançamento: 31 de agosto de 2005 (França) Direção: Mika Kaurismäki Fotografia: Jacques Cheuiche Roteiro: Mika Kaurismäki, Marco Forster Produção: Mika Kaurismäki, Marco Forster
Homenagem a Raphael Rabello:Rogério Caetano Convida Yamandu Costa para uma homenagem a Raphael Rabello.
O show, cujos ingressos estão esgotados, acontece no Eco Som, localizado na Rua Real Grandeza, 170, Botafogo (Rio de Janeiro), nesta sexta-feira, 20 de maio. A casa abre a partir das 19h.
Homenagem a Raphael Rabello
Pelo projeto “Rogério Caetano Convida” já se apresentaram diversos expoentes da música instrumental brasileira: Alessandro Cardoso, Bebê Kramer, Cainã Cavalcante, Caio Marcio dos Santos, David Feldman, Dirceu Leite, Eduardo Neves, Fábio Peron, Gabriel Grossi, Hamilton de Holanda, Henrique Cazes, Humberto Araújo, João Camarero, João Lyra, Joel Nascimento, Jorge Cardoso, Kiko Horta, Leandro Braga, Leo Gandelman, Luis Barcelos, Marcelo Caldi, Marcelo Gonçalves, Nicolas Krassik, Marcio Hulk, Marco Pereira, Mauricio Carrilho, Nicolas Krassik, Thadeuzinho, Zé da Velha e Silvério Pontes, Zé Nogueira e Zé Paulo Becker. Rogério conheceu pessoalmente Yamandu em 1997, na cidade de Brasília. A empatia foi imediata e, musicalmente, entenderam-se muito bem. Ali, iniciou uma amizade e uma relação familiar que os fizeram crescer e amadurecer juntos.
Segundo Yamandu, “É uma amizade que se encontra no sentimento do interior do Brasil, temos uma formação muito parecida, embora muito distante, o Rogério vem de Goiás e eu do interior do Rio Grande do Sul. Quando a gente se encontra, é um encontro cheio de regionalismos permeados pela linguagem do Choro, que para mim é a linguagem comum do músico brasileiro.”
Violonista e compositor nascido em Passo Fundo em 1980, Yamandu começou a estudar violão aos 7 anos de idade com o pai, Algacir Costa, líder do grupo “Os Fronteiriços” e aprimorou-se com Lúcio Yanel, virtuoso argentino radicado no Brasil. (mais…)
Últimos dias de Os Chorões no Rio Scenarium:o Rio Scenarium, comemora o aniversário do choro com uma exposição fotográfica inédita.
Pelas lentes da fotógrafa Marília Figueirêdo e com curadoria de Henrique Cazes, a mostra ‘Os Chorões no Rio Scenarium’ retrata grandes músicos que passaram pelos palcos da casa. A exposição fica no Salão Anexo até o dia 30 de abril.
Últimos dias de Os Chorões no Rio Scenarium
Dia 26, Terça de Bamba
19h30 – Henrique Cazes e convidados
Apontado como o melhor solista de cavaquinho da atualidade e um dos mais articulados chorões contemporâneos, Henrique Cazes resume 25 anos de trabalho como solista no DVD “Brincando com o cavaquinho – 25 anos de solo”.
Henrique Cazes. Últimos dias de Os Chorões no Rio Scenarium
22h30 – Tempero D’ Vó
Katia Preta – trombone e voz / Thiago Nascimento – bateria / Edu Casé – voz / Juran Ribeiro – percussão / Daniel Delavusca – cavaco e voz / Michel Ramos – violão
A regra é básica: não perder a essência! Então anote os nossos ingredientes: um punhado de MPB, uma pitada de cada ritmo da nossa cultura brasileira e doses fartas do samba em suas mais saborosas vertentes… Essa é a receita que aprendemos com os nossos ancestrais e vamos passar aos nossos netos.
Samba e Choro com Paulão Sete Cordas: A tradicional casa de samba e choro Trapiche Gamboa apresenta nova temporada em abril, trazendo a “RODA DE SAMBA E CHORO COM PAULÃO SETE CORDAS E CONVIDADOS”. Terças-feiras 12, 19 e 26, sempre a partir das 20h30.
Samba e Choro com Paulão Sete Cordas
O Trapiche Gamboa gosta de novidade e apresenta nas terças de abril uma roda de samba nova, única e exclusiva, sob o comando do craque do samba do Rio de Janeiro, o instrumentista, arranjador e produtor musical Paulão Sete Cordas.
É a “Roda de samba e choro com PAULÃO SETE CORDAS e Convidados”, que conta com uma selecionada escalação de cantores bambas convidados, contemplando vozes mais experientes e reconhecidas do gênero, no circuito carioca, e vozes de jovens artistas que, cada vez mais, com dedicação e boa recepção de público, se alçam no mercado dos bambas.
Na terça 12, com o cantor Marquinhos China (grupo Tempero Carioca), na terça 19, com o cantor Julio Estrela, e na terça 26, com a cantora Alice Passos.
Paulão é natural da cidade do Rio de Janeiro, RJ, de família de músicos, foi criado no bairro do Jacarezinho, e desde menino teve estudos musicais tocando clarinete e posteriormente violão. (mais…)
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