Categoria: Sambistas

  • 20 anos sem Bezerra da Silva

    20 anos sem Bezerra da Silva

    20 anos sem Bezerra da Silva: Em homenagem ao legado deixado por Bezerra da Silva para o samba brasileiro, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) preparou um levantamento sobre as canções que o artista gravou ao longo da carreira.

    20 anos sem Bezerra da Silva

    Há 20 anos, o cantor e compositor Bezerra da Silva partia no dia 17 de janeiro de 2005, após uma internação para tratar um enfisema pulmonar.

    Das músicas que o sambista gravou como intérprete, “A semente” foi a mais tocada no Brasil nos últimos cinco anos nos principais segmentos de execução pública. O segundo lugar ficou com “Malandragem dá um tempo” e a canção “Defunto caguete” fechou o top 3 do ranking.

    Bezerra da Silva deixou 83 obras musicais e 489 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva no Brasil. Como determina a Lei dos Direitos Autorais (9.610/98), as suas canções estarão protegidas por 70 anos após a sua morte (ou do último autor, em caso de parcerias) e os seus herdeiros receberão os seus rendimentos.

    Mas esses valores em direitos autorais só podem ser recolhidos e repassados a compositores e artistas, que fazem parte da gestão coletiva no país, se o pagamento referente ao licenciamento musical concedido pelo Ecad for efetuado por pessoas e empresas que utilizam música em seus negócios e nos diversos canais e espaços públicos.

    Ranking das músicas gravadas por Bezerra de Silva como intérprete mais tocadas nos últimos cinco anos no Brasil nos segmentos de execução pública Rádio, Sonorização Ambiental, Casas de Festa e Diversão

    MúsicaAutores
    1A sementeFelipão / Roxinho / Tião Miranda / Valmir da Purificação
    2Malandragem dá um tempoAdelzonilton / Popular P / Moacyr Bombeiro
    3Defunto cagueteAdelzonilton / Franco Teixeira / Ubirajara Lucio Rocha da Silva
    4Sequestraram minha sograSarabanda / Barbeirinho do Jacarezinho / Rody
    5Malandro é malandro mané é manéNeguinho da Beija-Flor
    6Bicho ferozTonho / Claudio Inspiração
    7Candidato caô caôPedro Butina / Walter Meninao
    8Pai véio 171Luiz Moreno / Geraldo Gomes
    9Reunião de bacanasBebeto de São João / Ary do Cavaco
    10Overdose de cocadaDinho Sambrasil / Ivan Mendonça
     
  • Áurea Martins 81 anos

    Áurea Martins 81 anos

    Áurea Martins: A cantora Áurea Martins comemora 81 anos com show inédito no Teatro Rival Refit, no dia 13 de Junho, a partir das 19h30, com transmissão pelo canal do teatro no YouTube..

    Áurea Martins 81 anos

    A  cantora estará acompanhada pelo Trio Júlio, formado por três irmãos que, apesar de jovens, já têm 24 anos de carreira: Magno Júlio (percussão) e os gêmeos Marlon Júlio (violão 7 cordas) e Maycon Júlio (bandolim).

    Áurea Martins 81 anosO repertório terá canções, sambas e choros.

    Por causa da pandemia, Áurea não poderá com muitos convidados, como sempre faz em suas comemorações.

    “O único convidado será meu irmão, Elízio de Búzios, pois, além de estar vacinado, é da família”, explica a cantora.

    13/6, domingo, às 19h30 no Teatro Rival Refit

    DOAÇÃO: Doação amiga a partir – R$15,00 (QUINZE REAIS)

    Áurea Martins

    Áurea Martins
    Áurea Martins. © Mariza Lima

    Nascida no bairro de Campo Grande, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, Áurea nasceu em uma família de artistas musicais: o pai tocava violão, a avó banjo; a mãe era cantora amadora e dois de seus tios tocavam saxofone e clarinete. Quando criança cantava no coral da Igreja de Nossa Senhora do Desterro.

    Ganhou seu nome artístico de Paulo Gracindo quando atuava em programas de auditório da Rádio Nacional, na década de 1960.

  • Escola de Cavaquinho Delavusca

    Escola de Cavaquinho Delavusca

    Escola de Cavaquinho Delavusca: Aprender a tocar cavaquinho é uma atividade prazerosa e enriquecedora. O Professor Daniel Delavusca pode te ensinar todos os macetes do instrumento de modo prático e divertido.

    Escola Cavaquinho Delavusca

    • Aula presencial e online.
    • Didática simples e prática!
    • Aprenda tocando as músicas que você mais gosta!

    Material de apoio incluso em 3 e-books:Escola de Cavaquinho Delavusca
    – Cavaco Solo;
    – Cavaco Base; e
    – Leitura rítmica e melódica.

    As aulas ocorrem uma vez por semana.
    Tempo médio por aula: 1h e 20min

    Redes sociais:
    www.facebook.com/cavaquinhodelavusca
    youtube: https://www.youtube.com/channel/UCb86nCkWHpkWNJAkm1GBQfQ
    Instagram: https://www.instagram.com/cavaquinhodelavusca

    Contato:
    (021) 968 380 816
    cavaquinhodelavusca@gmail.com
    Professor Daniel Delavusca

  • Silas de Oliveira

    Silas de Oliveira

    Silas de Oliveira (Rio, 4 de outubro de 1916 — Rio de Janeiro, 20 de maio de 1972) foi um grande compositor e sambista brasileiro.

    Entre suas músicas imortais, destacam-se “Aquarela Brasileira” (1964), “Heróis da liberdade” (1969), entre outras pérolas.

    Silas de Oliveira

    Desde menino frequentou as rodas de samba, apesar da resistência do pai, que era pastor protestante e via na música uma ‘manifestação do diabo’. O pai, dono do Colégio Assumpção, arrumou uma vaga de professor para o filho, tão logo ele concluiu o Científico. Ele pretendia que, com a profissão, o filho abandonasse o gosto pela música.

    Silas dava aulas de Português, quando começou a namorar uma das alunas, a jovem Elaine dos Santos. Nessa época também fez amizade com o jornaleiro Mano Décio da Viola, que se tornaria seu maior parceiro. Pelas mãos de Elaine e de Mano Décio, Silas sobe os morros cariocas atrás de rodas de samba. Com os dois, frequenta também os tradicionais pagodes nas casas das tias baianas, regados a muita bebida, comida e batucada.

    Silas de Oliveira
    Silas de Oliveira na caixinha de fósforo

    Seu talento como compositor começa a se revelar, ainda que timidamente. As visitas a estes locais passam a ser cada vez mais constantes e não tarda para que Silas passe a ser considerado como ‘gente da casa’ nos redutos de samba.

    • Onde a coruja dorme (mais…)

  • Elton Medeiros

    Elton Medeiros

    Elton Medeiros: Nascido no bairro carioca da Glória, Elton Medeiros é compositor, cantor, sambista, produtor musical e radialista.

    Considerado um dos melhores melodistas e ritmistas da história do samba, Elton teve sua trajetória na música iniciada aos 17 anos quando tocava de dia na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquette-Pinto, e à noite tocava trombone na gafieira Fogão, do compositor Uriel Azevedo.

    Elton Medeiros, biografia resumida

    Élton Antônio Medeiros começou sua carreira de compositor sendo fundador da ala dos compositores da escola de samba Aprendizes de Lucas.

    Elton Medeiros no Programa Água Viva
    Elton Medeiros no Programa Água Viva, assista!

    Seu samba “Exaltação a São Paulo” foi considerado um dos melhores da história da escola. Porém, é através das reuniões no Zicartola que Elton Medeiros criará suas principais obras, sendo um dos principais incentivadores e frequentadores do restaurante musical localizado em um sobrado na Rua da Carioca.

    Lá, entrou em contato com sambistas como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Ketti, Ismael Silva e Paulinho da Viola, que se tornaria seu principal parceiro musical. Além disso, como fruto do Zicartola surgiram o grupo A Voz do Morro e o show A Rosa de Ouro.

    • Entrevista com Cartola

    Em 1975, ao lado de Wilson Moreira, Nei Lopes, entre outros, participou da fundação do Grêmio Recreativo de Artes Negras Quilombo, idealizado por Candeia.

    Entre os principais sambas de Elton Medeiros, destacam-se clássicos como “Peito Vazio”, “O Sol Nascerá” (em parceria com Cartola), “Pressentimento” (com Hermínio Bello de Carvalho), “Madrugada” (Zé Ketti) e “Onde a Dor Não Tem Razão” (com Paulinho da Viola).

    Elton Medeiros –  Discografia

    Paulinho da Viola na Tv Tupi
    Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Mauro Duarte

    2006) Circuito original • Selo Rio 8 Fonográfico • CD
    (2005) Bem que mereci • Selo Quelé/Biscoito Fino • CD
    (2003) Um ser de luz – saudação à Clara Nunes • Deckdisc • CD
    (2002) A música de Paulinho da Viola • Deck Disc • CD
    (2001) 1º Compasso • Selo Biscoito Fino • CD
    (2001) Meninos do Rio • Carioca Discos • CD
    (2001) Aurora de paz • Rob Digital • CD
    (2000) A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes – Paulinho da Viola e os Quatro Crioulos • SESC-SP • CD
    (1999) Só Cartola • Leblon Records • CD
    (1997) A alegria continua • WEA • CD
    (1996) Mais feliz • Leblon Records • CD
    (1993) Rosa de ouro – volumes I e II • Odeon • CD
    (1980) Elton Medeiros • Eldorado • LP
    (1977) Quatro grandes do samba (c/ Guilherme de Brito, Candeia e Nelson Cavaquinho) • RCA Victor • LP
    (1973) Elton Medeiros • Odeon • LP
    (1969) Samba… no duro • (c/ Os Cinco Crioulos) • LP
    (1968) Samba… no duro • (c/ Os Cinco Crioulos) • LP
    (1968) Samba na madrugada • RGE • LP
    (1968) Mudando de conversa • Odeon • LP
    (1967) Os sambistas • Musidisc • LP
    (1967) Rosa de ouro (vol. II) • Odeon • LP
    (1967) Samba… no duro • Odeon • LP
    (1966) Roda de samba 2 • Musidisc • LP
    (1965) Rosa de ouro • Odeon • LP
    (1965) Roda de samba • Musidisc • LP

    fontes: Wikipedia.org e Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

  • João Nogueira

    João Nogueira

    João Nogueira: João permanece como um dos maiores sambistas da história, por seu talento como cantor, compositor e sua irreverência. Conheça aqui um pouco de sua biografia.

    Filho do advogado e músico João Batista Nogueira e irmão da também compositora, Gisa Nogueira, cedo tomou contato com o mundo musical. Logo, aprendeu a tocar violão e a compor em parceria com a irmã.

    João Nogueira – biografia

    João Nogueira começou a compor aos 15 anos, fazendo sambas para o bloco carnavalesco Labareda, do Méier, através do qual conheceu o músico Moacyr Silva, dirigente da gravadora Copacabana, que o ajudou a gravar o samba Espere, Ó Nega, em 1968. Mas ele apareceu na cena artística nacional quando no início dos anos 70 emplacou o sucesso Das 200 Pra Lá, samba que defendia a política de expansão de nossa fronteira marítima ao longo de 200 milhas da plataforma continental. 

    O samba assumiu as primeiras posições das paradas na voz de Eliana Pittman e mereceu citação em reportagem da revista americana Time, pelo seu tom nacionalista afirmativo. Funcionário da Caixa Econômica, João se viu às voltas com certo patrulhamento, já que a bandeira das 200 milhas havia sido levantada pelo governo militar. “Pensaram que eu tinha virado Dom e Ravel”, brincou ele mais tarde. Seu primeiro disco foi um compacto simples com Alô Madureira e Mulher Valente. Em 1969 Elizeth Cardoso gravou seu Corrente de Aço, no disco Falou e Disse. 

    Mas o primeiro álbum, que levou seu nome no título, só veio em 1972, pela Odeon, selo pelo qual lançaria seus primeiros seis LPs. No disco, um clássico: Beto Navalha, regravado com grande força por Martinho da Vila, em 1973, no LP Origens. Mas a largada para valer de João Nogueira na carreira se deu em 1974, com seu segundo LP, E Lá Vou Eu, disco que chamou a atenção da crítica e do mercado para uma novidade no reino do samba.

    Parcerias, amigos e influências

    A começar pelas parcerias com Paulo César Pinheiro (E Lá Vou Eu, Batendo a Porta, Eu Hein, Rosa (esta regravada por Elis Regina com grande sucesso em 1979), Partido Rico  e o lírico Braço de Boneca), Zé Catimba, o genial compositor da Imperatriz, aparece em Do Jeito Que o Rei Mandou, e a irmã Gisa Nogueira em Meu Canto Sem Paz e Eu Sei Portela. O disco resultou num show intimista em que o carioca se apresentou ao violão no Teatro 13 de Maio, em São Paulo, para uma plateia embevecida com a novidade.

    João era diferente, não vinha do morro nem das escolas de samba, embora frequentasse a Portela desde criança, levado pelo pai, e não era o compositor de apartamento que fazia o ritmo popular, como Carlinhos Lyra, Tom Jobim e tantos outros. Se aproximava mais de Paulinho da Viola, com seu samba de varanda, som de subúrbios de casas avarandadas, de terreno antigo trilhado no choro e na seresta. Seu jeito de cantar era típico dos intérpretes do samba sincopado dos anos 40 e 50, mas com identidade própria.

    Como os velhos cantores, João brincava com a divisão, reinventando a síncopa. “É mais um João que veio diferente no cantar samba e fazer verso. É mais uma reza forte nas quebradas”, disse dele o radialista e produtor Adelzon Alves, um grande impulsionador de seu início de carreira. Estava aberta a porteira pela qual João faria passar sua boiada. Em 1975, lançou Vem Quem Tem, novo grande disco, no qual se destacou a homenagem que fez a Natal, o todo poderoso dirigente da Portela e bicheiro de Madureira, a quem dedicou O Homem de Um Braço Só.

    Outras parcerias e influências – João Nogueira

    Cartola e João Nogueira
    com Cartola

    Se no LP de 1974 ele reservara uma faixa para Noel Rosa, de quem gravou Gago Apaixonado, neste ele gravaria Não Tem Tradução, reverenciando mais uma vez o poeta da Vila, um dos três esteios de sua inspiração, ao lado de Geraldo Pereira e Wilson Batista, dos quais recebeu as influências que explicavam seu estilo de compor e cantar o samba – e aos quais dedicaria um LP inteiro (Wilson, Geraldo e Noel, 1981, Polygram).

    Nos quatro primeiros discos que João lançou estavam dadas as linhas mestras do que seria sua carreira. E está contido o melhor do compositor, que um dia entrou no Portelão cantando “Hoje eu estou cheio de alegria/ E sou até capaz de me embriagar/ Uns amigos bambas neste dia/ Me convidaram a participar/ De uma escola de samba que é todo meu dengo/ De um terreiro de bambas que é todo meu mal/ Vou me livrar da tristeza/ E sambar na beleza do seu Carnaval”, samba de apresentação à ala dos compositores da Águia de Osvaldo Cruz.

    O namoro duraria até meados dos anos 80, quando João abandonou a escola, descontente com os rumos que o presidente Carlinhos Maracanã lhe impôs, e juntou-se a outros sambistas, herdeiros do velho Natal, para fundar, em 1984, a Tradição, escola para a qual compôs em parceria com P. C. Pinheiro os cinco primeiros sambas-enredo, de 1985 a 1989. Diogo, seu filho, é a reconciliação com a Portela, onde foi por quatro vezes vencedor do samba-enredo.

    O Clube do Samba – João Nogueira

    Em 1979, João fundou o Clube do Samba, com Alcione, Martinho da Vila e Beth Carvalho, entidade à qual dedicou o título de seu disco daquele ano, que trouxe novos sucessos, como Súplica e Canto do Trabalhador (com P. C. Pinheiro). O clube, que no início funcionava em sua casa e que mais tarde lançou um bloco carnavalesco para desfilar na Avenida Rio Branco arrastando foliões saudosos dos velhos carnavais, funcionou em vários endereços, inclusive na Barra da Tijuca.

     Pelo seu palco passaram os grandes nomes do samba e compositores das escolas cariocas. Era frequente a programação reunir numa mesma noite gente do naipe de Ivone Lara, João Nogueira e Roberto Ribeiro, que um ano depois de sua morte foi homenageado pelo bloco no Carnaval. O próprio João, morto no ano 2000, seria homenageado no Carnaval seguinte com o tema “Como Diria João”.

    • João Nogueira e o Clube do Samba

    Uma das músicas mais cantadas de João, uma espécie de hino dos compositores, foi o sucesso do disco de 1980, Boca do Povo. Trata-se de Poder da Criação (“Ninguém faz samba só porque prefere/ Força nenhuma no mundo interfere/ Sobre o poder da criação”), novamente com P. C. Pinheiro, seu parceiro mais constante, com quem acabou por lançar o CD Parceria, em 1994, no qual comemoravam 22 anos de composições conjuntas e mais de 50 obras compostas. “A gente senta junto e, quando levanta, está saindo um samba. Até mesmo sem querer”, diria João.

    Nas dezessete faixas do CD, há uma homenagem a Clara Nunes, morta em 1983, nas faixas Um Ser de Luz e As Forças da Natureza, de versos emocionados como As pragas e as ervas daninhas/ As armas e os homens do mal/ Vão desaparecer/ Nas cinzas de um Carnaval.

    https://www.youtube.com/watch?v=OqltPKwJ9tA

    Os últimos anos

     João lançaria outros grandes discos, como o já citado em homenagem aos três grandes do samba, Wilson, Geraldo, Noel, seu nono álbum (1981), só com músicas dos três autores, dando descanso à parceria com P. C. Pinheiro.

    João Nogueira

    Ele seguiria lançando discos de qualidade (18 álbuns-solo no total) e participaria de discos coletivos, como Clara Nunes – Com Vida (1995), no qual dividiu as faixas com gente como Martinho da Vila, Roberto Ribeiro e Nana Caymmi. E Chico Buarque da Mangueira (1998), disco em homenagem ao compositor, que era enredo da escola naquele ano.

    Em 1995, com o maestro e pianista Marinho Boffa, João gravaria um CD só com músicas desse mesmo Chico Buarque de Hollanda, num trabalho de Almir Chediak com catorze canções, dentro da segunda edição do projeto Letra e Música. O disco foi lançado com um show no programa Seis e Meia do Teatro João Caetano. Ele participou também do disco Esquina do Samba, gravado ao vivo em 2000 no botequim Pirajá, em São Paulo, com Ivone Lara, Walter Alfaiate, Beth Carvalho, Moacyr Luz, Luiz Carlos da Vila e outros. No mesmo ano participou de um disco da Velha Guarda da Portela. Em 2009 foi çançado um DVD da participação de João Nogueira no programa Ensaio, da TV Cultura de São Paulo.

    A morte de João Nogueira

    O João Nogueira morreu na madrugada do dia 5 de junho de 2000, aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante, em sua casa no Recreio dos Bandeirantes. João vinha sofrendo de problemas circulatórios que lhe haviam causado uma isquemia cerebral dois anos antes. Esteve internado em estado grave por um bom tempo, mas conseguiu se recuperar. Sofreu nova isquemia de menor impacto no início de 2000 e outra dois meses depois. Mas, sob observação médica, estava confiante, levava uma vida mais regrada, e ensaiava para shows que faria por aqueles dias, nos quais planejava apresentar trabalhos inéditos, além de sucessos de seu último álbum, João de Todos os Sambas, lançado em 1998 na quadra da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha.

    Foi uma perda grande para a cena musical brasileira. “Ele tinha uma forma de frasear muito própria. Não vejo seguidores dele. Creio que essa escola, cuja origem talvez tenha sido Ciro Monteiro, se acaba com a morte de João”, lamentou Hermínio Bello de Carvalho.

     João deixou 4 filhos, entre eles Diogo Nogueira, que tem grande semelhança vocal com o pai.

    Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem. Participaram Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Arlindo Cruz e Sombrinha, Emílio Santiago, Carlinhos Vergueiro e a família de João: o sobrinho Didu, o filho Diogo e a irmã e parceira Gisa. O show foi gravado para o disco João Nogueira, Através do Espelho.

    fonte: Wikipedia.org

  • Nelson Cavaquinho Documentário

    Nelson Cavaquinho Documentário

    Nelson Cavaquinho Documentário, 1969, de Leon Hirszman: Filme sobre o lendário sambista da primeira Estação de Mangueira, um dos maiores personagens da história da música popular brasileira.

    A direção e o roteiro é de Leon Hirszman, um gigante do audiovisual, capaz de expor a realidade com uma autenticidade comovente.

    Nelson Cavaquinho Documentário, 1969

    https://www.youtube.com/watch?v=6VTH_T00gnY

    nelson-cavaquinho-documentarioO filme de 1969, premiado como Destaque do Júri no Festival Brasileiro de Curta-Metragem em 1971, retrata mais do que a música ou a biografia de Nelson.

    Em tom crítico, Leon relata o descaso repugnante ao que o Brasil relega seus verdadeiros heróis. Infelizmente, uma constante, mas que não passa despercebida pelo diretor. (mais…)

  • Samba Riachão

    Samba Riachão

    Samba Riachão é um filme de 2001, dirigido por Jorge Alfredo, que narra a história do sambista conhecido como Riachão, que aparece como cronista na capital baiana. Um relato histórico da MPB.

    Samba Riachão (2001)

    Riachão é o cronista musical da cidade de Salvador, tendo vivenciado todas as transformações pelas quais passou a música popular brasileira e os meios de comunicação no decorrer do século XX. É através das histórias deste cronista que o filme apresenta um relato histórico da MPB.

    No documentário Samba Riachão, tendo como pano de fundo a sinuosa biografia do sambista Clementino Rodrigues – o Riachão -, o diretor Jorge Alfredo cria faz uma visão panorâmica do samba na Bahia.

    • Paulinho da Viola Meu Tempo é Hoje

    Samba Riachão
    Samba Riachão

    O homenageado personifica a imagem do malandro: terno de linho branco, chapéu, camisa semi-aberta, sapato mocassim e muitos anéis e colares, tornando-se uma das figuras mais emblemáticas da história da música brasileira. (mais…)

  • Morre Mario Sérgio do Fundo de Quintal

    Morre Mario Sérgio do Fundo de Quintal

    Morre Mario Sérgio do Fundo de Quintal: O vocalista do grupo de samba Fundo de Quintal, Mario Sérgio Ferreira Brochado, de 58 anos, morreu na madrugada deste domingo (29).

    Morre Mario Sérgio do Fundo de Quintal

    Mário Sérgio era compositor, cantor e cavaquinista, de acordo com o site Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira. Ainda segundo a página, o músico era considerado um dos principais compositores Fundo de Quintal, sendo o autor de diversas composições como: “Alem dos Sonhos da Ilusão”; “Brasil Nagô”; “Menina da Colina”; “Ira de Hortelã”, entre outras.

     Beth Carvalho

    Morre Mario Sérgio do Fundo de Quintal
    Mario Sergio, do Fundo de Quintal

    Em toda a carreira, Mário Sérgio participou, ao menos, da produção de 11 discos. Entre eles, “Fundo de Quinta – Cacique de Ramos”, de 2002; no mesmo ano do CD “Jorge Aragão Ao Vivo”; “Papo de Sambe”, de 2001; e “Simplicidade”, do Fundo de Quinta, em 2000. (mais…)

  • Beth Carvalho

    Beth Carvalho

    Beth Carvalho: Elizabeth Santos Leal de Carvalho, mais conhecida como Beth Carvalho (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1946), é uma cantora e compositora brasileira de samba.

    Desde que começou a fazer sucesso, na década de 1970, Beth se tornou uma das maiores intérpretes do gênero, ajudando a revelar nomes como Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, o grupo Fundo de Quintal e Arlindo Cruz, e Bezerra da Silva.

    Beth Carvalho

    Beth Carvalho com Ray Charles
    Beth Carvalho com Ray Charles. fonte: bethcarvalho.com

    Beth é filha de João Francisco Leal de Carvalho e Maria Nair Santos Leal de Carvalho. Tem uma única irmã, chamada Vânia Santos Leal de Carvalho. Decidiu seguir a carreira artística após ganhar um violão da mãe. (mais…)