{"id":438,"date":"2015-11-12T15:56:17","date_gmt":"2015-11-12T15:56:17","guid":{"rendered":"http:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/?p=438"},"modified":"2015-11-12T15:56:17","modified_gmt":"2015-11-12T15:56:17","slug":"historia-do-choro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/historia-do-choro\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Choro"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">O <strong>choro<\/strong>, popularmente chamado de <strong>chorinho<\/strong>, \u00e9 um g\u00eanero de m\u00fasica popular e instrumental brasileira surgido no Rio de Janeiro em meados do s\u00e9culo XIX. Conhe\u00e7a aqui os principais fatos da\u00a0Hist\u00f3ria do Choro.<br \/>\n<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 24pt;\">O<\/span> <strong>choro<\/strong> pode ser considerado como a primeira m\u00fasica urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos g\u00eaneros mais prestigiados da m\u00fasica popular nacional, reconhecido em excel\u00eancia e requinte.<\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #808080;\">Hist\u00f3ria do Choro:<\/span> Introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tem como origens estil\u00edsticas o lundu, ritmo de inspira\u00e7\u00e3o africana \u00e0 base de percuss\u00e3o, com g\u00eaneros europeus. A composi\u00e7\u00e3o instrumental dos primeiros grupos de choro era baseada na trinca flauta, viol\u00e3o e cavaquinho &#8211; a esse n\u00facleo inicial do choro tamb\u00e9m se chamava pau e corda, por serem de \u00e9bano as flautas usadas, mas com o desenvolvimento do g\u00eanero, outros instrumentos de corda e sopro foram incorporados.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_447\" aria-describedby=\"caption-attachment-447\" style=\"width: 231px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Ernesto-Nazareth.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-447 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Ernesto-Nazareth.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Choro: Ernesto Nazareth (1863-1934)\" width=\"231\" height=\"212\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-447\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt; color: #000000;\"><strong>Ernesto Nazareth<\/strong> (1863-1934)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O choro \u00e9 visto como o recurso do qual se utilizou o m\u00fasico popular para executar, ao seu estilo, a m\u00fasica importada e consumida nos sal\u00f5es e bailes da alta sociedade do Imp\u00e9rio a partir da metade do s\u00e9culo XIX.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"> Sob o impulso criador e improvisado dos chor\u00f5es, logo a m\u00fasica resultante perdeu as caracter\u00edsticas dos seus pa\u00edses origin\u00e1rios e adquiriu fei\u00e7\u00f5es genuinamente brasileiras. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A improvisa\u00e7\u00e3o \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica do bom chor\u00e3o, termo ao qual passou a ser conhecido ao m\u00fasico integrante do choro, bem como requer uma alta virtuosidade de seus int\u00e9rpretes, cuja t\u00e9cnica de composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve dispensar o uso de modula\u00e7\u00f5es imprevistas e armadas com o prop\u00f3sito de desafiar e a capacidade ou o senso polif\u00f4nico dos acompanhantes. Al\u00e9m disso, admite uma grande variedade na composi\u00e7\u00e3o instrumental de cada conjunto e comporta a participa\u00e7\u00e3o de um grande n\u00famero de participantes, sem prefixar seu n\u00famero.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #808080;\">Hist\u00f3ria do Choro:<\/span> Origem<\/span><\/h3>\n<figure id=\"attachment_181\" aria-describedby=\"caption-attachment-181\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ribeiro5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-181\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ribeiro5-300x188.png\" alt=\"Chiquinha Gonzaga\" width=\"300\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ribeiro5-300x188.png 300w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/ribeiro5.png 563w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-181\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000; font-size: 10pt;\">Chiquinha Gonzaga,\u00a0em 1877 comp\u00f4s &#8220;atraente&#8221;<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta da d\u00e9cada de 1870, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos sub\u00farbios cariocas. O flautista e compositor Joaquim Ant\u00f4nio da Silva Calado, os pianistas Ernesto Nazar\u00e9 e Chiquinha Gonzaga, e o maestro Anacleto de Medeiros compuseram quadrilhas, polcas, tangos, maxixes, xotes e marchas, estabelecendo os pilares do choro e da m\u00fasica popular carioca da virada do s\u00e9culo XIX para o s\u00e9culo XX, que com a difus\u00e3o de bandas de m\u00fasica e do r\u00e1dio foi ganhando todo o territ\u00f3rio nacional. Herdeiro de toda essa tradi\u00e7\u00e3o musical, Pixinguinha consolidou o choro como g\u00eanero musical, levando o virtuosismo na flauta e aperfei\u00e7oando a linguagem do contraponto com seu saxofone e organizou in\u00fameros grupos musicais, tornando-se o maior compositor de choro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Como ocorre com outros g\u00eaneros musicais, existem in\u00fameras discuss\u00f5es entre os pesquisadores sobre a g\u00eanese da palavra &#8220;choro&#8221;. Dentre as vers\u00f5es conhecidas, uma diz respeito que o termo surgiu de uma fus\u00e3o entre &#8220;choro&#8221;, do verbo chorar, e &#8220;chorus&#8221;, que em latim significa &#8220;coro&#8221;. Para L\u00facio Rangel e Jos\u00e9 Ramos Tinhor\u00e3o, a express\u00e3o choro pode derivar da maneira chorosa de se tocar as m\u00fasicas estrangeiras no final do s\u00e9culo XIX e os que a apreciavam passaram a cham\u00e1-la de m\u00fasica de fazer chorar. Por extens\u00e3o, pr\u00f3prio conjunto de choro passou a ser denominado pelo termo, por exemplo, &#8220;Choro do Calado&#8221;. J\u00e1 Ari Vasconcelos v\u00ea a palavra choro seria uma corruptela de choromeleiros, corpora\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos que tiveram atua\u00e7\u00e3o importante no per\u00edodo colonial brasileiro. Os choromeleiros n\u00e3o executavam apenas acharam ela, mas outros instrumentos de sopro. O termo passou a designar, popularmente qualquer conjunto instrumental. C\u00e2mara Cascudo arrisca que o termo pode tamb\u00e9m derivar de &#8220;xolo&#8221;, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas, express\u00e3o que, por confus\u00e3o com a par\u00f4nima portuguesa, passou a ser conhecida como &#8220;xoro&#8221; e finalmente, na cidade, a express\u00e3o come\u00e7ou a ser grafada com &#8220;ch&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No princ\u00edpio, a palavra designava o conjunto musical e as festas onde esses conjuntos se apresentavam, mas j\u00e1 na d\u00e9cada de 1910 se usava o termo para denominar um g\u00eanero musical consolidado. Atualmente, o termo &#8220;choro&#8221; tanto pode ser usado nessa acep\u00e7\u00e3o como para nomear um repert\u00f3rio de m\u00fasicas que inclui v\u00e1rios ritmos. A despeito de algumas opini\u00f5es depreciativas sobre a palavra &#8220;chorinho&#8221;, essa tamb\u00e9m se popularizou como refer\u00eancia ao g\u00eanero, designando um tipo de choro em duas partes, ligeiro, brejeiro, muito comunicativo.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_448\" aria-describedby=\"caption-attachment-448\" style=\"width: 292px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/9386823680_16b5a07ee4_k.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-448 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/9386823680_16b5a07ee4_k.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do choro: Jacob do Bandolim\" width=\"292\" height=\"280\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-448\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt; color: #000000;\"><strong>Jacob do Bandolim<\/strong>, um grande virtuoso<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tido como a primeira m\u00fasica popular urbana t\u00edpica do Brasil, a Hist\u00f3ria do Choro est\u00e1 ligada com a chegada, em 1808, da Fam\u00edlia Real portuguesa ao Brasil. Promulgada capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815, o Rio de Janeiro passou, ent\u00e3o, por uma reforma urbana e cultural, quando foram criados cargos p\u00fablicos. Com a corte portuguesa vieram instrumentos de origem europ\u00e9ia como o piano, clarinete, viol\u00e3o, flauta, bandolim e cavaquinho, bem como seus instrumentistas. Com esses viajantes, chegou ao Brasil a m\u00fasica de dan\u00e7a de sal\u00e3o europ\u00e9ia, como a valsa, a quadrilha, amazurca, a modinha, a schottish e principalmente a polca, que viraram moda nos bailes daquela \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A reforma urbana, os instrumentos e as m\u00fasicas estrangeiras, juntamente com a aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos no Brasil em 1850, foram condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas para o surgimento do choro, j\u00e1 que possibilitou a emerg\u00eancia de novos of\u00edcios para as camadas populares. Nesse contexto, tendo como origens estil\u00edsticas o lundu, ritmo de inspira\u00e7\u00e3o africana \u00e0 base de percuss\u00e3o, com g\u00eaneros europeus, nasceu o choro no Rio de Janeiro, por volta de 1870. Esses grupos de instrumentistas populares, a quem se daria mais tarde o nome de chor\u00f5es, eram oriundos de segmentos da classe m\u00e9dia baixa da sociedade carioca, sendo em sua grande maioria modestos funcion\u00e1rios de reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas &#8211; como da Alf\u00e2ndega, dos Correios e Tel\u00e9grafos e da Estrada de Ferro Central do Brasil &#8211; cujo trabalho lhes permitiam uma boemia regular, e geralmente moradores da Cidade Nova. Sem muito compromisso e sem precisar tocar por dinheiro, essas pessoas passaram a formar conjuntos para tocar de &#8220;ouvido&#8221; essas m\u00fasicas, que juntamente com alguns ritmos africanos j\u00e1 enraizados na cultura brasileira, como o batuque e o lundu, passaram a ser tocadas de maneira abrasileirada pelos m\u00fasicos que foram ent\u00e3o batizados de chor\u00f5es. Inicialmente, se reuniam aos domingos nos chamados pagodes no fundo dos quintais dos sub\u00farbios cariocas ou nas resid\u00eancias da Cidade Nova. Com isso, se tornaram os principais canais de divulga\u00e7\u00e3o do estilo para o povo. Um dos preceitos desses pagodes ou tocatas domingueiras era uma mesa farta em alimentos e bebidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As forma\u00e7\u00f5es pioneiras adotavam como terno de instrumentos a flauta, o viol\u00e3o e o cavaquinho. A flauta como &#8220;solista&#8221;, o viol\u00e3o na &#8220;baixaria&#8221; e o cavaquinho como &#8220;centro&#8221;. Aos poucos, os chor\u00f5es passaram a se apresentar constantemente em saraus da elite imperial, executando os g\u00eaneros europeus mais em voga imprimindo uma genu\u00edna cultura afro-carioca, sempre com improvisa\u00e7\u00f5es e desafios entre os instrumentistas solistas e de acompanhamento, que foram consolidando o estilo.<\/span><\/p>\n<h4><span style=\"color: #000000;\">Hist\u00f3ria do Choro: Calado, o &#8220;pai&#8221; dos chor\u00f5es<\/span><\/h4>\n<figure id=\"attachment_442\" aria-describedby=\"caption-attachment-442\" style=\"width: 308px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/joaquim-callado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-442 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/joaquim-callado.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Choro: Joaquim Calado\" width=\"308\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/joaquim-callado.jpg 308w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/joaquim-callado-300x300.jpg 300w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/joaquim-callado-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 308px) 100vw, 308px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-442\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Joaquim Calado (1848-1880), um dos criadores do Choro.<\/span><\/strong><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As mais antigas refer\u00eancias a esses grupos de m\u00fasicos mencionam o flautista Calado como o iniciador e organizador desses primeiros conjuntos. Como era professor da cadeira de flauta do Conservat\u00f3rio Imperial, Calado teve grande conhecimento musical e reuniu em torno de si os melhores m\u00fasicos da \u00e9poca, que tocavam por simples prazer e descompromisso de fazer m\u00fasica. O conjunto instrumental &#8220;O Choro de Calado&#8221; costumava se reunir sem ideia pr\u00e9via quanto a composi\u00e7\u00e3o instrumental ou quanto ao n\u00famero de figurantes de cada grupo. Foi tamb\u00e9m ele o pioneiro em grafar a palavra choro no local destinado ao g\u00eanero em uma de suas partituras &#8211; a da polca &#8220;Flor Amorosa&#8221; -, at\u00e9 ent\u00e3o, os compositores se limitavam a indicar, como g\u00eanero, os ritmos tradicionais. A polca &#8220;Flor Amorosa&#8221;, composta por Calado em 1867 \u00e9 considerada a primeira composi\u00e7\u00e3o do g\u00eanero. Desse conjunto fez parte Viriato Figueira, seu aluno e amigo e tamb\u00e9m sua amiga, a maestrina Chiquinha Gonzaga, uma pioneira como a primeira chorona, compositora e pianista do g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 1877, Chiquinha Gonzaga (mais em <a href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/historia-das-marchinhas-de-carnaval\/\">Hist\u00f3ria das Marchinhas de Carnaval<\/a>) comp\u00f4s &#8220;Atraente&#8221;, e em 1897, &#8220;Ga\u00facho&#8221; ou &#8220;Corta-Jaca&#8221;, grandes contribui\u00e7\u00f5es ao repert\u00f3rio do g\u00eanero, entre outras composi\u00e7\u00f5es, como &#8220;Lua Branca&#8221;. \u00a0O choro era considerado apenas uma maneira mais sincopada (pela influ\u00eancia do lundu e do batuque) de se interpretar aquelas m\u00fasicas, portanto recebeu fortes influ\u00eancias, por\u00e9m aos poucos a m\u00fasica gerada sob o improviso dos chor\u00f5es foi perdendo as caracter\u00edsticas dos seus pa\u00edses de origem e os conjuntos de choro proliferaram na cidade, estendendo-se ao Brasil.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #808080;\">Hist\u00f3ria do Choro:<\/span> S\u00e9culo XX<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A partir dos primeiros anos da Rep\u00fablica, h\u00e1 men\u00e7\u00e3o de outros conjuntos de chor\u00f5es incorporando outros instrumentos de cordas, bem como a utiliza\u00e7\u00e3o de instrumentos de banda com a fun\u00e7\u00e3o de solistas ou concertante dentro dos grupos. Eram os casos do bandolim, da bandola, da bandurra, do bombardino, do bombard\u00e3o, da clarineta, do flautim, do oficlide, do pistom, do saxofone e do trombone. Era a participa\u00e7\u00e3o ocasional ou improvisada desses instrumentos que determinava a fun\u00e7\u00e3o de cada um no conjunto musical, que era determinada de acordo com a capacidade do executante, tanto se incumbindo do solo como do contracanto ou mesmo as duas coisas alternadamente. Constitu\u00eddos de polcas, xotes, tangos e valsas, o repert\u00f3rio era assinado por autores brasileiros, em sua maioria, os pr\u00f3prios conjuntos. Essas primeiras composi\u00e7\u00f5es de choro com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias foram compostas por Joaquim Calado, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Ernesto Nazareth, dentre outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Durante as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX, as havaneiras, as polcas, os tangos, os xotes eram j\u00e1 designadas simplesmente como choros, termo que passou n\u00e3o apenas a denominar um g\u00eanero musical genuinamente popular e brasileiro, como tamb\u00e9m rotular a produ\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos chor\u00f5es. Os conjuntos de choro foram muito requisitados nas grava\u00e7\u00f5es fonogr\u00e1ficas que, no Brasil, tiveram in\u00edcio em 1902. O compositor Anacleto de Medeiros, regente da banca do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foi um dos primeiros ao participar das primeiras grava\u00e7\u00f5es do g\u00eanero. Misturou a xote e a polca com as sonoridades brasileiras. Como grande orquestrador, adaptou a linguagem das rodas de choro para as bandas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_445\" aria-describedby=\"caption-attachment-445\" style=\"width: 130px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/patapio-silva.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-445\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/patapio-silva.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do choro. Pat\u00e1pio Silva \" width=\"130\" height=\"141\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-445\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000; font-size: 10pt;\">Pat\u00e1pio<span style=\"font-size: 8pt;\">\u00a0(1880-1907)<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O virtuoso da flauta <strong>Pat\u00e1pio Silva<\/strong>, considerado o sucessor de Joaquim Calado, ficou famoso por ser o primeiro flautista a fazer um registro fonogr\u00e1fico. Autor de &#8220;Sons de Carrilh\u00f5es&#8221;, o violonista Jo\u00e3o Pernambuco trouxe do sert\u00e3o sua forma t\u00edpica de can\u00e7\u00e3o e enriqueceu o g\u00eanero com elementos regionais, colaborando para que o viol\u00e3o deixasse de ser um mero acompanhante na m\u00fasica popular. M\u00fasico de trajet\u00f3ria erudita e ligado \u00e0 escola europ\u00e9ia de interpreta\u00e7\u00e3o, Ernesto Nazareth comp\u00f4s &#8220;Brejeiro&#8221; (1893), &#8220;Odeon&#8221; (1910) e &#8220;Apanhei-te Cavaquinho&#8221; (1914), que romperam a fronteira entre a m\u00fasica popular e a m\u00fasica erudita, sendo vitais para a forma\u00e7\u00e3o da linguagem do g\u00eanero.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_443\" aria-describedby=\"caption-attachment-443\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption alignright\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choroes.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-443 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choroes.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Choro\" width=\"660\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choroes.jpg 660w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choroes-300x166.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-443\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"font-size: 10pt;\">Em 1932, Carmen e Aurora Miranda (sentadas) e segurando a flauta, Pixinguinha.<\/span><\/strong><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Um dos maiores compositores da m\u00fasica popular brasileira, Pixinguinha contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva. Tamb\u00e9m tenor, arranjador, saxofonista e flautista, ele formou em 1919 o conjunto Oito Batutas, formado por Pixinguinha na flauta, Jo\u00e3o Pernambuco e Dongano viol\u00e3o, dentre outros m\u00fasicos. Fez sucesso entre a elite carioca, tocando maxixes e outros choros. Quando comp\u00f4s &#8220;Carinhoso&#8221;, entre 1916 e 1917 e &#8220;Lamentos&#8221; em 1928, que s\u00e3o considerados dois dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composi\u00e7\u00f5es foram consideradas como tendo uma inaceit\u00e1vel influ\u00eancia do jazz. Outras composi\u00e7\u00f5es de Pixinguinha, entre centenas, s\u00e3o &#8220;Rosa&#8221;, &#8220;Vou vivendo&#8221;, &#8220;Lamentos&#8221;, &#8220;1 a 0&#8221;, &#8220;Naquele tempo&#8221; e &#8220;Sofres porque Queres&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na d\u00e9cada de 1920, o maestro Heitor Villa-Lobos comp\u00f4s uma s\u00e9rie de 16 composi\u00e7\u00f5es dedicadas ao Choro, mostrando a riqueza musical do g\u00eanero e fazendo-o presente na m\u00fasica erudita. A s\u00e9rie \u00e9 composta de 14 choros para diversas forma\u00e7\u00f5es, um Choro Bis e uma Introdu\u00e7\u00e3o aos Choros. Se a s\u00e9rie tem o t\u00edtulo &#8220;Choros&#8221;, individualmente o nome de cada composi\u00e7\u00e3o vem sempre no singular. O Choro n\u00ba 1 foi composto para viol\u00e3o solo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Existem tamb\u00e9m choros para conjuntos de c\u00e2mara e orquestra. A pe\u00e7a Choro n\u00ba 13, de Heitor Villa-Lobos, foi composta para duas orquestras e banda. J\u00e1 o Choro n\u00ba 14 \u00e9 para orquestra, coro e banda. Uma das composi\u00e7\u00e3o mais conhecida e executada dentre os choros orquestrais de Villa-Lobos \u00e9 o Choro n\u00ba 10, para coro e orquestra, que inclui o tema &#8220;Rasga o Cora\u00e7\u00e3o&#8221; de Catulo da Paix\u00e3o Cearense. Devido \u00e0 grande complexidade e \u00e0 abrang\u00eancia dos temas regionais utilizados pelo compositor, a s\u00e9rie \u00e9 considerada por muitos como uma das suas obras mais significativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tamb\u00e9m a partir da d\u00e9cada de 1920, impulsionado pelas gravadoras de discos e pelo advento do r\u00e1dio, o choro fez sucesso nacional com o surgimento de m\u00fasicos como Luperce Miranda e do pianista Zequinha de Abreu, autor de Tico-Tico no Fub\u00e1, al\u00e9m de grupos instrumentais que, por dedicar-se \u00e0 m\u00fasica regional, foram chamados de regionais, como o Regional de Benedito Lacerda, que tiveram como integrantes Pixinguinha e Altamiro Carrilho, e Regional do Canhoto, que tiveram como integrantes Altamiro e Carlos Poyares.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ocorreu uma revitaliza\u00e7\u00e3o do g\u00eanero na d\u00e9cada de 1970. Em 1973, uniram-se o Conjunto \u00c9poca de Ouro e Paulinho da Viola no show Sarau. Foram criados os Clubes do Choro em Bras\u00edlia, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Goi\u00e2nia e S\u00e3o Paulo, dentre outras cidades. Surgiram grupos jovens dedicados ao g\u00eanero, como Galo Preto e Os Carioquinhas. O novo p\u00fablico e o novo interesse pelo g\u00eanero propiciou tamb\u00e9m a redescoberta de veteranos chor\u00f5es, como Altamiro Carrilho, Copinha e Abel Ferreira, al\u00e9m de revelar novos talentos, como os bandolinistas Joel Nascimento e D\u00e9o Rian e o violonista Rafael Rabello.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_449\" aria-describedby=\"caption-attachment-449\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-449\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choro-300x166.jpg\" alt=\"hist\u00f3ria do choro\" width=\"300\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choro-300x166.jpg 300w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/choro.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-449\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000; font-size: 10pt;\"><strong>Grupo de chorinho na Feira do Largo da Ordem, Curitiba.<\/strong> <span style=\"font-size: 8pt;\">foto: Marcus M. Bezerra<\/span><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Festivais do g\u00eanero ocorreram no ano de 1977. A TV Bandeirantes de S\u00e3o Paulo promoveu duas edi\u00e7\u00f5es do Festival Nacional do Choro e a Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro promoveu o Concurso de Conjuntos de Choro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 1979 com o LP &#8220;Cl\u00e1ssicos em Choro&#8221;, o flautista Altamiro Carrilho fez sucesso tocando m\u00fasicas eruditas em ritmo de choro. Tamb\u00e9m naquele ano, por ocasi\u00e3o do evento intitulado &#8220;Tributo a Jacob do Bandolim&#8221;, em homenagem aos dez anos do falecimento do bandolinista, \u00e9 criado o grupo Camerata Carioca, formado por Radam\u00e9s Gnatalli, Joel Nascimento e Raphael Rabello, dentre outros m\u00fasicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A d\u00e9cada de 1980 foi marcada por in\u00fameras oficinas e semin\u00e1rios de choro. Importantes instrumentistas se reuniram para discutir e ensinar o g\u00eanero \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es. Em 1986, realizou-se o primeiro Semin\u00e1rio Brasileiro de M\u00fasica Instrumental, em Ouro Preto, uma proposta ampla que ocasionou uma redescoberta do choro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A partir de 1995 o g\u00eanero foi refor\u00e7ado por grupos que se dedicaram \u00e0 sua divulga\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o e pelo lan\u00e7amento de CDs.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #808080;\">Hist\u00f3ria do Choro:<\/span> S\u00e9culo XXI<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O choro entra no terceiro s\u00e9culo da sua exist\u00eancia, com uma bagagem de mais de 130 anos, completamente firmado como um dos principais g\u00eaneros musicais do Brasil. S\u00e3o milhares de discos gravados e centenas de chor\u00f5es que marcaram presen\u00e7a. O choro al\u00e9m de ser um g\u00eanero musical rico e complexo, \u00e9 tamb\u00e9m um fen\u00f4meno art\u00edstico, hist\u00f3rico e social.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 4 de setembro de 2000, foi sancionada lei que criava o dia nacional do choro, a ser comemorado no dia 23 de abril, em homenagem ao nascimento de Pixinguinha. No Estado de S\u00e3o Paulo, existe o Dia Estadual do choro, comemorado no dia 28 de junho, dia em que nasceu Garoto, um dos principais expoentes paulistas do choro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Link relacionado:\u00a0\u2022\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"http:\/\/www.casadochoro.com.br\/\" target=\"_blank\">Casa do Choro<\/a> &#8211;\u00a0o ICC &#8211; Instituto Casa do Choro atua nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o musical\u00a0e\u00a0preserva\u00e7\u00e3o da\u00a0Hist\u00f3ria do Choro.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #808080; font-size: 10pt;\">Fonte: Wikipedia.org<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O choro, popularmente chamado de chorinho, \u00e9 um g\u00eanero de m\u00fasica popular e instrumental brasileira surgido no Rio de Janeiro em meados do s\u00e9culo XIX. Conhe\u00e7a aqui os principais fatos da\u00a0Hist\u00f3ria do Choro. 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