{"id":539,"date":"2015-11-20T16:04:57","date_gmt":"2015-11-20T16:04:57","guid":{"rendered":"http:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/?p=539"},"modified":"2015-11-20T16:04:57","modified_gmt":"2015-11-20T16:04:57","slug":"wilson-moreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wilson-moreira\/","title":{"rendered":"Wilson Moreira"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-544 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/perfil1.jpg\" alt=\"Wilson Moreira: Perfil do sambista. \" width=\"723\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/perfil1.jpg 723w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/perfil1-300x63.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Wilson Moreira<\/strong>:<\/span>\u00a0biografia<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><span style=\"font-family: georgia, palatino, serif; font-size: 24pt;\">W<\/span>ilson Moreira<\/strong>\u00a0nasceu em 12 de dezembro de 1936 e foi criado no bairro de Realengo. Herdou de sua fam\u00edlia a cultura musical. Seus pais e av\u00f3s adoravam se divertir ao som de ritmos africanos como o jongo, caxamb\u00fa e o calango. Sua m\u00e3e, como o seu pai, era grande defensora das tradi\u00e7\u00f5es musicais africanas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Aos 9 anos, perdeu o pai e teve de trabalhar para ajudar em casa, mesmo assim persistiu na escola. Foi ent\u00e3o vendedor de amendoim, cocada, entregador de marmita, engraxate, guia de cego e mais tarde seria guarda de pres\u00eddio, profiss\u00e3o que o acompanharia por cerca de 35 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/wilson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-546 alignright\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/wilson.jpg\" alt=\"Perfil Wilson Moreira\" width=\"199\" height=\"241\" \/><\/a>O samba era a sua grande paix\u00e3o. Com 12 anos j\u00e1 observava atentamente o batuque das escolas de samba. Passou a compor e logo seria diretor de alas e um dos primeiros integrantes da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel onde integrava a ala dos compositores e a bateria (come\u00e7ou oficialmente na Mocidade aos 15 anos). T\u00edmido, foi preciso que o amigo sambista Paulo Bras\u00e3o o encorajasse a mostrar suas m\u00fasicas e a se apresentar publicamente. Seu primeiro samba-enredo, &#8220;Bahia&#8221;, parceria com Ivan Pereira, foi um sucesso. Outro famoso samba-enredo seu, &#8220;As Minas Gerais&#8221;, foi muito elogiado pelo mestre Ary Barroso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Aos 29 anos gravou o seu primeiro compacto, passando a ser gravado por grandes int\u00e9rpretes da MPB. Em 68 transferiu-se para a Portela onde encontraria grandes parceiros e amigos como Paulinho da Viola, Candeia, Natal e muitos outros, fazendo da escola sua bandeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Integrou tamb\u00e9m conjuntos como Cinco S\u00f3, Turma do Ganz\u00e1 e Partido em Cinco. Grande partideiro, entre seus maiores sucessos est\u00e3o &#8220;Mel e Mam\u00e3o com A\u00e7\u00facar&#8221; e &#8220;Senhora Liberdade&#8221;, ambos de parceria com o sambista Nei Lopes. A parceria foi uma das mais bem sucedidas da hist\u00f3ria do samba, rendendo dois discos antol\u00f3gicos. O primeiro, &#8220;A Arte Negra de Wilson Moreira e Nei Lopes&#8221;, lan\u00e7ado em 80, cont\u00e9m cl\u00e1ssicos como &#8220;Goiabada Casc\u00e3o&#8221; e &#8220;Gostoso Veneno&#8221;. O segundo, &#8220;O Partido (Muito) Alto de Wilson Moreira e Nei Lopes&#8221;, de 1985, traz &#8220;Fidelidade Partid\u00e1ria&#8221; e &#8220;Eu J\u00e1 Pedi&#8221;, entre muitos outros.<\/span><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 1986 gravou o primeiro \u00e1lbum individual, &#8220;Peso na Balan\u00e7a&#8221;. Wilson fez dois discos especialmente para o mercado japon\u00eas pela gravadora japonesa Bomba Records: &#8220;Peso na Balan\u00e7a&#8221; e &#8220;Okolof\u00e9&#8221;. Estes discos contavam com grandes instrumentistas brasileiros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Teve suas m\u00fasicas gravadas por uma infinidade de estrelas da m\u00fasica brasileira: Clara Nunes, Elizete Cardoso, Candeia, Alcione, Beth Carvalho, Jair Rodrigues, Em\u00edlio Santiago, Martinho da Vila, D. Ivone Lara, Jovelina P\u00e9rola Negra, Z\u00e9lia Duncan, Djavan, Sandra de S\u00e1, Dudu Nobre, Leny Andrade, Elza Soares, Moacir Luz, Jorge Arag\u00e3o, Dobrando a Esquina e Pau de Bra\u00fana e muitos outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em 97 Wilson Moreira sofreu um derrame que o deixou parcialmente imobilizado. Diversos shows foram realizados pelos colegas sambistas, com objetivo de arrecadar fundos para o tratamento do cantor e compositor, que mostrou boa recupera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/4496229769_a5b564bcf5_b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-548 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/4496229769_a5b564bcf5_b.jpg\" alt=\"Wilson Moreira: Perfil do sambista\" width=\"651\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/4496229769_a5b564bcf5_b.jpg 651w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/4496229769_a5b564bcf5_b-300x101.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 10pt; color: #000000;\">A <strong>entrevista com Wilson Moreira<\/strong> foi realizada na casa do compositor em 05\/12\/2005. Um belo\u00a0dia de sol! Contei com a ajuda da cantora e jornalista Thais Villela.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Numa agrad\u00e1vel tarde de segunda-feira, fomos recebidos por Angela Nenzy, mulher de Wilson Moreira, em sua casa em uma simp\u00e1tica vila na Pra\u00e7a da Bandeira, no Rio de Janeiro. O casal est\u00e1 junto h\u00e1 mais de quinze anos. Se conheceram porque ela j\u00e1 era f\u00e3 do Moreira e, como pesquisadora de m\u00fasica, trabalhava no Museu da Imagem e do Som e o Moreira ia l\u00e1 pesquisar. Logo a paix\u00e3o ficou evidente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Angela promove agora uma grande homenagem para o marido bamba. Uma comemora\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio e lan\u00e7amento oficial do site do artista com informa\u00e7\u00f5es sobre sua trajet\u00f3ria na m\u00fasica brasileira, discografia e \u00e1lbum de fotos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O show <em>Wilson Moreira em Versos e Quadras<\/em> re\u00fane no Centro Cultural Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio, dia 17 de dezembro, \u00e0s 14 horas, grandes compositores e amigos do sambista. Wilson Moreira em Versos e Quadras ser\u00e1 tamb\u00e9m o terceiro CD individual do sambista.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Angela conta que Wilson jamais parou de compor. Pouco ap\u00f3s o derrame, ainda no hospital, fazia versos na cadeira de rodas.<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #333333;\"><strong>Wilson Moreira<\/strong>:<\/span>\u00a0entrevista<\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Samba Carioca: <strong>Quais as suas principais influ\u00eancias na m\u00fasica?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Wilson Moreira: Quando eu era mais novo, era muito amigo de um cara que assinava embaixo os meus sambas. O cara que mais ganhou samba-enredo na Vila Isabel, Paulo Braz\u00e3o. Um grande compositor e amigo. Morava perto de minha casa. Al\u00e9m dele, o Casquinha. O Candeia eu j\u00e1 o conhecia quando era bom, admirava muito ele. O Monarco, eu sa\u00eda dos ensaios da Mocidade para ouvi-lo cantar uns sambas bonitos que tinha na Portela na \u00e9poca, aquele samba: &#8220;Se for falar da Portela hoje n\u00e3o vou terminar&#8221;. O Monarco sempre foi um cara que eu admirei como gente, como sambista e n\u00f3s somos amigos.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Depois que eu fui pra Portela em 68, um camarada que eu admirava muito era o Sr. Natal. Nelson Cavaquinho foi um cara que me influenciou muito, mais tarde fui ser parceiro dele, como de Carlos Cacha\u00e7a. Tenho m\u00fasicas in\u00e9ditas desta turma at\u00e9 hoje guardadas. Para trabalhos futuros, n\u00e9?<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> O Silas de Oliveira era um que eu gostava tanto de andar junto, rapaz&#8230; O pessoal devia falar assim &#8220;esse cara deve beber pra caramba&#8221; porque o Silas bebia bem. Mas nunca fui de beber. Eu dizia assim &#8220;n\u00e3o leva a mal n\u00e3o, mas pra te acompanhar, vou tomar uma batida de ma\u00e7\u00e3&#8221;.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> O cara tinha uns sambas&#8230; Grandes sucessos como &#8220;Aquarela Brasileira&#8221;, sambas de terreiro da Imp\u00e9rio, al\u00e9m de parcerias com Mano Velho e Dona Ivone Lara.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_549\" aria-describedby=\"caption-attachment-549\" style=\"width: 651px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/1636684209_b8db1c855b_z1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-549 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/1636684209_b8db1c855b_z1.jpg\" alt=\"Wilson Moreira: entrevista\" width=\"651\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/1636684209_b8db1c855b_z1.jpg 651w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/1636684209_b8db1c855b_z1-300x101.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-549\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Em clima descontra\u00eddo, o compositor lembrou momentos inesquec\u00edveis de tantos anos de samba<\/strong>.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>E os sambistas que voc\u00ea gosta de escutar atualmente?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W. M.: O D\u00e9lcio Carvalho, um cara que tem uma voz! Sou muito amigo dele, foi quem me apresentou o Nei Lopes, e n\u00e3o chegamos a gravar juntos. E ele reclama disso: &#8220;P\u00f4, quando \u00e9 que n\u00f3s vamos fazer uma parceria? Te apresentei o cara e voc\u00ea sumiu junto com ele&#8230;&#8221;. (risos)<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Olha, um garoto que eu gosto muito \u00e9 o Zeca Pagodinho. Outro dia me ligou dizendo que estava com saudade. &#8220;Wilson Moreira, quando \u00e9 que a gente vai se ver?&#8221;. Eu disse pra ele: &#8220;Voc\u00ea sabe que eu tenho perna curta, n\u00e9?. Quem tem perna curta anda devagar mesmo.&#8221; Ele falou: &#8220;Pera a\u00ed, vou ver se eu dou uma ligada pro Paul\u00e3o, pra ele marcar comigo dele te trazer aqui, ou eu ir a\u00ed na tua casa.&#8221; Isso vai acontecer ainda. E muita gente&#8230;, essa garotada nova que t\u00e1 a\u00ed.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Em S\u00e3o Paulo tem um punhado de gente que eu admiro muito, tem o Quinteto em Branco e Preto. Olha, \u00e9 uma garotada que canta samba muito bem, eles t\u00eam uma vontade de fazer as coisas direito&#8230; A cantora Gra\u00e7a Braga tem um vozeir\u00e3o e canta muito bem!<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Gosto muito das cantoras: Luiza Dion\u00edzio, Dorina, Zez\u00e9 Mota, &#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S. C.: <strong>Entre suas composi\u00e7\u00f5es, qual a favorita?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W. M.: Olha, s\u00e3o tantas&#8230; \u00c9 tipo aquela coisa de pai e filho. Tem gente que diz que cada m\u00fasica que faz \u00e9 um filho dele. Eu tenho umas m\u00fasicas que eu gosto muito como uma das primeiras m\u00fasicas gravadas profissionalmente por mim, chamada &#8220;Meu Apelo&#8221;, al\u00e9m da &#8220;Mam\u00e3o com A\u00e7\u00facar&#8221;, que foi um barato. Abriu tudo! Al\u00e9m das que eu fiz com o Nei que s\u00e3o tantas&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S. C.: <strong>Quais as melhores composi\u00e7\u00f5es de toda a hist\u00f3ria?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W. M.: Vou puxar uma sardinha pra minha brasa: &#8220;Me alucina&#8221;, que \u00e9 minha e do Candeia. Essa m\u00fasica eu gosto muito! Quando eu fiz ela com o Candeia, ele me deu a primeira parte e falou: &#8220;Termina a\u00ed pra mim&#8221;. Quando eu acabei, ele disse: &#8220;Porra, tu valorizou tanto!&#8221;. A\u00ed ele gravou num disco e depois vieram as regrava\u00e7\u00f5es. Eu canto por a\u00ed mas n\u00e3o gravei n\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Outra que eu gosto muito \u00e9 &#8220;O show tem que continuar&#8221;, do Luiz Carlos Da Vila com Sombrinha e Arlindo Cruz. O Fundo de Quintal gravou, isso \u00e9 lindo, coisa de louco.<br \/>\n<\/span><span style=\"color: #000000;\">E coisas antigas como &#8220;Escurinho&#8221; e &#8220;Sem compromisso&#8221;, de Geraldo Pereira. A segunda \u00e9 uma obra-prima, ta\u00ed at\u00e9 hoje, parece que os caras est\u00e3o vivos ali na esquina cantando. E cada vez que algu\u00e9m regrava, d\u00e1 uma nova vida, depois que o Chico Buarque gravou ent\u00e3o&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Thais Vilela:<strong> Como \u00e9 saber que voc\u00ea est\u00e1 eternizado atrav\u00e9s da express\u00e3o da cultura popular?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Wilson Moreira: Isso \u00e9 um neg\u00f3cio que eu n\u00e3o sei explicar. Essa turma da antiga &#8211; Noel, Wilson Batista, Geraldo Pereira &#8211; fez um neg\u00f3cio que est\u00e1 a\u00ed at\u00e9 hoje! As crian\u00e7as nascem e crescem cantando as suas can\u00e7\u00f5es.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> E teve at\u00e9 uma garota que veio aqui em casa, a Mariana Bernardes, filha da In\u00eas. A conheci pequena e, hoje em dia, est\u00e1 tocando e cantando. Eu, como autor, fico pensando: &#8220;Ser\u00e1 que vou fazer algo que vai ficar?&#8221;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Voc\u00ea v\u00ea a\u00ed o Chico Buarque; fez coisas lindas, grande sujeito, um cara que tem uma cabe\u00e7a boa pra compor&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Qual bar voc\u00ea considera inesquec\u00edvel?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: O Zicartola. Fui nos anos 60. Naquela \u00e9poca eu era um dos compositores da Mocidade. Um dia o Cartola convidou os compositores da Mocidade para fazer uma visitinha, fui junto. L\u00e1 cantei e fui mais tr\u00eas vezes, gostei muito. Foi uma pena ter acabado!<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Quando eu tomava os meus <em>biricoticos<\/em>, parava muito ali no Largo da Carioca. Ali a gente encontrava o Jo\u00e3o Nogueira, Nei Lopes, Z\u00e9 Luiz do Imp\u00e9rio. Tinha um cara chamado &#8220;Gar\u00e7a&#8221; que tocava um viol\u00e3o que era uma assumidade&#8230; Pena que j\u00e1 foi embora. Ali a gente parava pra mostrar um samba novo, a\u00ed de vez em quando, passava o Z\u00e9 K\u00e9ti:.&#8221;Com\u00e9 que \u00e9, rapaziada?&#8221; E ficava ali batendo papo. Passava tamb\u00e9m o Elton Medeiros. Esses caras todos iam nesses lugares, como o bar na \u00e1rea do Edif\u00edcio Avenida Central. Desculpe o termo, mas sabe como eles chamavam esse bar? Bunda de Fora! O pessoal tinha prazer em ir l\u00e1. N\u00e3o era chegar e se acomodar, era um encontro!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tha\u00eds Villela:<strong> O que v\u00ea de diferente nesta boemia de hoje com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 daquela \u00e9poca?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Hoje n\u00e3o tem mais! Antes era mais a vontade&#8230; O Nelson Cavaquinho podia dormir na cadeira da Pra\u00e7a Onze, no bebum! Se via o Pixinguinha por ali&#8230;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Hoje em dia d\u00e1 meia-noite e est\u00e1 tudo fechado. S\u00f3 a Lapa que tem aquelas rodas de samba que ficam naquela efervesc\u00eancia toda.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Mas aqueles cantos mesmo onde os bo\u00eamios paravam? N\u00e3o tem mais!<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Sabe que conheci o Madame Sat\u00e3? Trabalhei 35 anos como agente penitenci\u00e1rio, mas havia respeito m\u00fatuo. Encontrei l\u00e1 Jorge Castro, parceiro de muita gente.Tinha tamb\u00e9m um cara que era empres\u00e1rio da Angela Maria, Chocolate que gravou com Elizeth&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>\u00c9 verdade que o Candeia era um policial muito truculento?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Quando o conheci, ele era detetive, a gente n\u00e3o tinha intimidade. Fui estar mais com ele quando j\u00e1 estava na cadeira de rodas. Frequentava uns ensaios na Portelinha e l\u00e1 no Imperial, ainda n\u00e3o existia o Portel\u00e3o.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Ele era um negro alto&#8230; Tinha uma ala chamada &#8220;Aristocracia&#8221;, criada por ele que j\u00e1 era compositor. Mas n\u00e3o acompanhei tudo o que fez.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Era um grande cara! Eu sa\u00eda de servi\u00e7o quando fui pra Portela em 68, tinha um camarada que tocava viol\u00e3o com ele, o Jorge da Concei\u00e7\u00e3o. Ele falou assim: &#8220;Jorge, soube que o Wilson Moreira est\u00e1 aqui com a gente.&#8221; Ele respondeu: &#8220;Traz ele aqui em casa.&#8221; Jorge me procurou dizendo: &#8220;Wilson, o Candeia falou pra eu te levar na casa dele, como \u00e9 que eu fa\u00e7o?&#8221;. Eu respondi: &#8220;Olha, eu estou de servi\u00e7o amanh\u00e3. Quando eu sair, venho aqui em casa, tomo um caf\u00e9 e vou direto pra casa dele. Voc\u00ea vai estar l\u00e1?&#8221;. Ele respondeu: &#8220;Vou&#8221;. E disse: &#8220;Ent\u00e3o me d\u00e1 o endere\u00e7o!&#8221;. Candeia morava na rua Mapendi, na Taquara.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000;\">A\u00ed fui! Cheguei l\u00e1 j\u00e1 estavam Jorge, Osmar do Cavaquinho&#8230; Fiquei batendo um papo e ele falou. &#8220;Vem c\u00e1, voc\u00ea est\u00e1 saindo da Mocidade, o que que houve?&#8221;. Eu falei: &#8220;Houve um aborrecimento comigo l\u00e1 e o seu Natal j\u00e1 tinha me convidado para entrar na Portela. Vim assistir a uma reuni\u00e3o l\u00e1 e a diretoria me recebeu de p\u00e9. A\u00ed o Natal falou: &#8216;Esse \u00e9 o garoto que eu t\u00f4 convidando pra vir pra c\u00e1.&#8217; A\u00ed falei: &#8216;\u00d4 Seu Natal, eu j\u00e1 estou!&#8217; Ele falou: &#8216;Ent\u00e3o vem aqui assistir a reuni\u00e3o dos compositores.&#8217; Era l\u00e1 no fundo da Portelinha. E estou na Portela at\u00e9 hoje!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Qual \u00e9 o seu local preferido para compor?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Hoje em dia \u00e9 minha casa, mas quando eu era mais novo e dirigia, eu viajava. Ia l\u00e1 pro Para\u00edba do Sul, pra Realengo, Paci\u00eancia. Acho que um lugar arejado e \u00e0 sombra \u00e9 ideal para compor. Aquele disco Okolof\u00e9, tem uma m\u00fasica &#8220;Can\u00e7\u00e3o de Carreiro&#8221;:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">&#8220;O som dos das rodas daquela carro\u00e7a<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Faz lembrar os tempos que eu vivi na ro\u00e7a<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Esse cheiro de fuma\u00e7a,&#8230;&#8221;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Essa m\u00fasica \u00e9 bem rural, n\u00e9?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>O que acha do samba em S\u00e3o Paulo?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Quanto ao samba de escola de samba, eles fazem muita coisa igual ao Rio. Mas os sambistas de uma maneira geral, vem muito aqui. Eles gostam muito do que fazemos. Convidam a gente para cantar l\u00e1, contratam&#8230; Em S\u00e3o Paulo fa\u00e7o muita coisa &#8211; aqueles SESCs, o da Pomp\u00e9ia, o da Vila Mariana&#8230;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Me homenagearam como cidad\u00e3o paulistano! Volta e meia dizem: &#8220;P\u00f4, Wilson, voc\u00ea n\u00e3o tem que ficar no Rio, tem que ficar aqui!&#8221; Eu digo:&#8221;P\u00f4, rapaz, n\u00e3o posso!&#8221;<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_550\" aria-describedby=\"caption-attachment-550\" style=\"width: 651px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/casa_do_wilson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-550 size-full\" src=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/casa_do_wilson.jpg\" alt=\"Casa do Wilson Moreira\" width=\"651\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/casa_do_wilson.jpg 651w, https:\/\/sambacarioca.com.br\/samba\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/casa_do_wilson-300x101.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-550\" class=\"wp-caption-text\"><strong><span style=\"color: #000000;\">O chap\u00e9u pendurado sobre a porta, a foto com o amigo Nelson Cavaquinho e um boneco presenteado decoram a sala de sua casa em uma apraz\u00edvel vila.<\/span><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>O que considera como m\u00fasica ruim?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Esses funks que falam palavr\u00f5es. Botam alto aqui perto, \u00e9 uma coisa de louco!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Qual o seu prato predileto?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Meu prato predileto era uma boa feijoada, um mocot\u00f3&#8230; Hoje em dia n\u00e3o posso comer nada disto. Um <em>gordurame<\/em> danado, n\u00e9? (risos). Sou filho de mineiro, cozinha mineira \u00e9 excelente!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Qual o seu santo de devo\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Olha, eu me apego com todos. Mas quem segura minha barra mesmo \u00e9 Xang\u00f4.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Tem algum hobby, como pescaria, por exemplo?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: N\u00e3o. Fui a uma pescaria uma vez, uma decep\u00e7\u00e3o, perdi todos os peixes! Mandaram eu apanhar o siri com a m\u00e3o, ele agarrou no meu dedo, fiz um esc\u00e2ndalo! J\u00e1 faz muitos anos&#8230;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Nos anos 60, na Ilha do Governador, tinha uma praia chamada Jeiqui\u00e1. Eu pouco fui \u00e0 praia, mas nessa \u00e9poca ficava no barzinho tomando caipirinha. Quando eu dirigia, ia muito pra Grumari. Joguei muito futebol. Fui beque central.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Qual o pior problema do Rio de Janeiro?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: A viol\u00eancia. Essa intranquilidade \u00e9 terr\u00edvel!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>O que est\u00e1 lendo?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Atualmente n\u00e3o tenho lido muito. Sou amigo do Dr\u00e1uzio Varela, ele me deu o livro muito bom que ainda n\u00e3o li todo&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>O que n\u00e3o pode faltar em sua casa?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Dos sucos, gosto muito do abacaxi com hortel\u00e3. Eu n\u00e3o dispenso.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Quando tomava meu <em>bericotico<\/em>, eu tomava uma vodca com laranja&#8230;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Um canto que gosta muito.<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Tem cada lugar por aqui que ficamos de queixo ca\u00eddo. Eu morei em Campo Grande, l\u00e1 tem um lugar chamado Rio da Prata. Parece ro\u00e7a, olha&#8230;<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Aquela \u00e1rea, Ilha de Guaratiba, \u00e9 fora de s\u00e9rie!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">S.C.: <strong>Que conselho daria aos sambistas que est\u00e3o come\u00e7ando?<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> W.M.: Sabe qual \u00e9 o lance? Eles tem que vir com uma base.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Voc\u00ea v\u00ea esse pessoal que fica se espelhando em pessoas erradas. Voc\u00ea v\u00ea esse pagode a\u00ed, j\u00e1 caiu.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Essa gurizada tem que fazer uma coisa que vem de dentro. N\u00e3o se espelhar nesse neg\u00f3cio de pagode que isso n\u00e3o d\u00e1 certo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Antes de ir embora tive o prazer de conferir o forte aperto de m\u00e3o que lhe rendeu o apelido &#8220;Alicate&#8221;.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"> Xang\u00f4 da Mangueira justificou o batismo: &#8220;Parece uma morsa de ferro&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Reportagem: Marco Pozzana<br \/>\nColabora\u00e7\u00e3o: <\/span><span class=\"style2\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">Angela Nenzy,<\/span><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;\">\u00a0Carolina Canegal e\u00a0Thais Villela<\/span><\/span><\/p>\n<p>Para conferir mais sobre o mestre, veja a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=XYtcjnomx6E\" target=\"_blank\">entrevista com o bamba gravada em 2013<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Wilson Moreira:\u00a0biografia Wilson Moreira\u00a0nasceu em 12 de dezembro de 1936 e foi criado no bairro de Realengo. 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