Elton Medeiros no Programa Água Viva:Um encontro memorável de sambistas. No Programa Água Viva, Hermínio Bello de Carvalho recebeu Elton Medeiros. além dos ilustres Padeirinho, Mauro Duarte, Nelson Sargento e Cabelinho.
Elton Medeiros no Programa Água Viva: O compositor, poeta e produtor musical brasileiro Hermínio Bello de Carvalho foi um dos responsáveis pelo sucesso de Clementina de Jesus. Hermínio tem parceiros ilustres como Cartola e Carlos Cachaça, Pixinguinha , Paulinho da Viola , Baden Powell , D. Ivone Lara , Zé Ketti.
Elton Medeiros no Programa Água Viva
No Programa Água Viva, Hermínio recebeu Elton Medeiros. além dos ilustres Padeirinho, Mauro Duarte , Nelson Sargento e Cabelinho.
Nascido no bairro carioca da Glória, Elton Medeiros é compositor, cantor, produtor musical e radialista.
Considerado um dos melhores melodistas e ritmistas da história do samba, Elton teve sua trajetória na música iniciada aos 17 anos quando tocava de dia na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquette-Pinto e à noite tocava trombone na gafieira Fogão, do compositor Uriel Azevedo.
Padeirinho, ou Osvaldo Vitalino de Oliveira, cantava seus sambas pelas biroscas do morro da Mangueira. Foi levado pelo seu cunhado Geraldo da Pedra para apresentar-se na Ala dos Compositores da Mangueira. Padeirinho cantou o samba “Mangueira desceu para cantar” e, apesar de a música ter sido censurada por usar o “Hino da Marinha”, tornou-se integrante da ala.
O apelido “Padeirinho” lhe foi dado por ser filho de padeiro e exímio calangueiro (cantador de calangos). Trabalhou como funcionário do Cais do Porto (Estivador) e da Limpeza Pública do Rio de Janeiro. Tocava vários instrumentos de percussão, entre eles pandeiro e tarol, sendo considerado habilidoso nos improvisos e partido-alto que versava pelos morros e entradas que compõem o morro da Mangueira (Vacaria, Pendura Saia, Candelária, Santo Antônio e Chalé).
Arranco do Engenho de Dentro: Eliminatórias de Samba de Enredo
Azul e Branco do Engenho de Dentro recebe a coirmã União de Jacarepaguá neste domingo em sua semifinal de samba de enredo.
Arranco, seguindo seu planejamento para o carnaval 2016, se encontra em fase de semifinal da eliminatória de escolha do samba de enredo. Os compositores concorrentes a Hino Oficial irão se apresentar neste domingo, 25 às 17h.
Continuam na disputa para ser o samba-enredo oficial para o Carnaval de 2016 do ARRANCO as parcerias de:
Samba 1 Luiz Fernando, Fábio Maciel, Nego Vinny, Alexandre Pitt e Júlio Cesar do Táxi; Samba 3 Prof Sônia, Frank, Humberto Carlos, Cláudio Araújo, Gilson Souza e Xandinho; Samba 4 Nylson Di, Jorge Vela, Gaúcho e André Magliari; Samba 7 Paulinho da Lins, Batista Coqueiral, Carlinhos Professor, Moacir do Cavaco e Fabiano Barbosa;
A escola do bairro do Engenho de Dentro levará para avenida o enredo: “PELO ENGENHO DE DENTRO, DE AMORES EU ME ARRANCO !”, do carnavalesco Julio Cesar Farias.
Semifinal de Samba de Enredo: Convidada: G.R.E.S. União de Jacarepaguá.
Data: 25 de outubro de 2015 às 17h
ENTRADA FRANCA. Local: Quadra do G.R.E.S. Arranco do Engenho de Dentro. Rua Adolfo Bergamini, 196 – Engenho de Dentro – RJ.
Grupo Arruda recebe o compositor Wilson Moreira para comemoração de dez anos do grupo
O grupo comemora seus 10 anos de samba nesta sexta-feira, 23/out, no Trapiche Gamboa, recebendo o baluarte compositor Wilson Moreiracomo convidado especial
O ótimo Grupo Arruda está completando dez anos e convida todos os sambistas e amantes do samba para comemorar junto em sua roda de samba inédita e exclusiva, no Trapiche Gamboa, com o grande compositor e cantor WILSON MOREIRA.
Formado por músicos de Vila Isabel, berço de Noel Rosa e Martinho da Vila, entre outros bambas, o Arruda destaca-se e cativa o público pelo altíssimo nível de qualidade musical e a versatilidade do seu set-list, que possui composições autorais, como ‘Mon Amour’ e ‘Guerreiros do bem’, e diferentes arranjos de pérolas do samba e da MPB, apresentados de maneira particular, mas sem fugir ao original.
Além do refinado repertório, o grupo também é reconhecido pela alegria contagiante e batucada potente de seus integrantes comandados pela forte e incomparável voz da cantora Maria Menezes. O pagode é quente e pra quem tem samba nos pés, em edição única no casarão mais charmoso da zona portuária do Rio de Janeiro.
Grupo Arruda recebe o compositor Wilson Moreira:Trapiche Gamboa
Situado no berço do samba, na Gamboa, entre a Pedra do Sal, a Ladeira do Valongo e o Largo da Prainha, entre o centro da cidade e o bairro da Saúde, o Trapiche Gamboa é um grande sobrado do século XIX (1857) e foi inaugurado como casa de shows em 2004. Ele se tornou um refúgio para o samba de roda (a mais autêntica forma de música brasileira) e consagrou-se como uma das maiores, mais bonitas e aprazíveis casas (de samba) da cidade. Importantes sambistas já passaram por lá e exímios músicos da nova safra do samba do Rio de Janeiro frequentemente realizam as magistrais rodas da casa.
Trapiche Gamboa – Rua Sacadura Cabral, 155, Gamboa. Tel.: 2516-0868. Couvert artístico: R$30,00 (R$25,00 na lista amiga pelo e-mail trapichegamboa@ig.com.br). 18 anos. A casa abre às 19h30. Aceita cartões de débito e crédito. Reservas de mesa também pelo e-mail trapichegamboa@ig.com.br.
Tia Surica na tradicional feijoada no Teatro Rival Petrobras
Em seu primeiro show após retornar da França, onde transformou as cidades de Lille e Nice em capitais europeias do samba a bordo do seu Trem, Tia Surica e o grupo Amigos da Portela espantam os fantasmas do Halloween com a tradicional feijoada da Tia Surica, que acontece dia 31 de outubro, no Teatro Rival Petrobras.
Além da participações sempre especiais, a respeitada roda de samba portelense também conta com a participação do DJ Alex Correia, animando os intervalos a partir das 13h. Outra novidade é que os ingressos podem ser comprados pelo site ingresso.com. E vale lembrar que a feijoada é servida até às 16h.
Feijoada da Surica foto: Márcia Furtado
A história da feijoada com samba da Tia Surica no Teatro Rival começou na Copa do Mundo de 2006, quando ela recebeu o convite de Ângela Leal para transformar o teatro na extensão do seu quintal. Virou point para receber seus amigos para curtir samba da melhor qualidade e o delicioso feijão. Tia Surica aceitou o convite e levou as panelas, os ingredientes e toda a sua equipe para o Rival. Era o pontapé inicial para uma história de sucesso.
Convidados ilustres como Monarco, Dona Ivone Lara, Neguinho da Beija-Flor, Dominguinhos do Estácio, Dudu Nobre, Teresa Cristina, Seu Jorge, Dorina, Cordão da Bola Preta e integrantes de várias escolas de sambas do Rio de Janeiro já passaram pelo “quintal do Rival”.
Feijoada da Tia Surica e roda de samba com Amigos da Portela
Teatro Rival Petrobras: Rua: Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia -Tel: 2240-4469 Dia 31 de outubro , sábado, das 13h às 17h30 Preço (Feijoada + roda de samba) R$50 – Antecipado / R$60 – No dia A feijoada é servida até as 16horas
Compositor de samba pop romântico, já compôs para nomes como Thiaguinho, Alexandre Pires, Mumuzinho, Sorriso Maroto, Bom Gosto. Agora, o jovem cantor de 21 anos mostra que é também intérprete em seu CD de estreia “Dilsinho” lançado pela Universal Music.
No repertório, estão “A Vingança”, “Minha Tara”, “Sou De Apaixonar”, “Hoje Só Vai Dar Eu e Você”, “Vem Que Tem”, “Maluca Pirada”, além de “Já que você não me quer mais”, que ganhou versão pop rock com a banda carioca Seu Cuca; “Na Beira do Prato”, gravada pelo grupo Bom Gosto; “Aí que eu gosto e vou pra cima” e “Pra você escutar” ambas no novo EP do Sorriso Maroto, além de “Do Outro Lado do Mundo” e “Pensando em Você”, interpretadas pelo ator e cantor Thiago Martins.
Dilsinho no Lapa 40º
Em termos musicais, ele apresenta novidades como guitarras diferentes e influências de outros estilos musicais, sem perder a base do samba. Cheio de admiradores no futebol, seu nome virou destaque nas comemorações de jogadores como Ronaldinho Gaúcho, Vagner Love e Júlio César.
Abertura do show, às 22h, é da cantora Dri Vallejo, fiel representante do Samba de Partido Alto e do Pagode Moderno, que possui repertório moderno, cheio de atualidades, novidades e releituras inusitadas.
Os Dj’s Cidinho e Nelsinho comandam as carrapetas.
Lapa 40º – Rua Riachuelo, 97 – Lapa/RJ. Data: Sexta (23 de Outubro). Horário: Abertura da casa (18h) | Djs (22h) | Dri Vallejo (23h) | Dilsinho (1h30). Capacidade: 1.200 pessoas. Censura: 18 anos.
Estacionamento próprio: Não. Acesso para deficientes físicos: Sim. Internet sem Fio (Wi-Fi): Sim. Benefício: Desconto da Lista Amiga e VIP para aniversariantes da semana. Telefones: (21) 3970-1338. Site: www.lapa40graus.com.br E-mail: contato@lapa40graus.com.br. É obrigatória a apresentação de documento com foto e data de nascimento para entrar na casa. Não é permitido o acesso de menores de 18 anos, mesmo que acompanhados por um adulto.6ktr’
Ingressos: Até a meia-noite: R$ 30,00 (Feminino) / R$ 40,00 (Masculino) || Depois da meia-noite: R$ 40,00 (Feminino) / R$ 50,00 (Masculino) – sujeito a alteração na bilheteria.
Horário: Segunda – de 16 às 21 horas
Couvert: mulher: R$ 20,00 / homem: R$ 20,00
Endereço: Barão de São Francisco, 54 (próximo ao supermercado Guanabara) Andaraí
Informações: 21 32532322 – Rio de Janeiro/RJ
Toda segunda-feira Moacyr Luz comanda uma das melhores rodas da cidade, o Samba do Trabalhador. O local é o Clube Renascença, um antigo reduto do movimento negro. O Clube Renascença está totalmente “ressuscitado” e é ainda mais antigo do que o velho Cacique de Ramos. Além de se curtir um pagode de qualidade, é ambiente familiar.
Frequentam a roda muitos dos melhores sambistas cariocas. Além do compositor Moacyr Luz, marcam presença Toninho Gerais, Ivan Milanez, entre outros compositores.
Integram a roda: Moacyr Luz (voz e violão), Gabriel Cavalcante (voz e cavaco), Alexandre Nunes (voz e cavaco), Alvaro Santos (voz e percussão), Luiz Augusto (percussão), Nilson Visual (surdo), Junior Oliveira (percussão), Mingo Silva (voz e percussão) e Daniel Neves (violão de 7 cordas).
Sábado no Andaraí rola das 18 às 22h. Carlinhos Doutor, Meco (irmão do Zeca) e Araquem Marba organizaram a roda, que é comandada por Renato Milagres (filho de Meco) e o grupo Roda de Bamba, formado por João Martins (banjo e voz), Márcio Ricardo (violão sete), Rafael Tiru (cavaco), Thiaguinho (surdo), Guaracy (tantã), Neném (pandeiro), Thiago Misamply (repique e voz) e Pipa Vieira (percussão). Almir Guineto e Wilson Moreira são figuras fáceis no local. Nas quartas é dia da roda “O Samba é Meu Dom”.
O lugar é especial, foi fundado no final dos anos 50 como um lugar de divertimento e afirmação negra. O clube tem um pátio com uma grande Caramboleira que tem dado frutas, que caem maduras para deleite do público e dos sambistas.
composições e parcerias inéditas em seu projeto Laboratório Made in Brasil.
A ideia do “laboratório” foi a de construir o novo trabalho juntamente com o público, testando músicas inéditas e parcerias. O novo show vai ganhando forma através de apresentações que já receberam as ilustres participações de João Cavalcanti, Zé Renato, Moacyr Luz e até a mais recente surpresa, as visitas e “canjas” inesperadas da norte americana Madeleine Peyroux e de Chico Buarque.
Focado no autoral e adornado pelo quinteto, Cassius Theperson (bateria), Chris Mourão (percuteria),Julio Florindo(baixo), Rafael Mallmith (violão), Dudu Oliveira (sopros), Moyseis Marques apresenta novas canções e rearranja antigas composições, com base, principalmente, nos seus últimos discos: “Pra Desengomar” (2012) e “Casual Solo” (2014).
Armado de voz, violão e tamborim, Moyseis traz no repertório parcerias com Mauro Aguiar, Vidal Assis, Edu Krieger, Alfredo Del-Penho, Fernando Temporão, Zé Renato, Moacyr Luz, Nei Lopes, João Martins, Zé Paulo Becker, entre sambas, xotes, ijexás, baiões, valsas e canções.
Moyseis Marques “Laboratório – Made in Brasil”
O cantor e compositor Moyseis Marques leva o seu show “Laboratório – Made in Brasil” para o Teatro Rival Petrobras dia 22 de outubro
O espetáculo “Made in Brasil” será lançado em 2016, juntamente com seu primeiro DVD. O projeto tem a proposta de mostrar, na visão desse jovem talentoso compositor e cantor, o samba sofisticado da atual geração, que recebeu influências das mais diversas vertentes, como a africana, os ritmos nordestinos, o choro, o jazz, o reggae, ou seja, um retrato do carioca hoje, verdadeiro liquidificador de ritmos e influências e que decanta e encanta com originalidade toda essa massa de informação, transformando tudo isso em música popular brasileira sem fronteiras, música universal.
O show faz parte desta nova parceria entre Moyseis Marques e a Sarau Agência de Cultura.
Músicos:Cassius Theperson (bateria), Chris Mourão (percuteria),Julio Florindo (baixo), Rafael Malmith (Violão 7 cordas),Dudu Oliveira (sopros)
Mineiro de Juiz de Fora, criado na Vila da Penha, Moyseis Marques começou a fazer da música profissão em 1998. Em 2001, começou a tocar em bares na Lapa, coração boêmio do Rio de Janeiro. De lá pra cá, são 17 anos de carreira, seis anos dando aulas de música brasileira para cantores na Califórnia; 3 bandas fundadas – Forró na Contramão, Casuarina e Tempero Carioca e 4 cds gravados – “Moyseis Marques”, 2007, “Fases do Coração”, 2009 , “Pra Desengomar”, 2012 e “Casual Solo”, 2014. Este último apenas com voz e violão. Além disso, teve duas indicações para o Prêmio da Música Brasileira.
Hoje, Moyseis acumula inúmeras parcerias com nomes como: Aldir Blanc, Alfredo Del-Penho, Ana Costa, Edu Krieger, João Cavalcanti, Luiz Carlos da Vila, Luis Carlos Máximo, Moacyr Luz, Nei Lopes, Pedro Luís, Zé Paulo Becker, Zé Renato, entre outros. Gravou, com Arlindo Cruz e Martinho da Vila, uma faixa do sambabook de Martinho da Villa em homenagem a Vinícius de Moraes.
Em junho de 2015, participou do concerto com a Orquestra Petrobras Sinfônica, cantando ao lado de Jards Macalé, sob a direção musical de Wagner Tiso. Moyseis Marques é considerado uma das vozes mais marcantes de sua geração e um dos principais expoentes da revitalização da Lapa, como também, da nova -já consolidada- safra do samba.
Pisciano, vascaíno e portelense, Moyseis Marques é considerado uma das vozes mais marcantes de sua geração e um dos principais expoentes da revitalização da Lapa e da nova e já consolidada safra do samba.
Moyseis Marques no show “Laboratório Made in Brasil” – Participações especiais Pedro Luis e Liz Rosa
Dia 22 de outubro, quinta-feira, às 19h30. Abertura da casa: 18h30 Teatro Rival Petrobras: Rua: Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia -Tel: 2240-4469 Preços: R$ 50 (Inteira) – R$ 40 (Promoção para os 200 primeiros pagantes) – R$ 25 (Meia-entrada)
História das marchinhas de carnaval: O auge das marchinhas carnavalescas ocorreu entre as décadas de 30 e 40 do século passado. Todavia, foi somente em 1967 que Zé Kéti, um dos maiores compositores da história do samba, faria o grande sucesso “Máscara negra”, dando nova vida para o gênero.
História das marchinhas de carnaval: um breve resumo
A primeira marcha foi a composição de 1899 de Chiquinha Gonzaga, intitulada Ó Abre Alas, feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro. Teve início então a história das marchinhas de carnaval.
Um estilo musical importado para o Brasil, descende diretamente das marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, melodias simples e vivas, e letras picantes, cheias de duplo sentido. Marchas portuguesas faziam grande sucesso no Brasil até 1920.
Inicialmente calmas e bucólicas, a partir da segunda década do séc XX as marchinhas passaram a ter seu andamento acelerado, devido a influência da música comercial norte-americana da era jazz-bands.
História das Marchinhas: Zé Kéti
Zé Kéti, ajudou a consagrar o gênero.
A marchinha característica do carnaval brasileiro passou a ser produzida com regularidade no Rio de Janeiro, a partir de composições de 1920.
algumas marchinhas famosas
• A Pipa do Vovô (Manoel Ferreira e Ruth Amaral) • As Pastorinhas • As águas vão rolar • Atrás do trio elétrico • Aurora (Mário Lago/Roberto Roberti • Bandeira branca • Bota camisinha (João Roberto) • Cabeleira do Zezé (João Roberto Kelly e Roberto Faissal) • Cachaça não é água (Carmen Costa e Mirabeu Pinheiro) • Chiquita Bacana (Braguinha/Alberto Ribeiro) • Linda morena (Lamartine Babo) • Mamãe eu quero de Vicente Paiva (1937) • Máscara negra de Zé Keti e Pereira Mattos (1967) • Me dá um dinheiro aí (Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco Ferreira) • Ó abre alas de Chiquinha Gonzaga (1899) • O teu cabelo não nega mulata de Lamartine Babo • Pirata da Perna de Pau de Braguinha • Saca rolha • Sassassaricando de Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães • Ta-hí de Joubert de Carvalho (1930) • Touradas de Madri de Braguinha • Um pierrô apaixonado • Yes, nós temos bananas
Dez motivos para gostar de samba:Se você nasceu no país do futebol, do samba, de feijoada, entre tantas boas tradições, você tem motivos de sobra para apreciar o mais genuíno dos gêneros musicais brasileiros. Se esquecemos porque gostamos de música boa, vale relembrar! Seguem dez motivos para gostar de samba.
Dez motivos para gostar de samba
#1 – Identidade: O Samba é o ritmo que melhor representa a música do Brasil e a imagem do carioca. (mais…)
“Faço músicas para tirar as coisas de dentro do coração e foi assim desde
o dia em que fiz meu primeiro samba…” (Nelson Cavaquinho )
Nelson Antônio da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 29 de outubro de 1910, no berço de uma humilde família carioca. Mesmo pobre, Nelson levava uma boa infância e brincava em peladas, com bolinhas de gude e frequentava a escola, mas devido a problemas financeiros que passava sua família, teve que abandonar a escola no terceiro ano primário para trabalhar numa fábrica de tecidos e depois como auxiliar de eletricista.
Nelson já mostrava seu dom musical. Nas tardes de domingo, seu tio Elvino tocando violino e Nelson tentando acompanhá-lo num instrumento feito em casa: uma caixa de charutos com arames esticados e seu pai, Brás Antônio da Silva, tocava tuba na Polícia Militar. A mãe de Nelson, era lavadeira no Convento de Santa Tereza e cuidava de seus cinco irmãos: Arnaldo, Atarílio, Iracema, João e José. Na adolescência, morando na Gávea, entraria em contato com os chorões e sua músicas. Contemplava os grandes mestres do cavaquinho e ia espiando e aprendendo os truques do instrumento, mas não tinha dinheiro para comprar um cavaquinho, treinava quando conseguia emprestado. Ainda muito jovem, se aproximaria da malandragem carioca e ficaria amigo de personagens como Brancura, Camisa Preta Edgar.
Em suas andanças, conheceu músicos de grande influência em sua formação, como Heitor dos Prazeres, Mazinho do Bandolim e o violonista Juquinha, de quem recebeu importantes noções de como tocar cavaquinho. Demonstrando grande habilidade para o instrumento, Nelson compôs um choro, “Queda”, que o fez tornar-se respeitado como músico, passando a ser chamado para fazer shows. Ganhou enfim um cavaquinho e já mostrava o seu estilo peculiar de tocar o cavaquinho: tocar apenas com dois dedos. E foi então batizado “Nelson Cavaquinho”, apelido que o acompanharia por toda a vida.
Com 20 anos, conheceu Alice Ferreira Neves e foi obrigado a se casar, depois de arrastado pelo pai da moça até a delegacia. Com ela, teria quatro filhos, aos quais encontrava dificuldades para criar, pois sem emprego, Nelson teve que pedir socorro à família. Seu pai, conseguiu então um posto como cavalariano na Polícia Militar. Lá, Nelson pegava diariamente o seu cavalo e subia o morro da Mangueira para a patrulha. Chegando lá, parava de bar em bar, onde fez amizades com os sambistas como Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda. Nelson conta uma história interessante desta época. “Resolvi parar numa tendinha e deixei amarrado na porta o cavalo, (…) fiquei tanto tempo conversando com o Cartola, que quando saí da birosca, cadê o animal? Tinha sumido. Fiquei apavorado. E resolvi, assim mesmo, voltar para o quartel. Não é que quando chego lá dou de cara com o cavalo na estrebaria? O danado parecia que sorria pra mim pela peça que me pregou.”
Sua patrulha era diferente, como conhecia todos no morro, quando encontrava alguma encrenca, não prendia, conversava com os envolvidos e chegava a um acordo. Cada vez mais no samba e na boêmia, passava dias longe de casa, faltava ao trabalho e era punido com detenção. Dizia: “Eu ia tantas vezes em cana que já estava até me acostumando ao xadrez. Era tranqüilo, ficava lá compondo, entre as músicas que fiz no xadrez está “Entre a Cruz e a Espada”. No começo da década de 40, depois de três dias e três noites na rua, tocando cavaquinho, quando voltou para casa, descobriu que sua mãe havia morrido e fora enterrada dias antes. A musica triste de Nelson refletiam as amarguras que havia passado.
Começou a fazer algum sucesso como compositor quando Cyro Monteiro gravou algumas de suas músicas. Separou-se da mulher, e ficou livre para dedicar-se à música e a boêmia. Sem dinheiro, vendia seus sambas por ninharias na praça Tiradentes. Na década de 50, alegando que o cavaquinho era muito pequeno, o trocou pelo violão, mas não abandonou o modo de tocar com o polegar e o indicador que sempre impressionou músicos de renome. Como compositor era marcante a melancolia e a morte era tema muito frequente. “Sou um homem que está muito perto da fatalidade. Minhas músicas, por isso, falam sempre em morte e em Deus, não faltando os amores fracassados”.
Com um repertório de mais de 600 composições (a maioria delas inéditas ou esquecidas, pois dificilmente o músico as escrevia, preferindo guardá-las na memória), Nelson Cavaquinho criava de madrugada, nas mesas dos bares, com o violão e um copo de cerveja ou cachaça.
https://www.youtube.com/watch?v=6VTH_T00gnY
Guilherme de Brito, seu principal parceiro, conta como o conheceu: “Conheci o Nelson Cavaquinho no Café São Jorge. (…) Nelson já era um sucesso, quando passava de manhã no botequim, estava aquele aglomerado de gente em volta de uma mesa. Às vezes eu voltava de noite, trabalhava o dia inteiro, e lá estava o Nelson com o seu violão. Até que um dia eu me atrevi e cheguei perto dele com a primeira parte de um samba, que foi “Garça”, e falei: “Ô Nelson, vê se você gosta aqui…”. Ele disse que estava ótimo e fez a segunda parte. Dali em diante seguimos até o fim da vida e fizemos um trato de compormos juntos, só eu e ele. Foi muito boa a parceria e fomos leais até o fim da vida dele. Se bem que ele pulou fora duas vezes durante esse período e compôs com outro cara, mas foi muito bom. Se ele estivesse vivo, estaríamos com certeza até hoje ligados um ao outro”.
Já idoso, e com medo de ter problemas de saúde, parou de beber e fumar. Não mais varava as noites em claro, não desaparecia por dias seguidos, mas continuava com o violão, abraçava-o carinhosamente, com seu estranho hábito de tocá-lo quase na vertical. As composições foram rareando, no entanto, persistiram até o fim.
Na madrugada do dia 18 de fevereiro de 1986, aos 74 anos, faleceu vítima de enfisema pulmonar.