Documentário Samba: Um filme sobre a dança do samba e sua relação com o cotidiano dos moradores do Morro da Mangueira, Rio de Janeiro.
Documentário Samba(2001)
Documentário Samba (2001)
Com o intuito de revelar as entranhas da orquestra que rege um dos maiores espetáculos do mundo, a bateria da escola de samba, o documentário de Thereza Jessouroun centra suas lentes na bateria do Grêmio Recreativo Estação Primeira de Mangueira e aproveita os depoimentos do filho do fundador da bateria da escola, Elmo dos Santos.
Mostrando toda a exuberância da musicalidade e da paixão da escola de samba e sua percussão, a obra explora o passado e o presente dessa tradição que passa de pai para filho, mostrando os ensaios nas ruas, na quadra da escola e no Sambódromo, desde a afinação dos naipes até a manutenção dos instrumentos, responsáveis por um ritmo arrebatador.(mais…)
Carmen Miranda:Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmen Miranda, foi uma cantora e atriz luso-brasileira. Sua carreira artística transcorreu no Brasil e Estados Unidos entre as décadas de 1930 e 1950.
Trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Foi considerada pela revista Rolling Stone como a 15ª maior voz da música brasileira. Um ícone e símbolo internacional do país no exterior.
Carmen Miranda
O primeiro grande sucesso veio com Ta-hí, de Joubert de Carvalho lançada em 1930 e que foi recorde de vendas, ultrapassando a marca de 36 mil cópias, a música alcançou uma popularidade tão grande que, em menos de seis meses, Carmen Miranda já era a cantora mais famosa do Brasil.
Carmen Miranda
No ano seguinte, ela fez sua primeira turnê internacional, já como uma artista renomada, quando foi para a Argentina com os cantores Francisco Alves, Mário Reis e com o bandolinista Luperce Miranda. Ela retornou à Argentina mais oito vezes, entre os anos de 1933 e 1938. Carmen Miranda tornou-se a primeira artista de rádio a assinar contrato com uma emissora, quando na época todos recebiam somente cachês. E seu sucesso na indústria fonográfica lhe garantiu um lugar nos primeiros filmes sonoros lançados na década de 1930.(mais…)
Festa de lançamento do Clube do Samba: Confira no vídeo do Fantástico gravado em 1979, o momento histórico que reuniu muitos dos maiores sambistas da época. Estavam presentes João Nogueira, Martinho da Vila, Clementina de Jesus, Clara Nunes, Beth Carvalho, Sônia Lemos, Nelson Sargento, Dominguinhos do Estácio, entre tantos bambas.
Festa de lançamento do Clube do Samba
Festa de lançamento do Clube do Samba: todos os bambas cantando juto no lançamento do “Clube do Samba”. Estavam lá todos os músicos: João Nogueira, Martinho da Vila, Clementina de Jesus, Clara Nunes, Beth Carvalho, Sônia Lemos, Nelson Sargento, Dominguinhos do Estácio…
o Clube do Samba
Em 1979, João fundou o Clube do Samba, com Alcione, Martinho da Vila e Beth Carvalho, entidade à qual dedicou o título de seu disco daquele ano, que trouxe novos sucessos, como Súplica e Canto do Trabalhador (com P. C. Pinheiro).
Festa de lançamento do Clube do Samba. fonte: Youtube
O clube, que no início funcionava em sua casa e que mais tarde lançou um bloco carnavalesco para desfilar na Avenida Rio Branco arrastando foliões saudosos dos velhos carnavais, funcionou em vários endereços, inclusive na Barra da Tijuca.
Pelo seu palco passaram os grandes nomes do samba e compositores das escolas cariocas. Era frequente a programação reunir numa mesma noite gente do naipe de Ivone Lara, João Nogueira e Roberto Ribeiro, que um ano depois de sua morte foi homenageado pelo bloco no Carnaval.
O próprio João, morto no ano 2000, seria homenageado no Carnaval seguinte com o tema “Como Diria João”. O João partiu na madrugada do dia 5 de junho de 2000, aos 58 anos, vítima de um infarto fulminante, em sua casa no Recreio dos Bandeirantes.
Com sua morte, vários colegas se juntaram para apresentar, nas mesmas datas e no mesmo local, um espetáculo em sua homenagem.(mais…)
Os Pagodes da Tia Doca: Nesta continuação do Paulinho da Viola na Tv Tupi, Paulinho adentra no quintal da famosa pastora da Portela. Ali, figuras lendárias da história do samba estavam presentes – Alvaiade, Clara Nunes, Argemiro, Casquinha, entre outros. Dona Ivone Lara Fecha o vídeo como só ela poderia fazer.
Os Pagodes da Tia Doca
https://www.youtube.com/watch?v=jvFTvSF8JfI
Os Pagodes da Tia Doca – História
Jilçária Cruz Costa, sambista carioca conhecida como Tia Doca da Portela ou Tia Doca ( 20 de dezembro de 1932 — 25 de janeiro de 2009) era pastora da velha-guarda da Escola de Samba Portela.
Os Pagodes da tia Doca
Dona Albertinha, mãe de Doca, foi a primeira porta-bandeira da Prazer da Serrinha e desfilou até o fim da escola em 1947 . Seguindo os passos da mãe, Doca aos 14 anos já era porta-bandeira da Unidos da Congonha, em Vaz Lobo.
Em 1970, Doca entrou para a Velha Guarda da Portela, no lugar da lendária Tia Vicentina. Doca ficou famosa por ser dona de uma das mais famosas rodas de samba da cidade, mas poucos sabem que ela também era compositora. A pastora era autora do partido-alto “Temporal”, música que ela gravou com o Monarco. Também compôs “Orgulho Negro”, em parceria com o filho Jadilson Costa. A música foi gravada por Jovelina Pérola Negra.
Tia Doca foi tecelã e empregada doméstica. Entrou para a Velha Guarda da Portela em 1970 e chegou a gravar com Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Marisa Monte. Em 2008 participou do documentário “O Mistério do Samba”, produzido pela Marisa.
Batalhadora, Doca lutou muito pela Portela. Mãe de onze filhos (nove homens e duas mulheres), ela perdeu oito. Restaram apenas as duas moças e um rapaz.
No dia 25 de janeiro de 2009 Tia Doca da Portela faleceu vítima de um infarto.
Paulinho da Viola na Tv Tupi: Nesse precioso registro, um especial da extinta TV Tupy de Televisão em 1980, Paulinho da Viola apresentou músicas autorais e de grandes sambistas e ainda contou valiosas histórias do samba.
Paulinho da Viola na Tv Tupi 1980
https://www.youtube.com/watch?v=v4hhrTATDkw
Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Mauro Duarte
Paulinho da Viola na Tv Tupi: Abrindo o especial, cenas na casa de César Farias. Paulinho toca no seu cavaquinho, a composição autoral “Choro negro”, acompanhado do violão de Cesar Faria e outros grandes músicos.
Em seguida, canta com Elton Medeiros a belíssima música de Mauro Duarte, Já Era (palavra).
E o vídeo segue com bons sambistas da época enquanto no intervalo entre as músicas, Paulinho conta boas histórias. Imperdível!
Paulinho da Viola
Filho de violonista, Paulinho da Viola cresceu num ambiente musical. Sua infância em Botafogo, bairro tradicional da zona sul do Rio de Janeiro – onde nasceu em 12 de novembro de 1942 – foi regada por muita música e histórias.
Os Pagodes da tia Doca
Naquela época, não havia muitas opções de brinquedos industriais para as crianças de classe média baixa, Paulinho e seus amigos tinham que usar a imaginação para se divertir. O jogo de botão era feito de coco, a bola de futebol era feita de meia e quando a rádio-patrulha não estava por perto a garotada jogava no meio da rua Pinheiro Guimarães improvisando um campo, prática impensável nos dias de hoje devido ao grande movimento de automóveis. Na casa onde morava, nessa mesma rua, viviam seus pais, suas avós, seu irmão e sua madrinha. Uma casa pequena e simples, até hoje de pé, situada numa vila como tantas outras do bairro.
A história musical de Paulinho começou com seu pai – Benedicto Cesar Ramos de Faria – violonista integrante desde a primeira formação do lendário grupo de choro Época de Ouro, considerado o maior grupo de choro da história, ainda em atividade. Cesar tocava no grupo mais por vocação e prazer do que por necessidade. Para manter a família, trabalhava como funcionário da Justiça Federal. Músicos como Cesar, mais do que nunca, estavam liberados de modismos e exigências do mercado, faziam música por prazer e vocação. – fonte: paulinhodaviola.com.br
TV Tupy
A Rede Tupi (TV Tupi ou simplesmente Tupi) foi a primeira emissora de televisão do Brasil, da América Latina e a quarta do mundo. Fundada em 18 de setembro de 1950 em São Paulo pelo paraibano Assis Chateaubriand, fez parte do Grupo Diários Associados. Em 20 de janeiro de 1951, nasceu a TV Tupi Rio, depois em 1955 a TV Itacolomi e em 1960 a TV Brasília, entre outras, que acabaram por formar a Rede Tupi de Televisão. Em 16 de julho de 1980, devido aos vários problemas administrativos e financeiros, a concessão foi cassada pelo governo brasileiro. Outras 6 emissoras que formavam a rede também saíram do ar. – fonte: Wikipedia.org
Alma Boêmia de Toninho Geraes:Confira o novo clipe do grande compositor Toninho Geraes, Alma Boêmia.
Alma Boêmia de Toninho Geraes
Ele é presença garantida nas melhores rodas de samba do Rio de Janeiro, um dos compositores mais gravados por Zeca Pagodinho, dono de um dos maiores sucessos de Martinho da Vila e, nos últimos anos, tem arrebatado público e crítica nas apresentações do seu mais recente CD, Preceito.
Alma Boêmia de Toninho Geraes
Engana-se quem pensa que o samba não brota em Minas Gerais. Veio de lá, na década de 1980, um dos maiores compositores brasileiros do ritmo de alma carioca.
Natural de Belo Horizonte, representa a mais alta linhagem de sambistas talhados em Minas Gerais, desde Ari Barroso, Ataulfo Alves e Geraldo Pereira até a guerreira Clara Nunes.
Nesses mais de 30 anos de carreira, traz na bagagem quatro álbuns autorais, mais de 200 composições, muitas registradas por grandes nomes da MPB. Mulheres, Seu Balancê e Me Leva são alguns exemplos do talento do filho de José da Anunciação Ribeiro e Maria Trindade. Mais da biografia do bamba no site oficial – toninhogeraes.com.br
Confira letra e música do seu mais recente lançamento.(mais…)
Alcione cantando Não Deixe o Samba Morrer em 1976: Aqui vemos a grande cantora de samba em ótima forma, consagrada no Globo de Ouro de 76.
Alcione cantando Não Deixe o Samba Morrer em 1976
https://www.youtube.com/watch?v=bNHM0MXg7Gg
Alcione conseguiu uma vaga em um sorteio e apresentou-se na TV do Maranhão. Ficou fixa na TV, apresentando-se lá nos anos 1960 até meados dos anos 1970 e além de cantar na TV, também cantava em bares e boates em várias cidades do Maranhão. Querendo alcançar rumos maiores, Alcione mudou-se para o Rio de Janeiro em 1976.
Alcione cantando Não Deixe o Samba Morrer em 1976
Não conhecia nada no Rio e quem lhe ajudou a se estabelecer foi seu amigo, o cantor Everardo. Com ajuda dele também, Alcione começou cantando na noite, onde Everardo lhe apresentou as boates e bares da cidade. Ensaiava no Little Club, boate situada no conhecido Beco das Garrafas, reduto histórico do nascimento da bossa nova, em Copacabana. Cantou também em boates como Barroco, Bacarat, Holiday e Bolero.
Começou a se inscrever em programas de calouros, e foi sendo chamada para se apresentar. Venceu as duas primeiras eliminatórias do programa A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti. Nessa mesma época, conheceu a famosa TV Excelsior. Se inscreveu e conseguiu fazer um teste de voz, e passou com boa colocação. Assinou o primeiro contrato profissional com essa TV, apresentando-se no programa Sendas do Sucesso.
Depois de seis meses na emissora, realizou turnê por quatro meses pela América Latina, sendo a primeira vez que saiu do Brasil. Após ter feito excursão também por países da América do Sul, recebeu proposta de turnê na Itália, e assim morou na Europa por dois anos. Voltou ao Brasil em 1972.(mais…)
Documentário Breve História do Samba:Documentário realizado para a disciplina de Sociologia do curso de Comunicação Social: Radialismo da UNESP de Bauru-SP por Andrey Sanches e Thais Oliveira. Com depoimentos de Lecy Brandão, Paulinho da Viola, Monarco, Donga, Sérgio Cabral, Elton Medeiros, entre outros bambas.
Documentário Breve História do Samba
O primeiro registro da palavra “samba” aparece na Revista O Carapuceiro, de Pernambuco, em 3 de fevereiro de 1838, quando Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, escreve contra o que chamou de “samba d’almocreve”.
Donga, Pixinguinha e João da Baiana
Em meados do século 19, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, desde o Maranhão até São Paulo. O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio, de forma tal que, o samba moderno, como gênero musical, surgiu no início do século 20 na cidade do Rio de Janeiro (a capital brasileira de então).
Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem a ao samba moderno.
Comparado com o maxixe e o tango, o samba aos poucos estava sendo pavimentado e, já dispondo de instrumentos percussivos, foi gradualmente ganhando popularidade como ritmo musical do Rio de Janeiro. (mais…)
Documentário Fala Mangueira de 1981:Como era o morro da Mangueira no início da década de 80? Como e o que pensavam os seus moradores? O Documentário Fala Mangueira! de 1981 é um registro precioso da alma do morro em um dos momentos mais marcantes de sua história, quando o poeta Cartola saía de cena.
Documentário Fala Mangueira de 1981
Documentário Fala Mangueira de 1981
O documentário “Fala Mangueira!” de 1981 – narrado por Grande Otelo e com direção de Frederico Confalonieri.
O documentário mostra o Morro de Mangueira, seus habitantes, sua escola e sua música. influência que o carnaval exerce sobre o cotidiano do morro, acompanhando a fabricação dos carnavais de 1981 e 1982, entrevistando vários moradores que contam a história de mais de meio século de existência da favela e ressaltando sua importância comunitária e cultural, ao som dos mais belos sambas compostos sobre a Mangueira.
Documentário Fala Mangueira de 1981. Um pouco da história do morro
A favela surgiu a partir de alguns barracos nas terras do Visconde de Niterói. Desde 11 de maio de 1852, quando se inaugurou nas proximidades da Quinta da Boa Vista o primeiro telégrafo aéreo do Brasil, a elevação vizinha da Quinta era conhecida como Morro dos Telégrafos. Pouco depois, foi instalada ali perto uma indústria com o nome de Fábrica de Fernandes Braga, que produzia chapéus e que, em pouco tempo, passou a ser conhecida como “fábrica das mangueiras”, já que a região era uma das principais produtoras de mangas do Rio de Janeiro.(mais…)
Tantinho cantando Padeirinho da Mangueira:Tantinho da Mangueira nasceu e foi criado no Morro de Mangueira, na favela de Santo Antônio.
Aos 73 anos, morreu Tantinho da Mangueira ‘Devani Ferreira’ (21 de agosto de 1946 – 12 de abril de 2020). Cantor, compositor e partideiro carioca conhecido como Tantinho da Mangueira.
Tantinho cantando Padeirinho da Mangueira
https://www.youtube.com/watch?v=fRd27JpzwBw
Programa Ensaio Completo
Tantinho cantando Padeirinho da Mangueira
01. RECORDAR É VIVER 02. MODIFICADO 03. MEU AMOR PACIÊNCIA 04. MORA NO ASSUNTO 05. RUA DAS CASAS 06. TERREIRO EM ITACURUÇÁ 07. DIRETOR DE HARMONIA 08. SE MANDA MANÉ 09. JEQUITIBÁ 10. SEMPRE MANGUEIRA 11. FAVELA 12. ESCURINHO 13. SITUAÇÃO DO ESCURINHO 14. VEM ROMPENDO O DIA 15. AGONIZA MAS NÃO MORRE 16. LINGUAGEM DO MORRO 17. 100 ANOS DE LIBERDADE 18. SORRINDO SEMPRE 19. TEMPOS IDOS 20. ALVORADA
Frequentador assíduo das rodas de partido-alto no Buraco Quente, Chalé e Três Tombos, favelas que também integram o morro, onde conviveu desde pequeno com personagens emblemáticas da localidade, Cartola, Nelson Cavaquinho, Dona Neuma, Padeirinho, Nelson Sargento, Pelado, Carlos Cachaça, Geraldo das Neves e Jorge Zagaia, entre outros.
Padeirinho, ou Osvaldo Vitalino de Oliveira, cantava seus sambas pelas biroscas do morro da Mangueira. Foi levado pelo seu cunhado Geraldo da Pedra para apresentar-se na Ala dos Compositores da Mangueira. Padeirinho cantou o samba “Mangueira desceu para cantar” e, apesar de a música ter sido censurada por usar o “Hino da Marinha”, tornou-se integrante da ala.
O apelido “Padeirinho” lhe foi dado por ser filho de padeiro e exímio calangueiro (cantador de calangos). Trabalhou como funcionário do Cais do Porto (Estivador) e da Limpeza Pública do Rio de Janeiro.
Tocava vários instrumentos de percussão, entre eles pandeiro e tarol, sendo considerado habilidoso nos improvisos e partido-alto que versava pelos morros e entradas que compõem o morro da Mangueira (Vacaria, Pendura Saia, Candelária, Santo Antônio e Chalé).