Alcione no Fantástico. Pandeiro é meu nome: Stepan Nercessian apresentou no Fantástico do fim dos anos 70 a música Pandeiro é meu nome, de Chico da Silva, feita em resposta para a música O Surdo. A música caiu como uma luva na bela voz de Alcione. Confira!
Alcione no Fantástico. Pandeiro é meu nome
Alcione no Fantástico
Falaram que meu companheiro Meu amigo surdo parece absurdo Apanha por tudo Ninguém canta samba Sem ele apanhar
Não ouviram que seu companheiro Amigo pandeiro Também tira coco do mesmo coqueiro Apanha sorrindo pra povo cantar
Pandeiro Não é absurdo mas é o meu nome Não me chamo surdo mas aguento fome Pandeiro não come mas pode apanhar Ao povo que vibra na força do som brasileiro Não é só o surdo nem só o pandeiro Tem uma família tocando legal Você cantando, tocando e batendo na gente Passando por tudo tão indiferente Não conhece a dor do instrumental Batuqueiro ê, batuqueiro Cantando samba pode bater no pandeiro (2x)
Momento imperdível da música popular brasileira. Jovelina, uma das grandes personalidades da história do samba e do pagode, marcou presença no Programa do Chacrinha, no ano de sua morte.
Jovelina Pérola Negra – Luz do Repente
Jovelina Pérola Negra (1944 — 1998), cujo nome de batismo era Jovelina Farias Delford, foi cantora e compositora brasileira e uma das grandes damas do samba.
Verdadeira tiete de Bezerra da Silva, Jovelina começou seu pagode no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, homenagem à sua cor reluzente.
Gravou cinco discos individuais conquistando um Disco de Platina. Atualmente são encontradas apenas as coletâneas com os grandes sucessos como “Feirinha da Pavuna”, “Bagaço da Laranja” (gravada com Zeca Pagodinho), “Luz do Repente”, “No Mesmo Manto” e “Garota Zona Sul”, entre outros. O sucesso chegou tardiamente e ela não realizou o sonho de “ganhar muito dinheiro e dar aos filhos tudo o que não teve”.
no Cassino do Chacrinha (1988)
Jovelina Pérola Negra – Luz do Repente:Voz rouca, forte, amarfanhada, de tom popular e força batente. Herdeira do estilo de Clementina de Jesus, foi, como ela, empregada doméstica antes de fazer sucesso no mundo artístico.
Enquanto o samba e o verdadeiro partido-alto existirem, Jovelina sempre será lembrada
Samba na Gamboa com Grupo Revelação: O Samba na Gamboa recebeu uma turma que é mais do que fiel às suas raízes. Com vinte anos de estrada, o Grupo Revelação ultrapassa os modismos e mantém, com seu pagode de primeira, uma legião de fãs de diferentes gerações.
Xande de Pilares canta com Diogo Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=DFj8Td7nWUQ
Grupo Revelação: Samba na Gamboa
O Grupo Revelação nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 23 de abril de 1991
“A diferença entre a carreira e o sucesso é que nós optamos em cuidar da carreira. Tem grupos e empresários que cuidam do sucesso. Nós queremos ficar fazendo o nosso trabalhinho até a gente ter a idade da rapaziada do Fundo de Quintal, de quem nós somos fãs. Ficar com 70 anos tocando e fazendo samba. É isso o que a gente quer!”, diz Mauro Júnior, responsável pelo banjo e vocal do grupo liderado por Xande de Pilares.
No repertório, grandes sucessos da longa trajetória do grupo, como Pai, Deixa Acontecer e Tá Escrito. O programa foi gravado e exibido em 2013.
Documentário “Chorinhos & chorões” (1974): Documentário com o apoio do MEC (Ministério da Educação e Cultura) e INC (Instituto Nacional de Cinema).
https://www.youtube.com/watch?v=xdAQbmb5nmI
Documentário “Chorinhos & chorões” (1974)
Neste documentário, poderemos entender um pouco da origem do choro e obteremos informações sobre os seus grandes expoentes como Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Dante Santoro, Luperce Miranda, Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, dentre outros.
Documentário
Raras imagens do lendário bandolinista Luperce Miranda na execução de “Quando me lembro” e “Picadinho à baiana”.
O choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta da década de 1870, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas.
O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte.
Elton Medeiros no Programa Água Viva:Um encontro memorável de sambistas. No Programa Água Viva, Hermínio Bello de Carvalho recebeu Elton Medeiros. além dos ilustres Padeirinho, Mauro Duarte, Nelson Sargento e Cabelinho.
Elton Medeiros no Programa Água Viva: O compositor, poeta e produtor musical brasileiro Hermínio Bello de Carvalho foi um dos responsáveis pelo sucesso de Clementina de Jesus. Hermínio tem parceiros ilustres como Cartola e Carlos Cachaça, Pixinguinha , Paulinho da Viola , Baden Powell , D. Ivone Lara , Zé Ketti.
Elton Medeiros no Programa Água Viva
No Programa Água Viva, Hermínio recebeu Elton Medeiros. além dos ilustres Padeirinho, Mauro Duarte , Nelson Sargento e Cabelinho.
Nascido no bairro carioca da Glória, Elton Medeiros é compositor, cantor, produtor musical e radialista.
Considerado um dos melhores melodistas e ritmistas da história do samba, Elton teve sua trajetória na música iniciada aos 17 anos quando tocava de dia na Orquestra Juvenil de Estudantes, que se apresentava na Rádio Roquette-Pinto e à noite tocava trombone na gafieira Fogão, do compositor Uriel Azevedo.
Padeirinho, ou Osvaldo Vitalino de Oliveira, cantava seus sambas pelas biroscas do morro da Mangueira. Foi levado pelo seu cunhado Geraldo da Pedra para apresentar-se na Ala dos Compositores da Mangueira. Padeirinho cantou o samba “Mangueira desceu para cantar” e, apesar de a música ter sido censurada por usar o “Hino da Marinha”, tornou-se integrante da ala.
O apelido “Padeirinho” lhe foi dado por ser filho de padeiro e exímio calangueiro (cantador de calangos). Trabalhou como funcionário do Cais do Porto (Estivador) e da Limpeza Pública do Rio de Janeiro. Tocava vários instrumentos de percussão, entre eles pandeiro e tarol, sendo considerado habilidoso nos improvisos e partido-alto que versava pelos morros e entradas que compõem o morro da Mangueira (Vacaria, Pendura Saia, Candelária, Santo Antônio e Chalé).
Pedro Miranda fez essa bela gravação na Praia de Ipanema.
Pedro Miranda estava com seu fiel colaborador, Luis Filipe de Lima com o seu violão de sete cordas.
Naquele clima gostoso, de calor da areia e mulheres bonitas de biquíni, apareceram os amigos do Pedro, Alcides Antonio Marcos e Rafael de Moraes, que também são músicos, munidos de tamborim e pandeiro. Foi perfeito.
Eles começaram com “Samba Original” (Elton Medeiros e Zé Keti) e continuou com “Lola Crioula” (Geraldo Babão).
João Nogueira e o Clube do Samba homenageiam Cartola
João Nogueira e o Clube do Samba homenageiam Mestre Cartola com o diploma de sócio
honorário pelos serviços prestados ao gênero brasileiro. Do Fantástico 1979.
Roberto Ribeiro – Todo menino é um rei (clipe Fantástico 1978)
https://www.youtube.com/watch?v=jEx1XUiGTeA
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!
Por cima do mar da ilusão
Eu naveguei! Só em vão
Não encontrei
O amor que eu sonhei
Nos meus tempos de menino
Porém menino sonha demais
Menino sonha com coisas
Que a gente cresce e não vê jamais
Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!
A vida que eu sonhei
no tempo que eu era só
Nada mais do que menino
Menino pensando só
No reino do amanhã
A deusa do amor maior
Nas caminhadas sem pedras
No rumo sem ter um nó
Alcione – Vendaval da vida (Clipe Fantástico 1983)
Composição de Delcio Carvalho interpretada pela Alcione.
Vendaval da vida
Vou sorrindo
Com o meu interior chorando
Amargando o meu viver sofrido
Assistindo o que se vai passando
Eu vou resistindo
Resistindo
Do meu posto o vendaval da vida
Aplaudindo a quem já vai subindo
E amparando a quem já vem caindo
Quantos risos de falsa alegria
Paraíso sem nenhum valor
Lutas pelo pão de cada dia
Sustentando a morte do amor