Paulinho da Viola Meu Tempo é Hoje: Documentário dirigido por Izabel Jaguaribe, é um perfil afetivo do cantor, instrumentista, compositor e sambista Paulinho da Viola.
Paulinho Viola Meu Tempo é Hoje(2003)
Paulinho da Viola Meu Tempo é Hoje
O filme mostra a trajetória do compositor ao indicar suas influências musicais, seus mestres e amigos. Acompanha também sua rotina discreta e muito peculiar em atividades do cotidiano desconhecidas do grande público.(mais…)
Os Pagodes da Tia Doca: Nesta continuação do Paulinho da Viola na Tv Tupi, Paulinho adentra no quintal da famosa pastora da Portela. Ali, figuras lendárias da história do samba estavam presentes – Alvaiade, Clara Nunes, Argemiro, Casquinha, entre outros. Dona Ivone Lara Fecha o vídeo como só ela poderia fazer.
Os Pagodes da Tia Doca
https://www.youtube.com/watch?v=jvFTvSF8JfI
Os Pagodes da Tia Doca – História
Jilçária Cruz Costa, sambista carioca conhecida como Tia Doca da Portela ou Tia Doca ( 20 de dezembro de 1932 — 25 de janeiro de 2009) era pastora da velha-guarda da Escola de Samba Portela.
Os Pagodes da tia Doca
Dona Albertinha, mãe de Doca, foi a primeira porta-bandeira da Prazer da Serrinha e desfilou até o fim da escola em 1947 . Seguindo os passos da mãe, Doca aos 14 anos já era porta-bandeira da Unidos da Congonha, em Vaz Lobo.
Em 1970, Doca entrou para a Velha Guarda da Portela, no lugar da lendária Tia Vicentina. Doca ficou famosa por ser dona de uma das mais famosas rodas de samba da cidade, mas poucos sabem que ela também era compositora. A pastora era autora do partido-alto “Temporal”, música que ela gravou com o Monarco. Também compôs “Orgulho Negro”, em parceria com o filho Jadilson Costa. A música foi gravada por Jovelina Pérola Negra.
Tia Doca foi tecelã e empregada doméstica. Entrou para a Velha Guarda da Portela em 1970 e chegou a gravar com Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Marisa Monte. Em 2008 participou do documentário “O Mistério do Samba”, produzido pela Marisa.
Batalhadora, Doca lutou muito pela Portela. Mãe de onze filhos (nove homens e duas mulheres), ela perdeu oito. Restaram apenas as duas moças e um rapaz.
No dia 25 de janeiro de 2009 Tia Doca da Portela faleceu vítima de um infarto.
Paulinho da Viola na Tv Tupi: Nesse precioso registro, um especial da extinta TV Tupy de Televisão em 1980, Paulinho da Viola apresentou músicas autorais e de grandes sambistas e ainda contou valiosas histórias do samba.
Paulinho da Viola na Tv Tupi 1980
https://www.youtube.com/watch?v=v4hhrTATDkw
Paulinho da Viola, Elton Medeiros e Mauro Duarte
Paulinho da Viola na Tv Tupi: Abrindo o especial, cenas na casa de César Farias. Paulinho toca no seu cavaquinho, a composição autoral “Choro negro”, acompanhado do violão de Cesar Faria e outros grandes músicos.
Em seguida, canta com Elton Medeiros a belíssima música de Mauro Duarte, Já Era (palavra).
E o vídeo segue com bons sambistas da época enquanto no intervalo entre as músicas, Paulinho conta boas histórias. Imperdível!
Paulinho da Viola
Filho de violonista, Paulinho da Viola cresceu num ambiente musical. Sua infância em Botafogo, bairro tradicional da zona sul do Rio de Janeiro – onde nasceu em 12 de novembro de 1942 – foi regada por muita música e histórias.
Os Pagodes da tia Doca
Naquela época, não havia muitas opções de brinquedos industriais para as crianças de classe média baixa, Paulinho e seus amigos tinham que usar a imaginação para se divertir. O jogo de botão era feito de coco, a bola de futebol era feita de meia e quando a rádio-patrulha não estava por perto a garotada jogava no meio da rua Pinheiro Guimarães improvisando um campo, prática impensável nos dias de hoje devido ao grande movimento de automóveis. Na casa onde morava, nessa mesma rua, viviam seus pais, suas avós, seu irmão e sua madrinha. Uma casa pequena e simples, até hoje de pé, situada numa vila como tantas outras do bairro.
A história musical de Paulinho começou com seu pai – Benedicto Cesar Ramos de Faria – violonista integrante desde a primeira formação do lendário grupo de choro Época de Ouro, considerado o maior grupo de choro da história, ainda em atividade. Cesar tocava no grupo mais por vocação e prazer do que por necessidade. Para manter a família, trabalhava como funcionário da Justiça Federal. Músicos como Cesar, mais do que nunca, estavam liberados de modismos e exigências do mercado, faziam música por prazer e vocação. – fonte: paulinhodaviola.com.br
TV Tupy
A Rede Tupi (TV Tupi ou simplesmente Tupi) foi a primeira emissora de televisão do Brasil, da América Latina e a quarta do mundo. Fundada em 18 de setembro de 1950 em São Paulo pelo paraibano Assis Chateaubriand, fez parte do Grupo Diários Associados. Em 20 de janeiro de 1951, nasceu a TV Tupi Rio, depois em 1955 a TV Itacolomi e em 1960 a TV Brasília, entre outras, que acabaram por formar a Rede Tupi de Televisão. Em 16 de julho de 1980, devido aos vários problemas administrativos e financeiros, a concessão foi cassada pelo governo brasileiro. Outras 6 emissoras que formavam a rede também saíram do ar. – fonte: Wikipedia.org
Como eram os sambas de quadra, os sambas de terreiro e o carnaval de antigamente?
https://www.youtube.com/watch?v=YSFEHKl2ZNw
Documentário sobre samba de terreiro apresentado por ilustres portelenses e sambistas. Paulinho da Viola, Monarco, Dona Ivone Lara, Casquinha, Zé Keti, Surica, Elton Medeiros e muitos outros bambas.
Documentário sobre samba de terreiro
Durante a década de 1930, era costume em um desfile de carnaval que uma escola de samba apresentasse o samba-enredo na primeira parte e, na segunda parte, os melhores versadores improvisassem com outros sambas-de-terreiro.
Estes sambas ficaram conhecidos assim, porque eles eram produzidos durante todo o ano nos espaços que se tornariam as futuras quadras. Antes de ser cimentado, o chão do terreiro era feito de terra batida.
Geralmente, um samba-de-terreiro retratava o cotidiano dentro das comunidades onde se localizavam as escolas de samba cariocas.
Comum até o início da década de 1970, estes sambas deixariam de ser tocados nos desfiles em um longo processo de mercantilização do carnaval. Ao deixar de ser cantado nos desfiles, o samba-de-terreiro ficou relegado às quadras das escolas de samba, servindo inicialmente para animar festas até se restringir à temporada seletiva de samba-enredo.
Documentário sobre samba de terreiro: Outras composições famosas saídas dos terreiros/quadras, estão “Foi um Rio que passou em minha vida” (de Paulinho da Viola, “Portela na Avenida” (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), “Azul, Vermelho e Branco” (de Aroldo Melodia), “Salve a Mocidade” (de Luiz Abdengo dos Reis), “Tem capoeira” (de Batista da Mangueira), “A Deusa da Passarela” (de Neguinho da Beija-Flor).
Em 2007, o IPHAN conferiu registro oficial às matrizes do samba do Rio de Janeiro: samba de terreiro, partido-alto e samba-enredo.