A última Feira do Vinil do ano promete ser a melhor de todas. Homenageando o grupo instrumental Azymuth, o evento atrai cerca de 2000 pessoas por edição, reunindo raridades e lançamentos em LPs, CDS e compactos, com preços para todos os bolsos
Feira do Vinil chega à sua 15º edição, a última do ano, no Flamengo, domingo, dia 08 de novembro
A última Feira do Vinil do ano
As edições da Feira do Vinil do Rio na Zona Sul são duas vezes ao ano e a próxima – última de 2015 – será no dia 08 de novembro, Domingo, retornando ao Instituto Bennett, no Flamengo, onde o evento costuma colocar em torno de 2000 visitantes a cada edição, graças ao empenho do produtor Marcelo Maldonado, do curador artístico Marcello MBGroove (coletivo Vinil É Arte) e dos idealizadores Marcos Oliveira e Mauricio Gouveia (Livraria Baratos da Ribeiro).
A feira tem o apoio da Satisfaction Discos e, assim como a anterior, será cobrada como entrada 1 kg de alimento, a ser doado para a instituição Casa de Francisco de Assis. A 15° Feira do Vinil do Rio, pela primeira vez em sua história, vai homenagear um grande nome da música brasileira, o grupo instrumental Azymuth, cujos integrantes receberão, no dia, o Troféu Feira do Vinil do Rio 2015, em acrílico, em formato de clave musical e vinil, feito pela artista plástica Norma Gantert – premiada, recentemente, pelo “Troféu Mauá” da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e “Troféu Esso de Jornalismo” (Tim Lopes).
15° Feira de Discos de Vinil do Rio de Janeiro
Além da habitual apresentação de DJs, estarão reunidos mais de 60 expositores de todo o Brasil. Do Rio, estarão presentes, dentre outros, a Tropicália Discos, a Sempre Música, a Arquivo Musical, além da Livraria Baratos da Ribeiro e da Satisfaction. Os paulistas serão representados pela Locomotiva, Big Papa, Mafer Discos, Sensorial e Zóyd, só para citar algumas. A feira terá também estandes de venda de CDs, equipamentos de áudio, marcas de roupas e acessórios com esta temática.
No país, as feiras de vinil têm mobilizado expositores e apaixonados de todos os estilos e gostos. Em São Paulo, por exemplo, com três produtores diferentes organizando feiras regularmente – o mais antigo deles, Tangerino, está em atividade há mais de 20 anos. Em Belo Horizonte, a Discoteca Pública já promoveu mais de 20 edições na cidade, e até Curitiba já tinha há anos um evento de relevância internacional. A maior feira mundial do gênero acontece em Utrecht, na Holanda, e a cada semestre reúne uma média de 2 mil expositores, vindos de todos os cantos do planeta, num centro de convenções tão imenso quanto o Rio Centro.
15° Feira de Discos de Vinil do Rio de Janeiro
Dia: 08 de novembro, domingo, das 11:30h às 20h Local: Instituto Bennett – Rua Marques de Abrantes, 55, Flamengo Entrada: 1 kg de alimento não perecível. Informações: 21-98181-9733
Alcione no Fantástico. Pandeiro é meu nome: Stepan Nercessian apresentou no Fantástico do fim dos anos 70 a música Pandeiro é meu nome, de Chico da Silva, feita em resposta para a música O Surdo. A música caiu como uma luva na bela voz de Alcione. Confira!
Alcione no Fantástico. Pandeiro é meu nome
Alcione no Fantástico
Falaram que meu companheiro Meu amigo surdo parece absurdo Apanha por tudo Ninguém canta samba Sem ele apanhar
Não ouviram que seu companheiro Amigo pandeiro Também tira coco do mesmo coqueiro Apanha sorrindo pra povo cantar
Pandeiro Não é absurdo mas é o meu nome Não me chamo surdo mas aguento fome Pandeiro não come mas pode apanhar Ao povo que vibra na força do som brasileiro Não é só o surdo nem só o pandeiro Tem uma família tocando legal Você cantando, tocando e batendo na gente Passando por tudo tão indiferente Não conhece a dor do instrumental Batuqueiro ê, batuqueiro Cantando samba pode bater no pandeiro (2x)
Momento imperdível da música popular brasileira. Jovelina, uma das grandes personalidades da história do samba e do pagode, marcou presença no Programa do Chacrinha, no ano de sua morte.
Jovelina Pérola Negra – Luz do Repente
Jovelina Pérola Negra (1944 — 1998), cujo nome de batismo era Jovelina Farias Delford, foi cantora e compositora brasileira e uma das grandes damas do samba.
Verdadeira tiete de Bezerra da Silva, Jovelina começou seu pagode no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, homenagem à sua cor reluzente.
Gravou cinco discos individuais conquistando um Disco de Platina. Atualmente são encontradas apenas as coletâneas com os grandes sucessos como “Feirinha da Pavuna”, “Bagaço da Laranja” (gravada com Zeca Pagodinho), “Luz do Repente”, “No Mesmo Manto” e “Garota Zona Sul”, entre outros. O sucesso chegou tardiamente e ela não realizou o sonho de “ganhar muito dinheiro e dar aos filhos tudo o que não teve”.
no Cassino do Chacrinha (1988)
Jovelina Pérola Negra – Luz do Repente:Voz rouca, forte, amarfanhada, de tom popular e força batente. Herdeira do estilo de Clementina de Jesus, foi, como ela, empregada doméstica antes de fazer sucesso no mundo artístico.
Enquanto o samba e o verdadeiro partido-alto existirem, Jovelina sempre será lembrada
Samba na Gamboa com Grupo Revelação: O Samba na Gamboa recebeu uma turma que é mais do que fiel às suas raízes. Com vinte anos de estrada, o Grupo Revelação ultrapassa os modismos e mantém, com seu pagode de primeira, uma legião de fãs de diferentes gerações.
Xande de Pilares canta com Diogo Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=DFj8Td7nWUQ
Grupo Revelação: Samba na Gamboa
O Grupo Revelação nasceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 23 de abril de 1991
“A diferença entre a carreira e o sucesso é que nós optamos em cuidar da carreira. Tem grupos e empresários que cuidam do sucesso. Nós queremos ficar fazendo o nosso trabalhinho até a gente ter a idade da rapaziada do Fundo de Quintal, de quem nós somos fãs. Ficar com 70 anos tocando e fazendo samba. É isso o que a gente quer!”, diz Mauro Júnior, responsável pelo banjo e vocal do grupo liderado por Xande de Pilares.
No repertório, grandes sucessos da longa trajetória do grupo, como Pai, Deixa Acontecer e Tá Escrito. O programa foi gravado e exibido em 2013.
O cantor comemora seus 29 anos ao lado de Mestre Wilson Moreira, Renato da Rocinha, Dunga e Renato Milagres no Teatro Rival Petrobras
O cantor e compositor Juninho Thybau reservou o dia do seu aniversário para fazer o que mais gosta: cantar samba com os amigos. E na quinta-feira, dia 05 de novembro, às 19h30, Thybau vai reunir um time de bambas para celebrar seu aniversário de 29 anos em grande estilo, são eles: Mestre Wilson Moreira, Renato da Rocinha, Dunga e Renato Milagres.
Juninho Thybau festeja aniversário no Teatro Rival
Os amantes do samba podem esperar uma noite especial porque Thybau promete transformar a Cinelândia numa verdadeira roda de samba. Canções “A Vitória Demora Mas Vem”, gravada por Diogo Nogueira; “Eu Carrego o Patuá”, gravada por Mariene de Castro; “Tempo de Menino”, gravada por Zeca Pagodinho, “Filhos de Jorge”, todas de sua autoria. Sambas de Almir Guineto, Monarco, Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, também estarão no roteiro.
Viajando quase todo final de semana por esse Brasil a fora, o cantor apresenta seus sambas que já estão na boca do grande público que sempre se faz presente em suas apresentações.
Um pouco mais de Juninho Thybau:
Juninho Thybau
Roberto José Fernandes Júnior ou, simplesmente, Juninho Thybau, é da linhagem nobre do samba e traz no sangue o amor pela música, em especial pelo samba. O avô, Thybau, mantinha em casa as tradicionais rodas de samba. Filho de Beto Gago, compositor de talento reconhecido, com sucessos como “Faixa Amarela”, “Se Eu For Falar de Tristeza”, “Tempo de Criança”, entre outras.
Juninho Thybau, com apenas 28 anos, já tem uma trajetória respeitável dentro dos lugares mais conceituados. Quem nunca ouviu falar do Cacique de Ramos ou Pagode da Tia Doca? Quando o assunto é Partido Alto, Juninho Thybau é considerado, hoje, um dos principais nomes do gênero, sendo herdeiro e um dos responsáveis por dar prosseguimento à arte de improvisar. Com a música como profissão, costuma compor em casa com amigos, nos botecos da vida ou aonde a inspiração chegar.
Show – Rival Petrobras 81 anos apresenta Aniversário de Juninho Thybau.
Participações especiais – Mestre Wilson Moreira, Dunga, Renato da Rocinha e Renato Milagres. Dia 05 de novembro, quinta-feira, às 19h30. Abertura da casa: 18h30 Teatro Rival Petrobras: Rua Álvaro Alvim, 33/37 – Cinelândia -Tel: 2240-4469 Preços: R$ 40 (Inteira) / R$ 20 (Meia-entrada). Classificação: 16 anos
Quando pensei em quem seria o sambista ideal para iniciar o projeto Perfil do Sambista, logo me veio à mente o nome de Moacyr Luz, para melhor traduzir o espírito atual do Samba Carioca. Basta acompanhar uma roda por ele pilotada no Clube Renascença, em Vila Isabel, toda a segunda-feira, e entender a força que ela tem.
Moacyr é um dos mais atuantes sambistas e sobretudo um apaixonado pelo Rio de Janeiro e pela cultura carioca. Amante dos subúrbios, das esquinas e bares escondidos pela cidade. Um sujeito de grande simpatia e simplicidade.
Moacyr Luz
Não é à-toa que Moacyr Luz é considerado um dos grandes compositores da atualidade. Fez centenas de canções, muitas gravadas por ícones da nossa música como Maria Bethânia, Nana Caymmi, Gilberto Gil, Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Fátima Guedes, Leny Andrade, Rosa Passos e muitos outros.
Moacyr Luz: biografia
Moacyr Luz em seu reduto: o Samba do Trabalhador. fotos: Ierê Ferreira
Moacyr Luz Silva nasceu no Rio de Janeiro em 5 de abril de 1958. Passou a infância ouvindo o clarinete tocado pelo avô, músico da banda do corpo de bombeiros. Perdeu o pai aos 15 anos e costumava tocar violão para matar a saudade. Ainda jovem, se encantou com o samba, ao ouvir os primeiros acordes bem tocados de um violão. Percebeu que esse seria seu ofício. O violonista e guitarrista Hélio Delmiro, de quem sofreu grande influência, foi seu primeiro parceiro de cordas e sua principal influência no início de sua formação musical.
Moacyr desejava apenas ser um bom instrumentista, mas aos poucos foi se percebendo também como compositor e cantor. Com Aldir Blanc, parceiro de longa data, ele divide a autoria de centenas de composições. Tudo começou em 84, com “A Tua Sombra”, faixa do disco de estréia, e seguiu com a música que virou hit de novela “Mico Preto” e muitas outras composições que já estão imortalizadas. – Moro no prédio do Aldir há 20 anos. Somos daqueles amigos que vão na casa do outro quando acaba o açúcar. Nossas músicas falam do cotidiano, são diferentes das que ele compôs com outros parceiros. Conseguimos criar uma identidade – diz Moacyr.
Moacyr Luz: foto do acervo da TV Brasil.São Jorge, o santo de devoção
Em 1988 lançou “Moacyr Luz”, seu disco de estréia que contava com a participação do virtuoso violonista Raphael Rabelo, além do sempre parceiro Blanc. Em 95 lançou “Vitória da ilusão”, no qual participaram as Pastoras da Portela, um quarteto de cordas e um grupo de percussão africana – Moacyr celebrava, assim, 10 anos de parceria com Blanc. “Mandingueiro” foi seu terceiro álbum. Lançado em 98, o disco, que trazia os mestres Nei Lopes e Paulo César Pinheiro, conquistou grandes elogios da crítica. Depois veio “Na Galeria”, em 2001, quando Moacyr interpreta bambas como Cartola, Noel Rosa e Paulinho da Viola, colhendo, mais uma vez, elogios da imprensa. Em seu quinto disco, “Samba da Cidade”, apresenta músicas gravadas com Wilson Moreira, Martinho da Vila, Paulo Cesar Pinheiro, Wilson das Neves, Nei Lopes e Luiz Carlos da Vila.
Em 2005, veio “A Sedução Carioca do Poeta Brasileiro”, no qual transforma em música obras de poetas como Ferreira Gullar, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes e Mário de Andrade, acompanhado do excelente sexteto de choro Água de Moringa. Segundo Moacyr, foram 10 anos construindo este CD de samba e choro, que passeia pelo lado lírico da Cidade Maravilhosa. No último disco solo, “Violão e Voz”, ele relê, no formato acústico, algumas de suas canções, somadas a clássicos imortais da música brasileira.
Entre tantas pérolas, “Saudades da Guanabara”, parceria com Paulo César Pinheiro, é certamente uma de suas obras mais representativas, uma autêntica declaração de amor à cidade. Hoje Moacyr atua também como produtor e no currículo já traz os Cds de estréia de Casquinha e Guilherme de Brito, além do “Samba do Trabalhador – Renascença Samba Clube”, fruto de sua consagrada roda “Samba do Trabalhador”, uma ironia ao horário e dia ingratos em que é realizada (das 14 às 20 horas nas segunda-feiras).
Moacyr Luz: Livro de 2005
Luz assina a última faixa do disco, “Cabô”, de certo uma das melhores da coletânea que revelou músicos de alta qualidade como Abel Luiz (compositor e cavaquinista) e Wladimir Silva (violonista).
Como se não bastasse, Moacyr acaba de lançar o livro “Manual de sobrevivência nos butiquins mais vagabundos”, pela editora SENAC RIO, com ilustrações do grande cartunista Jaguar, outro P.H.D. no assunto. As 25 deliciosas histórias são ambientadas no Rio de Janeiro e vêm acompanhadas de entrevistas com respeitáveis boêmios, abordando aspectos diferentes da cultura de botequim: a comida, o banheiro, a cerveja, o pendura, a mulher…
Moacyr Luz: entrevista
Confira aqui a entrevista com Moacyr Luz, feita no Clube Renascença em 24/10/2005, um dia nublado que prometia chuva – por isso a roda foi realizada na quadra do clube (o Samba do Trabalhador acontece mesmo se São Pedro não colabora).
Samba Carioca: Quais as suas principais influências na música? Moacyr Luz: Ary Barroso é disparado o que tem mais influência sobre minhas músicas, pois estas são cravejadas de citações, mas também Nelson Cavaquinho, Cartola, Elton Medeiros, Noel entre tantos bambas.
S.C.: E no cenário contemporâneo? M.L.: O grande mistério do samba é que não existe velho, ele está sempre se renovando. Tirando os “cascudos” (referência a Zeca Pagodinho e Paulinho da Viola), tenho grande admiração ao Luiz Carlos da Vila, Wanderley Monteiro, entre outros.
S. C.: Entre suas composições, qual a favorita? M. L.: Posso dizer que dentre tantas, “Saudades da Guanabara” é uma das mais representativas. Também “Medalha de São Jorge” e “Coração do Agreste” (gravada por Fafá de Belém).
S. C.: Quais as melhores composições de toda a história? M. L.:”Aquarela do Brasil” é a obra-prima de Ary Barroso e se confunde com o Hino Nacional. “Carinhoso”, de Pixinguinha, “O Bêbado e o Equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc.
S.C.: Qual o seu botequim favorito? M.L.: O caseiro. Que não seja muito sujo para se ter medo, nem muito limpo para parecer uma CTI. Gosto muito do “Paladino” e do “Bar Vanhargem”.
S.C.: E o petisco? M.L.: Coisas para beliscar com a cachaça. Adoro jiló e camarão fresco.
S.C.: Qual o seu local favorito para compor? M.L.: Sou um compositor diferente, gosto de compor sóbrio, sempre pela manhã, com meu violão de compor. Vejo as composições como algo espiritual, já estão na cabeça. A inspiração é fundamental para detonar esse processo.
S.C.: Bebida alcoólica? M.L.: Cerveja e cachaça branca
S.C.: Santo de devoção? M.L.: Meu São Jorge guerreiro.
S.C.: Tem Hobby? Qual? M.L.: (risos) Gosto de cozinhar.
S.C.: O que considera lixo musical? M.L.: Não gosto da arte comercial. Respeito a sinceridade, espiritualidade e boa intenção. Na roda não gosto do sujeito que chega cantando de qualquer jeito, um pandeirista que usa as platinelas muito soltas…
S.C.: Qual o seu canto preferido no Rio de Janeiro? M.L.: O Centro da Cidade, muitas vezes tiro um dia para me embrenhar em algum canto por lá. Vou ao Morro da Conceição, como uma sardinha na rua Miguel Couto…
S.C.: Qual o pior problema do Rio de Janeiro? M.L.: A violência. Pessoas que se julgam capazes de resolver os problemas e vão varrendo a sujeira para baixo do tapete.
S.C.: O que está lendo? M.L.: Acabei de ler “Memória das minhas putas tristes”, de Gabriel Garcia Marques, e estou lendo o “Café Ponto Chique”, de Chico Freitas.
S.C.: O que tem escutado em casa? M.L.: Nestes últimos dias quase nada, afinal mal tenho parado em casa, andei muito ocupado.
S.C.: O que não pode faltar em sua casa? M.L.: Minha geladeira particular, sempre com cerveja e algo escondido, como siri e outros quitutes.
S.C.: Existem muitos admiradores do seu jiló. A receita é segredo? M.L.: Não, até dei a receita para a Danuzia Bárbara. Em geral gosto dele fritinho, adicionando alguns igredientes como alho, cheiro-verde… (Moacyr me deu uma prova do jiló que fica na mesa dos sambistas, é realmente fantástico, e sou também um amante do fruto).
S.C.: Como têm sido as últimas rodas aqui no Renascença? M.L.: Nas quatro últimas edições, tivemos em torno de 2.300 pessoas e, na semana passada, foram mais de mil pagantes.
S.C.: O que acha do samba em São Paulo? M.L.: Tem um troço bacana em São Paulo, os paulistas sempre foram muito receptivos aos sambistas cariocas. Levavam o Nelson Cavaquinho pra Sampa na época das “vacas magras”.
S.C.: Que conselho daria aos sambistas que estão começando? M.L.: Ouvir, ouvir muito e não acreditar que tudo é inspiração. Se o cara não tiver talento, não adianta.
Reportagem: Marco Pozzana
Colaboração: Carolina Canegal
Grupo Balacobaco faz show de pré-lançamento do seu DVD, no próximo domingo na Esquina do Samba, em Bangu
Abertura do evento fica por conta do Grupo Bem Mais
O evento que vem abalando Bangu, com sucesso de publico e critica, recebe no próximo domingo, dia 1 de Novembro , a partir das 14h, o Grupo Balacobaco , que estará fazendo o show de pré-lançamento do seu DVD, que tem como título, “Nas Mãos do Povo”. O DVD, que foi gravado em 2014, no Parque de Madureira e recebeu um publico de mais de 100 mil pessoas e teve as participações de Arlindo Cruz, Reinaldo e Rappin Hood deverá sair nas lojas ainda este ano.(mais…)
Dá no Coro lança o CD Cores do Brasil: Após dois longos anos de produção, desde quando entusiasmaram plateias multinacionais nos festivais franceses de arte vocal Choralp e Choralies, o grupo carioca Dá no Coro volta ao cenário musical brasileiro com novo disco e uma extensa agenda de apresentações, até o fim do ano, em todo o Estado do Rio.
No próximo sábado, dia 31, às 20h, o grupo faz show de lançamento do novo disco “Cores do Brasil” na Arena Chacrinha, em Pedra de Guaratiba, e, no domingo, dia 01 de novembro, às 19h, no Teatro Municipal de Itaguaí, a preços populares. O projeto “Cores do Brasil” conta com o Patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através do II Programa de Fomento à Cultura Carioca, da Secretaria Municipal de Cultura e também da Alfaparf, do Zona Sul e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet.
Dá no Coro lança o CD Cores do Brasil
O novo álbum, com repertório autenticamente brasileiro e arranjos elaborados exclusivamente para o grupo por maestros especializados – André Protasio, Augusto Ordine, Flávio Mendes, Paulo Malaguti Pauleira, Zeca Rodrigues e Kodiak Agüero – reflete a total sinergia e vibração das apresentações ao vivo, somando às dezoito vozes o violão de Maurício Teixeira, as percussões de Jonas Hammar e Marcello Calldeira (cortar), e o contrabaixo de Pedro Sabino, além da participação especial dos percussionistas Marciano Silva, Mauro Ferreirae Naife Simões.
O repertório do novo disco faz jus à diversidade cultural e rítmica brasileira, tão cara ao grupo, através da releitura de preciosidades do cancioneiro nacional, como Água de Beber (Tom Jobim e Vinicius de Moraes),Lua Girou (Folclore Brasileiro da região de Beira-Rio, Bahia), Casa Forte (Edu Lobo), Caxangá (Milton Nascimento e Fernando Brant), Fantasia (Chico Buarque), Linha de Passe (João Bosco, Paulo Emílio e Aldir Blanc), Vapor da Paraíba (Vovó Teresa, do Jongo da Serrinha), Vera Cruz (Milton Nascimento e Márcio Borges), Tanta Saudade (Djavan e Chico Buarque) e Tuaregue Nagô (Lenine e Bráulio Tavares).
Um dos seus grandes diferenciais: o álbum traz obras do artista plástico Paulo Symões, que ilustram o encarte com dez postais de seus quadros, inspirados em cores e formas da Natureza. As obras do artista compõem também toda a programação visual do grupo neste momento:, desde o CD, site e todas as peças de divulgação, além de servirem como base para criação cenográfica, incluindo projeções de suas obras.
Dá no Coro: Biografia
Carioca e brasileiríssimo em sua abrangência de sotaques, o Dá no Coro trabalha não só com vozes – seu material artístico principal, mas também com percussões, violão, baixo e um forte trabalho cênico, incluindo danças e capoeira. Com direção musical de Sérgio Sansão e direção cênica de Jonas Hammar, o grupo apresenta, no repertório, sambas, jongos, maracatus, bossas novas, cirandas, baiões, toadas e um grande time de compositores brasileiros: Baden Powell, Chico Buarque, Djavan, Edu Lobo, Herbert Vianna, João Bosco, Lenine, Macau, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, além de preciosas canções folclóricas.
Formado há nove anos, o grupo reúne dezoito cantores e instrumentistas (violão, baixo e percussões) que desenvolvem um trabalho eminentemente vocal e performático, buscando refletir a diversidade cultural presente na sociedade brasileira e abraçando nossas raízes indígenas, europeias e, principalmente, africanas. No Brasil, o Dá no Coro já dividiu o palco com Dona Ivone Lara, Carlos Malta e Pife Muderno e Jongo da Serrinha. Em 2006 e 2011, fez apresentações na Argentina para logo em seguida realizar as apresentações e oficinas nos festivais franceses.
31/10 (sabado)Dá no Coro lança o CD Cores do Brasil na Arena Chacrinha
O grupo carioca de arte vocal e cênica faz releituras com arranjos especiais de 18 vozes, violão, baixo e percussão para obras-primas da música popular e para cânticos do folclore brasileiro.
Arena Carioca Abelardo Barbosa – Chacrinha: Rua Soldado Eliseu Hipólito, s/n esquina com Av.Litorânea – Pedra de Guaratiba Dias e horários: Dia 31/10, sábado, 20h Capacidade: 330 lugares Classificação: Livre Informações: 21 3404 7980 Ingressos: R$ 2,00 e R$ 1,00
01/11 – domingo – Dá no Coro lança CD “Cores do Brasil” no Teatro Municipal de Itaguaí R. Amélia Louzada, 311 – Centro, Itaguaí – RJ, 23815-180 / Telefone (021) 2688-2287 Preço do ingresso: R$10,00 (inteira) e 5,00 (meia e antecipado) Horário do show: 19h
Mestre Celsinho do Repique, Vitinho Botelho e Waguinho do Repique ministram o Workshop Top 3 do Repique no Espaço Batuque Digital, em Botafogo.
O repique ou repinique é um instrumento de percussão tocado com a baqueta e uma das mãos, e usado para repinicar sons mais agudos, fazer solos e anunciar “deixas” para a bateria, por exemplo. As inscrições estão abertas e o evento acontece no dia 7 de novembro, sábado, das 16h às 18h.
No Workshop Top 3 de Repique, qualquer ritmista com carteira de escola e alunos da Oficina do Batuque Digital têm 20% de desconto.
Celsinho criou as paradinhas mais famosas da Mocidade com o repique, e Vitinho e Waguinho são diretores de bateria da Viradouro e integrantes do grupo Batuque Digital.
Repique é tema de workshop no Espaço Batuque Digital
Documentário “Chorinhos & chorões” (1974): Documentário com o apoio do MEC (Ministério da Educação e Cultura) e INC (Instituto Nacional de Cinema).
https://www.youtube.com/watch?v=xdAQbmb5nmI
Documentário “Chorinhos & chorões” (1974)
Neste documentário, poderemos entender um pouco da origem do choro e obteremos informações sobre os seus grandes expoentes como Joaquim Callado, Anacleto de Medeiros, Pixinguinha, Benedito Lacerda, Dante Santoro, Luperce Miranda, Jacob do Bandolim, Altamiro Carrilho, dentre outros.
Documentário
Raras imagens do lendário bandolinista Luperce Miranda na execução de “Quando me lembro” e “Picadinho à baiana”.
O choro, popularmente chamado de chorinho, é um gênero de música popular e instrumental brasileira, que surgiu no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Os primeiros conjuntos de choro surgiram por volta da década de 1870, nascidos nas biroscas do bairro Cidade Nova e nos quintais dos subúrbios cariocas.
O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte.