Documentário A História do Samba Carioca (1987): O Rio de Janeiro é o berço das inovações do samba, incorporando ao movimento baiano o chamado Samba Enredo, trilha sonora dos luxuosos desfiles de carnaval.
Grandes músicos, na maioria não profissionais da música, transformaram o ritmo num estilo de vida e forma de expressão. Um dos mais importantes representantes desse universo carioca é Martinho da Vila, popular criador de obras como “Tom maior” e “Pra que dinheiro”.
Eclats Noirs du Samba (Fragmentos Negros do Samba) é uma série produzida pela televisão francesa que destaca a importância da influência da cultura negra na música brasileira.
Documentário A História do Samba Carioca
Documentário A História do Samba Carioca
Produzido no Brasil em 1987 pela TF1 em associação com o “Centro National de La Cinematographie et du Ministere des Affaires Etrageres” Eclats Noirs du Samba é apresentado por Grande Otelo com a participação de grandes nomes da MPB e dirigido pelo consagrado diretor francês Hubert Niogret.
O documentário fala da origem do Samba. Da conexão Bahia – Rio de Janeiro e suas vertentes criadas a partir disso: Chorinho, Partido Alto, Samba de Morro e Samba Enredo. A história do samba carioca.(mais…)
Documentário Batuque na Cozinha: O filme Batuque na Cozinha (2004), sobre as pastoras Tia Doca, Tia Eunice e Tia Surica, foi dirigido pela cineasta Anna Azevedo e mostra as famosas rodas de fundo de quintal que as pastoras da Portela organizavam. Assista agora!
https://www.youtube.com/watch?v=2HJCRsBqgNU
Tia Eunice, tia Doca, Tia Surica. A história do samba passa pelo quintal, pela cozinha e pela vida dessas mulheres, pastoras da velha guarda da Portela.
Documentário Batuque na Cozinha
Documentário Batuque na Cozinha
As pastoras da Velha Guarda da Portela, matriarcas do samba, revelam suas histórias e receitas. E as histórias das “Tias”, como são conhecidas, falam da trajetória do samba no Rio de Janeiro.
Suas festas, promovidas nos quintais de suas casas no Rio de Janeiro, remontam a uma tradição do início do século XIX, iniciada com Tia Ciata. Cozinheiras de mão cheia, as tias Doca, Eunice e Surica e Dona Neném fizeram dos quintais de suas casas ponto-de-encontro de várias gerações de grandes sambistas.
Samba e boa comida caseira fizeram mais que um bom casamento nesses pequenos paraísos dos subúrbios cariocas: é alquimia perfeita.
Nascida em Madureira, Surica aos 4 anos já desfilava pela Portela, presa à cintura da mãe Judith, companhada de perto pelo pai, conhecido como Pio. O apelido “Surica”, foi dado por sua avó, quando ela ainda era pequena.
Tia Eunice, uma das mais conhecidas figuras da Portela, faleceu aos 94 anos em março deste ano (2015).
Jilçária Cruz Costa, conhecida como Tia Doca da Portela ou Tia Doca, faleceu em janeiro de 2009. Tia Doca foi tecelã e empregada doméstica. Entrou para a Velha Guarda da Portela em 1970 e chegou a gravar com Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e Marisa Monte
O documentário foi premiado no ano do lançamento: Melhor direção no Cine PE em 2004, Melhor Documentário no Cine PE em 2004, Melhor Montagem no Cine PE em 2004 e Melhor Roteiro no Cine PE em 2004
Fotografia: Batman Zavareze Roteiro: Alexandre Medeiros, Anna Azevedo Som Direto: Valter Goulart, Vampiro Empresas) produtora(s): Hy Brazil Filmes Produção Executiva: Anna Azevedo Montagem: Flavio Zetel, Isabel Monterio de Castro
Bezerra da Silva canta Pai Véio:Bezerra da Silva canta com seu humor característico a música ‘Pai Véio’.
Bezerra da Silva canta Pai Véio
Bezerra da Silva canta Pai Véio 171 – Bezerra da Silva
Qué falá com pai véio vem agora Porque pai véio já qué ir se embora Qué falá com pai véio vem agora Porque pai véio já qué ir se embora
Ih mai meu fio tá todo macumbado As piranhas estão te devorando Não tem um lugar nem prá dormir E ainda meu fio mora andando Escute o que o véio vai falá E num papé tú vai iscrivinhando
Qué falá com pai véio vem agora Porque pai véio já qué ir se embora Qué falá com pai véio vem agora Porque pai véio já qué ir se embora
Ih, mai me traga oito quilo di feijão Deis galinha bem gorda e bem pelada Deis quilo de arroz e macarrão E deis lata de doce de marmelada Deis garrafa de vinho do bonzão Que a tua mironga tá curada
José Bezerra da Silva (Recife, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) foi um cantor, compositor, violonista, percussionista e intérprete brasileiro dos gêneros musical coco e samba, em especial de partido-alto.
Bezerra da Silva – Pai Véio
No princípio, dedicava-se a gêneros nordestinos, principalmente o coco até se transformar em um dos principais expoentes do samba nos anos seguintes. Através do samba, cantou sobre os problemas sociais encontrados dentro das comunidades, se apresentando no limite da marginalidade e da indústria musical. Estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito anos tocando na orquestra da Rede Globo, sendo um dos poucos partideiros que lia partituras,
Gravou seu primeiro compacto em 1969 e o primeiro disco em 1975, de um total de 28 álbuns lançados em toda a carreira que, somados, venderam mais de 3 milhões de cópias. Ganhou 11 discos de ouro, 3 de platina e 1 de platina duplo. Apesar de ter sido um dos artistas mais populares do Brasil, foi um artista bastante ignorado pelo “mainstream”.
A partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar o público. O repertório dos discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra. Antes do Hip Hop brasileiro, ele passou a mostrar a sua realidade em músicas como: “Malandragem Dá um Tempo”, “Sequestraram Minha Sogra”, “Defunto Caguete”, “Bicho Feroz”, “Overdose de Cocada”, “Malandro Não Vacila”, “Meu Pirão Primeiro”, “Lugar Macabro”, “Piranha”, “Pai Véio 171”, “Candidato Caô Caô”. Em 1995 gravou pela gravadora CID “Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert”, uma paródia ao show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras.
Almir Guineto no Cassino do Chacrinha: em 1985 um dos mais famosos sambas do compositor: “Jibóia”. A qualidade do vídeo deixa a desejar, mas o registro é valioso!
Almir Guineto no Cassino do Chacrinha (1985)
Almir de Souza Serra (Rio de Janeiro, 12 de julho de 1946), mais conhecido como Almir Guineto, é um sambista e compositor brasileiro.
Fundador do Fundo de Quintal, Guineto é um dos maiores representantes do samba. Entre seus principais sucessos, destacam-se “Caxambu”, “Conselho”, “Jibóia”, “Lama nas Ruas” e “Mel na Boca”.
Nascido e criado no Morro do Salgueiro, na cidade do Rio de Janeiro, Almir Guineto teve contato direto com o samba desde a infância, já que havia vários músicos em sua família. Seu pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba; sua mãe Nair de Souza (mais conhecida como “Dona Fia”) era costureira e uma das principais figuras da Acadêmicos do Salgueiro; seu irmão Francisco de Souza Serra (mais conhecido como Chiquinho) foi um dos fundadores dos “Originais do Samba”.
Na década de 1970, Almir já era mestre de bateria e um dos diretores da Salgueiro e fazia parte do grupo de compositores que freqüentavam o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos. Nessa época, Almir inovou o samba ao introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho. O instrumento híbrido foi adotado por vários grupos de samba.
Em 1979, Almir mudou-se para a cidade de São Paulo para se tornar o cavaquinista dos Originais do Samba. Lá fez “Bebedeira do Zé”, sua primeira composição gravada pelo grupo, onde a voz do Sambista aparece puxa o verso “Mas dá um tempo na cachaça, Zé/ Para prolongar o seu viver” e a sambista Beth Carvalho gravou algumas composições de Guineto, como “Coisinha do Pai”, “Pedi ao Céu” e “Tem Nada Não”.
No início dos anos oitenta, ele ajudou a fundar o grupo Fundo de Quintal junto com os sambistas Bira, Jorge Aragão, Neoci, Sereno, Sombrinha e Ubirany. Mas ele deixou o grupo logo após a gravação de “Samba é no Fundo de Quintal” – primeiro LP do conjunto – e seguiu para carreira solo. Almir conquistou fama com a premiação no Festival MPB-Shell, da Rede Globo, em 1981, em que interpretou o samba-partido “Mordomia” (de Ari do Cavaco e Gracinha).
Almir Guineto
Sua notoriedade como compositor e intérprete aumentaria ao longo daquela década. Beth Carvalho gravou “É, Pois, É” (parceria com Luverci Ernesto e Luís Carlos) em 1981, “À Luta, Vai-Vai!” (com Luverci Ernesto) e “Não Quero Saber Mais Dela” (com Sombrinha) em 1984, “Da Melhor Qualidade” (com Arlindo Cruz), “Pedi ao Céu” (com Luverci Ernesto) e “Corda no Pescoço” (com Adalto Magalha) em 1987. Alcione gravou “Ave Coração” (parceria com Luverci Ernesto) em 1981 e “Almas & Corações” (com Luverci Ernesto) em 1983.Jovelina Pérola Negra gravou “Trama” (parceria com Adalto Magalha) em 1987.
Em 1986, a gravadora RGE lançou o LP “Almir Guineto”, que teve grande sucesso comercial. Nesse disco, Almir Guineto gravou algumas de suas parcerias com Adalto Magalha, Beto Sem Braço, Guará da Empresa, Luverci Ernesto e Zeca Pagodinho. Entre os grandes destaques, estão “Caxambu”, “Mel na Boca”, “Lama nas Ruas” e “Conselho”.
Ainda naquela década, a RGE lançou os LPs “Perfume de Champanhe” (1987) – que teve repercussão com “Batendo na Palma da Mão” (parceria com Guará da Empresa) – e “Jeito de Amar” (1989). Em 1991, a gravadora lançou o disco “De Bem Com a Vida”.
O Jaqueirão do Zeca Pagodinho:Para escolher o seu repertório, Zeca organiza uma grande roda de samba conhecida como Jaqueirão.
O encontro é uma grande festa sem hora para acabar, onde cantores e compositores interagem e fazem um som. Dessa forma, sambistas têm a chance de apresentar e, quem sabe, ter sua música gravada por Zeca Pagodinho.(mais…)
Paulo Moura Documentário sobre samba: Grande virtuoso, Paulo Moura era amante do samba e das raízes africanas da nossa cultura. Daqueles músicos que deixaram um enorme legado musical. Em sessenta e cinco anos de vida profissional, o clarinetista e saxofonista, arranjador, maestro, compositor popular e sinfônico viveu o espírito de sua época (1932-2010) sempre alguns passos a frente.
Paulo Moura Documentário sobre samba
Assista ao documentário filmado em 1978 no Morro da Mangueira, RJ. O saxofonista, clarinetista, maestro e arranjador Paulo Moura conta fatos da sua vida e apresenta algumas músicas.
Apresentado no V Festival Internacional de Curtas, SP, 1994. 4 semanas em cartaz no Cine Veneza, RJ, em complemento do longa metragem The Art of Love, Arthur Rubinstein, de François Reichenbach. Produzido por: Flávio Tambellini. Fotografia e direção: Paulo Martins.
Paulo Moura
Paulo Moura (São José do Rio Preto, 15 de julho de 1932 – Rio de Janeiro, 12 de Julho de 2010) foi um compositor, arranjador, saxofonista e clarinetista brasileiro de choro, samba e jazz.
Samba de raiz em 1978
Moura era considerado um dos principais nomes da música instrumental do Brasil.
Paulo Moura fez muitas parcerias com a cantora Maysa de 1969 a 1975. Em shows na Boate Igrejinha, e no Especial da Tv Cultura “Maysa Estudos”.
Em 1982, compôs a trilha sonora do filme O Bom Burguês, dirigido por Oswaldo Caldeira.
Em 2005 fez turnê nacional e internacional do espetáculo Homenagem a Tom Jobim, ao lado de Armandinho, Yamandú Costa e Marcos Suzano.
Participou do documentário Brasileirinho, do finlandês Mika Kaurismaki, que em 2005 foi uma das atrações da mostra Fórum do Festival de Berlim. Sua última apresentação foi no Copacabana Palace em um evento da Sachal Records.(mais…)
Ainda é primavera e nesta edição do mês de novembro a Roda de Samba do Imperator, no dia 19, a proposta é deixar ainda mais florida a nossa noitada e fazer reverências às mulheres do samba.
Para esta roda de samba o projeto traz, a representatividade e importância da mulher no samba, com a já consagrada sambista Dorina e duas jovens e talentosas revelações do samba que são: Janaína Moreno e Renata Jambeiro. Além é claro da participação fundamental do Grupo Arruda, no comando da roda e conta em sua formação, com a voz feminina da talentosíssima Maria Menezes.
Mulheres do Samba – Roda de Samba do Imperator
O trio feminino preparou um repertório especial para esta edição, onde serão lembrados os sucessos das compositoras e cantoras como: D.Ivone Lara, Jovelina, Clementina, Clara Nunes, Beth Carvalho, Leci Brandão, Elza Soares, Marlene e uma singela homenagem à Vó Maria.
O projeto inovador tem como objetivo, além de levar grandes atrações para a casa de shows, é marcante, pois sempre apresentará um artista já consagrado pela mídia e público e jovens talentos do samba, para que tenham a possibilidade de maior visibilidade e auxiliar no impulsionamento de suas carreiras. A roda de samba é um marco para o Rio de Janeiro pela sua proposta de apresentar grandes nomes e novos talentos do samba, resgatando a essência boêmia do bairro Méier.
Mulheres do Samba: Conheça um pouco de cada artista.
Dorina: Sambista respeitada e com bagagem reconhecida no mundo samba, além de seu talento como cantora, ela também desenvolve com muita categoria o oficio de comunicadora e produtora. Recentemente esteve a frente do projeto Mulheres de Zeca e seu último trabalho fez uma grande homenagem ao saudoso e espetacular compositor, Luiz Carlos da Vila, com o CD “Dorina Samba de Luiz”. Ganhadora de vários prêmios com 8 CDs, 1 Dvd, participou Casa de Samba, Cidade do Samba, Sambabook de Martinho da Vila fez parte dos Suburbanistas , criou o Bloco Mulheres de Zeca que deu origem ao Musical de mesmo nome que fez uma temporada de sucesso em outubro do ano passado no Imperator.
Janaína Moreno: Mineira de Belo Horizonte, hoje se pode se dizer que a cantora, compositora, percussionista e atriz, não é so de Minas, ela é do Brasil. Filha de Oxum, puro dengo, pura doçura. Voz forte quando fala, voz intensa quando canta. Filha de Ogum, mulher guerreira, de uma linhagem de muitas mulheres de luta e talento nato dedicado à musica de qualidade e com carinho especial pelo Samba. Tem como referencia, Jacó do Bandolim, Sérgio Bitencourt, Elizete Cardoso, Paulo César Pinheiro, Jorge Ben Jor e Clara Nunes. Que estão presentes em seu trabalho de estreia, o CD Festeira.
Renata Jambeiro: A cantora e atriz, por onde passa é reconhecida como uma artista de grande performance, carisma e talento. Dona de uma belíssima voz, vem se destacando no cenário carioca do samba, por seu carinho e dedicação ao gênero. A cantora apresentou-se na África e aproveitou a oportunidade para realizar pesquisa musical relacionando à influência africana na cultura brasileira. Na busca pela ancestralidade representada pela tradição oral, pelos griôs (contadores de histórias), pelos pretos velhos e pelo sotaque de tambores, com aprofundamento nos elementos humanos, geradores da história da música popular brasileira. Renata está com seu novo projeto no “forno”, literalmente, o CD chamado “Fogaréu”, que está em fase de masterização e com lançamento previsto para novembro.
Grupo Arruda
Grupo Arruda: São 10 anos, completados em maio de 2015, de samba e amizade, pois o Arruda e seus componentes acreditam que o samba é muito mais que um estilo musical, é um estilo de vida, um jeito de viver. Tudo começou de maneira despretensiosa na famosa banca da tia Zezé, ao lado do viaduto da Mangueira, hoje se apresenta de maneira consistente em renomadas rodas de samba, como Renascença e Samba Luzia, além de conceituadas casas de show do porte da Lapa 40º, Imperator, Centro Cultural Carioca, Terreirão do Samba e outros redutos do samba. A intenção era apenas se divertir, relembrar os grandes mestres e sambas antigos da Estação Primeira. De lá para as melhores casas de shows e rodas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo, são 10 anos fielmente dedicados ao mais brasileiro dos ritmos.
Roda de Samba do Imperator – Centro Cultural João Nogueira
Mulheres do Samba: 19 de novembro de 2015, das 20h às 00h
Imperator: rua Dias da Cruz, 170 – Méier.
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada) Informações: (21) 2597-3897 | 2596-6523
A paixão pela música e pelas manifestações populares que se desenvolvem nos mundos do Samba e do Jazz.
Confira abaixo o trailer do documentário Samba e Jazz (Brasil / 2015), dirigido por Jefferson Mello.
Documentário Samba e Jazz. Trailer
O documentário longa metragem “Samba e Jazz” evidencia a sinergia entre estes dois ritmos e as cidades do Rio de Janeiro e Nova Orleans (considerada o berço do jazz). O filme convida o espectador a viajar num cenário de belas paisagens e boa música, através de um século de história e costumes, expondo a similaridade dos aspectos musicais e comportamentais dos habitantes destas duas cidades.
A geografia os separa: um brasileiro, o outro americano. Os instrumentos musicais também são diferentes. Mas há algo mágico que une o samba e o jazz. E para mostrar essa semelhança, o olhar de quem entende do assunto. Mas com um diferencial: o sambista estará em Nova Orleans e o jazzista no Rio de Janeiro.
Não importa a distância, os dois tem algo em comum: a paixão pela música e pelas manifestações populares que se desenvolvem nos mundos do Samba e do Jazz.
Trailer do documentário Samba e Jazz (Brasil / 2015), dirigido por Jefferson Mello.
Relembre esse encontro bonito gravado em 2012 no Trapiche Gamboa. Mart’nália, Pedro Miranda e Diogo Nogueira na Gamboa!
No Samba na Gamboa, Diogo Nogueira ao lado de Mart’nália e Pedro Miranda, fazendo um samba da melhor qualidade e falando da vida com liberdade.
Mart’nália, Pedro Miranda e Diogo Nogueira na Gamboa
Mart’nália
Filha do sambista Martinho da Vila e da cantora Anália Mendonça (seu nome é uma mistura dos nomes dos pais), a cantora nasceu no bairro de Pilares, Zona Norte do Rio de Janeiro. Desde criança foi cercada pela música e iniciou a carreira profissional aos 16 anos, fazendo vocais de apoio para o pai ao lado dos irmãos Pinduca e Analimar. Em meados da década de 1990, passou a realizar apresentações em circuitos de bares, pequenas casas noturnas e até teatros do Rio de Janeiro, o que culminou no lançamento de seu CD Minha Cara, mais voltado para o samba-canção.
A partir de 1994, passou a integrar o grupo Batacotô, com quem lançou o Samba dos Ancestrais. A artista também foi percussionista da banda de Ivan Lins. Mart’nália teve também o privilégio de se tornar apadrinhada de grandes nomes da Jovem Guarda, graças a seu pai. Caetano Veloso foi o diretor artístico de seu álbum, Pé do meu Samba, além de compor a faixa-título, e Maria Bethânia produziu Menino do Rio.
A partir desses dois álbuns, Mart’nália passou a atrair maior atenção da mídia e a ter uma agenda de shows bem mais estabelecida em todo o país, abrindo caminho para turnês internacionais pela Europa e África. Hoje Mart’nália é reconhecida pelo talento e carisma que a fazem uma artista única.
Pedro Miranda
Mart’nália, Pedro Miranda
Integrou vários grupos como Cordão do Boitatá, Grupo Semente, Anjos da Lua e Pé de Moleque. Passou a integrar o grupo Cordão do Boitatá no ano de 1997, em show com Darcy do Jongo da Serrinha. Logo depois passou também a integrar o Grupo Semente, ao lado de Teresa Cristina. Inicialmente como pandeirista, o artista foi investindo no trabalho vocal e hoje é admirado por grandes artistas brasileiros, como Caetano Veloso.
Como eram os sambas de quadra, os sambas de terreiro e o carnaval de antigamente?
https://www.youtube.com/watch?v=YSFEHKl2ZNw
Documentário sobre samba de terreiro apresentado por ilustres portelenses e sambistas. Paulinho da Viola, Monarco, Dona Ivone Lara, Casquinha, Zé Keti, Surica, Elton Medeiros e muitos outros bambas.
Documentário sobre samba de terreiro
Durante a década de 1930, era costume em um desfile de carnaval que uma escola de samba apresentasse o samba-enredo na primeira parte e, na segunda parte, os melhores versadores improvisassem com outros sambas-de-terreiro.
Estes sambas ficaram conhecidos assim, porque eles eram produzidos durante todo o ano nos espaços que se tornariam as futuras quadras. Antes de ser cimentado, o chão do terreiro era feito de terra batida.
Geralmente, um samba-de-terreiro retratava o cotidiano dentro das comunidades onde se localizavam as escolas de samba cariocas.
Comum até o início da década de 1970, estes sambas deixariam de ser tocados nos desfiles em um longo processo de mercantilização do carnaval. Ao deixar de ser cantado nos desfiles, o samba-de-terreiro ficou relegado às quadras das escolas de samba, servindo inicialmente para animar festas até se restringir à temporada seletiva de samba-enredo.
Documentário sobre samba de terreiro: Outras composições famosas saídas dos terreiros/quadras, estão “Foi um Rio que passou em minha vida” (de Paulinho da Viola, “Portela na Avenida” (de Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro), “Azul, Vermelho e Branco” (de Aroldo Melodia), “Salve a Mocidade” (de Luiz Abdengo dos Reis), “Tem capoeira” (de Batista da Mangueira), “A Deusa da Passarela” (de Neguinho da Beija-Flor).
Em 2007, o IPHAN conferiu registro oficial às matrizes do samba do Rio de Janeiro: samba de terreiro, partido-alto e samba-enredo.